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Brasil
09/03/2009
Morte ao Bispo!
No Brasil e em diversos lugares onde ainda persistem restrições ao aborto, o Dia Internacional da Mulher foi assinalado por passeatas e manifestações favoráveis à sua legalização. Esse polêmico tema, sem dúvida, é o que mais claramente define sobre quais bases morais uma sociedade deseja situar-se. Sou contra o aborto porque, com robusta base científica e filosófica, sei que a vida do embrião e do feto é vida humana distinta da vida da mãe e que nenhum direito pode prevalecer contra o direito à vida de um ser humano inocente. Ponto. Embora católico e conhecedor da doutrina da Igreja sobre o assunto, tenho-a como totalmente dispensável para fundar minha convicçãocomo cidadão. Aliás, a orientação da Igreja sobre o tema mudou acompanhando a Ciência. Foi ela, a Ciência, foram os médicos, foram os embriologistas que informaram ser humana a vida do embrião e do feto.
 
07/03/2009
Dinheiro público desviado para a causa abortista
Durante quatro meses, de 12 de agosto a 27 de novembro de 2008, a União Nacional dos Estudantes (UNE) percorreu o Brasil visitando 41 universidades e realizando 57 debates. O objetivo fundamental dessa “Caravana Estudantil da Saúde” foi a propaganda do aborto, das drogas e do homossexualismo. Vejamos alguns dos temas tratados: “Legalização do aborto: aspectos legais, morais, políticos sob a ótica da saúde pública”, “Drogas – Legalizar ou não?”, “Saúde e tolerância: homofobia, lesbofobia, sexismo, racismo”, “Direitos sexuais e reprodutivos e a violência de gênero” [1]. O jornal da Caravana da UNE, no artigo “Políticas públicas para a mulher” (p. 3) afirmava ser dever do Estado “legalizar o aborto”. Tudo isso custou R$ 2,8 milhões ao Ministério da Saúde. Essa verba estava prevista no Orçamento para apoio à educação permanente de trabalhadores do SUS (Sistema Único da Saúde), mas foi desviada pelo governo para a UNE [2].
 
05/03/2009
A esquerda brasileira e a crise econômica
A crise atual do capitalismo, sobretudo em sua face financeira, tem recolocado uma série de questões com respeito ao modo de enfrentá-la, desde uma perspectiva de esquerda e, ainda dentro dela, ao modo de superar o capitalismo, sob a ótica de implementação do socialismo. Reforma ou revolução é uma alternativa que voltou à cena pública, quando, para alguns, parecia definitivamente enterrada com a queda do muro de Berlim. Vejamos três correntes principais.
 
03/03/2009
Nós que somos traço
Sim, o presidente Lula tem uma série de dons. Sua comunicação com quem escolhe presidente por semelhança consigo mesmo o converte num candidato sempre forte. Convence bêbado que água mineral é champanha. E convence abstêmio que champanha é água mineral. Ao longo de seis anos conseguiu não apenas transformar em mérito próprio tudo aquilo que seu antecessor lhe deixou servido numa bandeja como ainda inverteu a situação e lhe devolve a continuidade em forma de ônus. Coisa de deixar o mágico David Copperfield embasbacado.
 
27/02/2009
Baião do pernambucano doido
Suspeito que a conexão em 4 megas não está me ligando ao mundo com velocidade compatível. A dissertação de Lula sobre a crise da economia mundial, expectorada em evento do Sebrae no dia 4 de fevereiro, só agora chegou ao meu e-mail. De duas uma: ou voltamos aos tempos das diligências ou meus fornecedores de insumo informativos entraram na moda das férias coletivas. Seja como for, o grande guru de Garanhuns viveu momento de copiosa inspiração perante aquele auditório do Sebrae, repleto de empresários. Você sabe que quando a economia andou bem e o emprego cresceu, Lula desfilou como pai dos recém-empregados, esperança dos desempregados e provedor dos sem maior interesse nisso. As vagas criadas nada tinham a ver com as empresas, seus acionistas, seus empresários, sua disposição para o investimento e sua criatividade. Os empregos nasciam das mãos dadivosas do presidente. Agora que a vaca, o boi, o touro e o terneiro foram para o brejo, os culpados pelo desemprego são os empreendedores. E Lula desfila pelo país a cobrar soluções criativas desses sanguessugas da mais valia, incapazes de coisas tão elementares quanto pagar a folha de pessoal sem faturamento.
 
