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Economia
16/06/2009
O ovo da serpente
"Não desejo outra coisa, estejam certos, senão que vocês tenham conseguido descobrir, apesar de nós, um ser benfeitor e inesgotável, que tem pão para todas as bocas, trabalho para todos os braços, capital para todos os empreendimentos, crédito para todos os projetos, bálsamo para todas as feridas, alívio para todos os sofrimentos, conselhos para todas as perplexidades, soluções para todas as dúvidas, verdades para todas as inteligências, distração para todos os aborrecimentos, leite para a infância, vinho para a velhice, que acuda a todas as nossas necessidades, atenda a todos os nossos desejos, satisfaça todas as nossas curiosidades, conserte todos os nossos erros, repare nossas faltas e nos dispense a todos, daqui por diante, de previdência, prudência, julgamento, sagacidade, experiência, ordem, economia, temperança e atividade. E por que não iria eu desejar isso? Que Deus me perdoe! Quanto mais reflito sobre o assunto, mais reconheço que a coisa é cômoda e está demorando muito a chegar ao meu alcance. Esta fonte inesgotável de riquezas e luzes, esse remédio universal, esse tesouro sem fim, esse conselheiro infalível que vocês chamam de Estado.”   Frédéric Bastiat     Obama está com tudo. Anda por cima da carne seca, como se diz na gíria. É o queridinho da mídia e, pelo menos por enquanto, do eleitorado americano e mundial. Seus discursos e decisões encontram poucos críticos e muitos apologistas. Nota-se uma excitação quase orgástica da imprensa quando ele fala de suas políticas. Nas entrelinhas de seus discursos sentimos aquela vocação planificadora dos verdadeiros estatistas, que se acham capazes de planejar cada pequeno detalhe da economia, por mais complexa que ela seja. “Os socialistas”, como dizia Raymond Aron, “acham que a vida e o mundo são facilmente compreensíveis; sabem de tudo e querem impor a estreiteza de sua experiência – ou seja, sua ignorância e arrogância – aos seus concidadãos”.
 
07/06/2009
Vinte anos após Tiananmen
Acreditamos erroneamente – lembra Wuer Caixi – "que se podia discutir com o Partido Comunista Chinês". Refugiado há 20 anos em Taiwan, Wuer foi, em maio e junho de 1989, o porta-voz indicado pelos estudantes da Praça Tiananmen. A censura dirigida na época a esses manifestantes e a pergunta que persiste até hoje são as mesmas: "O que querem os revoltosos de Pequim?". Os que desejavam uma democracia à moda ocidental ergueram uma Estátua da Liberdade em papel-machê. Sem dúvida alguma, eles eram minoria.
 
28/05/2009
Capitalismo de compadres
Os maiores inimigos do capitalismo não são os jovens maconheiros ou os comunistóides presentes no famigerado Fórum Social Mundial, nem tampouco os empedernidos sindicatos laborais com suas agendas retrógradas. Os maiores inimigos do capitalismo são executivos sisudos, vestidos em ternos Armani, que não se cansam de enaltecer as virtudes da competitividade e do livre mercado, enquanto tentam, a cada momento e de todas as formas possíveis (principalmente através do favorecimento contínuo da intervenção estatal na economia) extingui-los em seu próprio benefício.
 
14/05/2009
Como mentir com estatísticas
Acredito que o leitor não tenha tomado conhecimento ou tenha esquecido do precioso livro "Como mentir com estatísticas", de Darrel Huff, cuja tradução foi publicada aqui pela Edições Financeiras em 1968. Lá se vão mais de 40 anos. Alguns, contudo, aparentemente não esqueceram o livro e estão aplicando com denodado esforço as lições contidas no compêndio.
 
08/05/2009
Universidade não é lugar para demagogia
As ações afirmativas são normalmente explicadas ao público como medidas temporárias, que visam a compensar certas debilidades impostas pela opressão racista ou pela desvantagem social. O problema é que o discurso não espelha a realidade, em que elas, longe de redimir desigualdades, são um instrumento poderoso da divisão da sociedade em classes e da concessão de privilégios – os quais, no lugar de remediar conflitos seculares, somente servem para recrudescer preconceitos.
 
07/05/2009
O capitalismo ainda tem conserto
Aqueles que esperam pela crise final do capitalismo vão, novamente, ficar decepcionados. A crise no capitalismo é irrefutável, é a terceira recessão em um século, mas ela não é uma crise do capitalismo. Ao contrário dos anos 30, e dos anos 70, os críticos – e toda crítica é legítima – não propõem um sistema alternativo: o fascismo dos anos 30 e o social-estatismo dos anos 70 não são mais opções confiáveis.
 