26/02/2009
A mágica da Propriedade Privada
  Aquilo que é comum ao maior número despertará sobre si os menores cuidados.   (Aristóteles)   O Jornal Nacional do dia 09/02 trouxe uma reportagem interessante, mostrando a “fórmula secreta” utilizada por alguns grandes condomínios para obter economias tremendas no consumo de água. O segredo do sucesso, segundo a matéria, é bastante simples: instalação de medidores individuais em cada apartamento. Dessa forma, cada um paga exatamente por aquilo que consumiu. O mais interessante de tudo é que o gasto global – em todos os condomínios mostrados pela reportagem – caiu de forma vertiginosa, e não apenas a conta individual de um ou outro condômino.   Este, sem dúvida, é mais um exemplo clássico de como se deve agir para escapar daquilo que os economistas convencionaram chamar de “Tragédia dos Comuns”, cuja síntese seria a seguinte: quando um indivíduo pode apropriar-se de partes de um bolo comum, sem importar-se com quanto contribuiu para a sua produção, este indivíduo, via de regra, será incentivado a fazer o mínimo possível em prol do bolo e dele tirar o máximo proveito que puder. O raciocínio é simples: tudo quanto eu não puder pegar para mim, será tomado por outro.
 
20/02/2009
Campanha a todo vapor
O presidente Lula e sua candidata à presidência, a Ministra Dilma, estão em plena campanha eleitoral. Está definida a estratégia. É ela a candidata oficial e o PAC e a bolsa família, seus cabos eleitorais.   Em viagens pelo Brasil, o primeiro mandatário , com sua candidata a tiracolo, dá início, neste início de 2009, a todo vapor, à corrida eleitoral, com fantástica cobertura da mídia e repetição de "slogans" como o de que "a Ministra Dilma é Mãe do PAC" . PAC este que, apesar da propaganda oficial, continua semi-empacado.   Pela legislação eleitoral, tal campanha é inadmissível e viola a legislação. Apesar das infrações claríssimas e inequívocas, entretanto, conta o presidente com a conivência da Justiça Eleitoral, que tem como lema interferir o mínimo e tolerar o máximo no desenrolar do processo eleitoral.
 
17/02/2009
A tolerância com o intolerável
Há uma polêmica estabelecida em relação aos delitos e às penas. Bem organizadas correntes de opinião promovem a condenação das condenações. O quadro das penas tidas como reprováveis começou pela de morte, seguiu para a de prisão perpétua e alcança, agora, a pena de prisão seja pelo tempo que for. Dizem que é preciso buscar outros meios para enfrentar o crime. Denunciam que a privação de liberdade é coisa medieval. Argumentam que ela tem sido insuficiente para conter o avanço da criminalidade. Alegam que os presídios deseducam. Proclamam que manter um indivíduo atrás das grades agrava os desajustes que o levam à prática criminosa. Em outras palavras: os criminosos deveriam receber sanções mais criativas. Talvez algo assim como escrever cem vezes no quadro negro: “Não devo oferecer drogas na porta das escolas”.
 
16/02/2009
O país das carteirinhas
Não pode haver no mundo povo que mais invente ou seja obrigado a contribuir com “anuidades”. O costume de obrigar um terceiro a pagar antecipadamente e por um longo período deve estar relacionado à péssima qualidade dos serviços aqui prestados, ou mesmo à flagrante inutilidade de algumas associações impostas pela legislação. O fato é que especialmente os profissionais estão sempre arcando com “anuidades”, até mesmo para o simples exercer de sua profissão. A sanha de sindicalizar beira o ridículo. É difícil imaginar James Joyce  ou Jack Kerouac entrando numa fila, munidos de pasta contendo fotos e formulários preenchidos, para tirarem suas carteirinhas de escritor. Mas há brasileiros tentando fazer com que esse ofício (antes uma escolha de vida que de “profissão”) possa ser controlado por uma lei, e que responda a um sindicato (olha a anuidade aí).
 