23/04/2009
Emprego e produção não são sinônimos de prosperidade e bem estar
Um dos maiores equívocos de keynesianos e afins é medir prosperidade e bem estar de acordo com os níveis agregados de produção e emprego. Olhando por esse prisma, uma economia vai bem quando os níveis de desemprego são baixos e o Produto Interno Bruto é alto. Por conta disso, todo o arcabouço teórico – e retórico – dos intervencionistas vai no sentido de que as ações governamentais – leia-se: gasto público - devem objetivar, prioritariamente, o aumento do emprego, pouco importando a utilidade daquilo que estes empregos produzem. Em síntese, o trabalho humano passa a ser um fim em si mesmo, e não um meio para alcançarmos melhores níveis de bem estar.
 
15/04/2009
As três crises e uma oportunidade
Já não aguento mais ouvir camelôs de idéias miúdas e frases feitas repetirem que “o ideograma chinês para crise é o mesmo que para oportunidade”. Está bem, eu acredito, mas vamos um pouco além e lembrar, só para ser estraga prazeres, que toda crise é um prato cheio para oportunistas, ou seja, pode facilitar a vida dos espertinhos. Frequentemente, esses tipos são os que mais rapidamente descobrem como tirar proveito delas. No momento, atrevo-me a dizer que estamos vivendo a concomitância de, pelo menos, três crises, já que a raiz de todo esse imbróglio, segundo me parece, tem sido menos cotada nos debates.
 
14/04/2009
Nossos próprios erros já nos bastam
É recorrente, especialmente em tempos de crise, a velha falácia de que os mercados falharam e por isso é preciso que os governos intervenham para corrigi-los e reorientá-los. Ora, para que algo falhe é preciso que não atinja o objetivo para o qual foi projetado, ou que seria capaz de alcançar caso trabalhasse com precisão. Por exemplo: um relógio que não marca a hora, um carro que não anda, um jogador de futebol que chuta para fora, mesmo embaixo do gol vazio, uma empresa que não obtém lucro em suas atividades.
 
03/04/2009
A voz da razão
Em meio ao pânico do momento, com governos criando, pegando emprestado e gastando dinheiro como marinheiros bêbados, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, apareceu como a consciência do mundo desenvolvido. Talvez por ela ter sido criada na Alemanha Oriental comunista ou talvez porque as lembranças dos anos de 1920 e as consequências políticas maléficas disso estejam tão pregadas na alma de seus colegas alemães, ela se situa como uma rocha na tempestade, conclamando as pessoas a serem prudentes.
 
26/03/2009
Decisão acertada
Nos últimos anos a economia mundial crescia a taxas elevadas e o Brasil se beneficiava da situação para também crescer, embora a taxas inferiores à dos principais países emergentes. Com isso, a arrecadação fiscal teve aumentos significativos, impulsionada ainda por mudanças realizadas pelo Fisco, como na fixação das alíquotas do PIS/COFINS.
 
20/03/2009
Mais respeito com a poupança
Ontem, o problema eram os juros altos. Hoje, com a queda da Selic, o problema passou a ser a remuneração "muito baixa" dos fundos de investimento. Dá para entender? Se o leitor tem problemas de entender como a queda da taxa de juros virou um problema, é porque não é óbvio qual é o problema.
 
19/03/2009
Protecionismo custa caro
Com o advento da crise econômica, voltou à baila o protecionismo, incrementado pela esdrúxula cláusula “buy american”, colocada no “pacote de estímulo” recentemente embrulhado pelo Governo Obama. Uma das coisas mais complicadas – e muitas vezes inúteis – que há é explicar às pessoas que políticas protecionistas são nocivas para qualquer país, tanto econômica quanto socialmente. A maior dificuldade talvez resida na crença, altamente difundida, de que os interesses dos produtores são mais importantes do que os dos consumidores. A indústria, os serviços ou a agricultura nacionais são, via de regra, motivo de preocupação geral, principalmente por parte dos políticos, dos burocratas e da imprensa, enquanto os consumidores são colocados em segundo plano.
 
13/03/2009
O perverso avanço do estatismo
O físico Thomas Kuhn foi feliz ao mencionar que os profissionais das ciências naturais não possuem respostas mais firmes ou mais permanentes para os problemas científicos legítimos do que seus colegas das ciências sociais ou humanas (A Estrutura das Revoluções Científicas). Muitos podem pensar que se trata de um ato de modéstia de Kuhn. Mas quem conhece Economia, parte mais desenvolvida das ciências humanas, sabe que ele está sendo sincero. Foi Adam Smith, no seu A Riqueza das Nações, quem postou o alicerce do método praxeológico, próprio das ciências sociais, ao explicar que o homem é um ser ativo, que persegue seus objetivos motivado por estímulos e desestímulos que surgem naturalmente no mercado ou são impostos pelo governo.
 
31/01/2009
A estratégia do medo
O pânico é o caminho mais fácil para as decisões precipitadas e equivocadas. Tanto isso é verdade, que existem indivíduos e instituições cuja especialidade é espalhar o medo a fim de alcançar os seus objetivos.
 
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Redação: Paulo Zamboni
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