08/02/2009
Quando a versão tropeça nos fatos
O caso Battisti trouxe à tona, mais uma vez, o episódio dos boxeadores cubanos empacotados no Brasil e despachados para Fidel. Ressurge a estapafúrdia versão oficial, tão risível quanto depoimento de indiciado em CPI. Julgo que vale a pena recuperar os dados desse lamentável episódio porque a versão oficial continua tropeçando nos fatos.  É verdade, conforme afirma o governo, que o Brasil concedeu refúgio a outros cubanos, como o jogador de handebol Rafael Capote e o ciclista Michel García, e que isso não repercutiu na imprensa. No entanto, comparar esses dois casos com os de Rigondeaux e Lara, para usar palavras de jornalista do Hamas, é uma desproporção. Os dois boxeadores eram astros de primeira grandeza e o interesse da mídia é proporcional à importância dos personagens. Mesmo assim, os outros refúgios concedidos foram noticiados, sim, com o pequeno destaque que mereciam.   Rigondeaux e Lara foram detidos quando torravam dinheiro com mulheres, bebidas e comilanças numa praia de Araruama. Um pouco antes da prisão, haviam sido localizados pelo repórter Gustavo Goulart (Globo, 09/08/07), que apenas os observou sem fazer contato com eles. Relatou o jornalista que ambos ocupavam duas suítes de uma pousada onde também estavam um cicerone carioca, um alemão e um espanhol. Muita farra, comida e, segundo as autoridades brasileiras declarariam pouco depois de os haverem detido por falta de passaportes, um incontido desejo de voltar imediatamente para Cuba... Ora, convenhamos!   Eles não procuraram a polícia. A polícia os encontrou. Não foram mostrados à imprensa. Ao contrário, ficaram em isolamento. O empresário Ahmet Öner, que os recrutou, informou aos repórteres que estava no aguardo da liberação da papelada deles na Alemanha. Mostrou-se irritado com a prisão. Presos pela PM carioca, foram levados para a Polícia Federal de Niterói. O site da Associação dos Delegados da Polícia Federal, registra que: “... policiais da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) haviam informado que buscavam os dois só para saber se estavam bem, já que o status deles era de ‘desaparecidos’”. Espontaneamente pediram para voltar para Cuba? Ora, convenhamos!    O Observatório da Imprensa, à época, promoveu uma mesa redonda com jornalistas que acompanharam o caso. Dessa mesa participou o desembargador aposentado Wálter Maierovitch, que esclareceu aspectos jurídicos relacionados à questão. Quando um estrangeiro é apanhado sem documentos, tendo entrado legalmente, mas permanecendo além do prazo fixado, a lei brasileira lhe concede oito dias para sair. No caso dos dois boxeadores, a embaixada cubana foi rapidamente notificada e um avião venezuelano veio buscá-los. Tudo a toque de caixa, que El Comandante não estava para brincadeiras.   Você, leitor, leu alguma entrevista dos atletas à imprensa brasileira, enquanto estavam no Brasil? Uma frasezinha sequer? Nada. Só declarações oficiais, dando conta de que estavam ansiosos por voltar para casa e arrependidos do que haviam feito. Era tamanho o remorso que poucos meses depois Erislandy Lara voltou a fugir. Entrevistado na Alemanha, declarou que seu infeliz colega estava “vivendo de bicos” em Cuba, proibido de lutar... Ahmet Öner, o mesmo empresário que patrocinou a fuga anterior, se recusou a maiores esclarecimentos porque “o governo cubano fazia muita pressão” (Estadão, 13/06/08). Ah! Lara quando voltou a escapar, não bancou mais o bobo. Foi para o México. Os bobos estamos todos aqui, ao menos na opinião dos que nos contam histórias e constroem versões que se estatelam contra os fatos. E a verdade quebra o nariz.
 
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Redação: Paulo Zamboni
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