Bom dia ! Hoje é Sexta Feira, 24 de Março de 2017.
 
Fique por dentro de nosso conteúdo em sua caixa de e-mail:
 




 
Oriente Médio
03/09/2009
O contraterrorismo na Washington de Obama
Oassistente de segurança nacional e contraterrorismo de Barack Obama, John O. Brennan, convenientemente delineou os presentes e futuros erros da política da administração no discurso, “Uma nova abordagem para a proteção dos americanos”, no dia 6 de agosto. Para começar, seu discurso para o Centro de Estratégia e Estudos Internacionais em Washington teve um tom incomum. “Bajulador” é o termo que logo surge à mente quando noventa das cinco mil palavras de Brennan invocam “Presidente Obama”, “Ele”, “Dele” ou “O Presidente”. De maneira preocupante, Brennan atribui todo pensamento ou diretiva de seu discurso à sabedoria “do Escolhido”. Essa palestra vergonhosa lembra a de um funcionário norte-coreano homenageando seu querido líder.
 
30/08/2009
A conexão iraniana
À medida em que a segurança se deteriora em Bagdá, surge também mais um novo motivo para preocupação: O chefe do Serviço de Inteligência Nacional do Iraque (Sini), treinado pelos Estados Unidos, foi derrubado após uma longa disputa com o primeiro-ministro Nouri al-Maliki – o que priva aquele país de um líder-chave na luta contra o terrorismo sectário.
 
29/08/2009
É preciso sair do Afeganistão?
No ano 328 a.C., se acreditarmos no que  conta o historiador romano Quinte Curce, Alexandre, o Grande, tentou em vão conquistar o Afeganistão. Após algumas batalhas violentas sem sucesso, iniciou-se a negociação entre os chefes tribais e o general grego. Ele queria chegar à Índia. "Por que nos combatem?", perguntaram-lhe  os afegãos. "Bastava nos comprarem." Foi o que Alexandre fez.
 
05/08/2009
EUA para Israel: Vocês decidem sobre as bombas no Irã, nós decidimos sobre os quartos de dormir em Jerusalém
Eu sou o único a notar uma pitada de inconsistência na política dos EUA a respeito de Israel? Por um lado, a secretária de Estado Hillary Clinton comentou, em 27 de maio, sobre as residências de judeus israelenses na Margem Ocidental e na parte oriental de Jerusalém:
 
23/07/2009
Aonde isso tudo vai parar?
Há alguma coisa cheirando mal por aqui. Há poucos dias, foi revelado que o governo britânico estava cancelando cinco licenças de exportação de peças para navios de guerra israelenses, cedendo à pressão de membros do Parlamento e de organizações de direitos humanos em função da operação israelense Cast Lead, em Gaza. A fumaça dessa revelação mal tinha se dissipado e já havia uma saraivada de alegações e afirmações, não verificadas e não substanciadas, de soldados israelenses não identificados acerca de atos estarrecedores durante a operação Cast Lead, recebendo o maior destaque nos boletins da BBC e na mídia britânica em geral. A despeito do fato de que tudo se baseava inteiramente em boatos e rumores, foi reportado como se fosse um conjunto crível de alegações*. É claro que isso já havia acontecido antes.
 
14/07/2009
Retirada claudicante de um Iraque estilhaçado
Na semana passada, forças americanas abandonaram as cidades iraquianas, deixando para trás paradas improvisadas, fogos de artifício e coros de “Fora, América, fora!” e “A América foi embora! A vitória é de Bagdá!”   A retirada ocorreu conforme o “Acordo sobre o Status das Forças”, fechado em novembro de 2008 e que estipulava “a saída das tropas alocadas na capital, em outras cidades e vilas” até 30 de junho de 2009. Além disso, até 31 de dezembro de 2011, “[T]odas as forças americanas devem se retirar de todo o território iraquiano, incluindo suas águas territoriais e espaço aéreo”. O acordo também confere a Bagdá o controle sobre as operações militares americanas e define o papel dos Estados Unidos em áreas tais como economia e educação.
 
28/06/2009
Balas e barris
A revolta popular que está se desenrolando no Irã no momento é notável. É a mais rara entre as coisas raras – mais rara do que neve na Arábia Saudita, mais improvável do que  encontrar um sanduíche de presunto no Muro das Lamentações, mais insólito do que esqui aquático no Saara. É uma revolta popular em um país com petróleo no Oriente Médio.
 
25/06/2009
Flagrada em vídeo: A cultura de crueldade do Oriente Médio
Alguns dos mais corajosos e distintos analistas do Oriente Médio enfatizam a cultura de crueldade dessa região. Kanan Makiya intitulou seu livro de 1994 sobre os árabes de Crueldade e Silêncio. Fouad Ajami escreve sobre Beirute como “perdida para um novo reino de crueldade”, sobre “saque e crueldade e animus sectário” no Iraque e sobre “crueldade, desperdício e confusão” na região.
 
20/06/2009
Ventos de mudanças?
Há 20 anos, escrevi um livro sobre o Oriente Médio e estive  recentemente pensando em atualizá-lo, usando uma nova introdução. Seria muito simples – só uma página, aliás, uma linha: "Nada mudou". Foram precisos dois dias em Beirute, cobrindo as eleições no Líbano, para eu perceber que estava completamente errado. Não, está ocorrendo algo muito novo no Oriente Médio. Puxe uma cadeira; isso será interessante.
 
10/06/2009
Obama se prepara para alijar Israel
Como previsto aqui diversas vezes, Obama está tentando favorecer a causa islamita à custa  de Israel, e está usando judeus americanos para fazer o trabalho sujo por ele. Conforme relatos, o chefe-de-gabinete (cargo correspondente a de ministro-chefe da casa civil brasileiro) Rahm Emanuel disse ao grupo lobista AIPAC (American Israel Public Affairs Committee – Comitê Americano para Assuntos Públicos de Israel) em 03/05 que esforços para frear o Irã dependem de conversações de paz com a Palestina. Uma semana atrás, o assessor de segurança nacional de Obama, General James Jones, disse a um ministro de relações exteriores europeu que, ao contrário de Bush, Obama será enérgico com Israel.
 
12/05/2009
Os limites do terrorismo
O terrorismo funciona? Isto é, ele atinge os objetivos de seus perpetradores? Uma vez que ataques terroristas tornaram-se uma rotina, ocorrendo quase que diariamente, especialmente no Iraque, Afeganistão e Paquistão, a crença geralmente aceita é de que o terrorismo funciona muito bem.
 
05/05/2009
Ultraje moral seletivo
No Wall Street Journal, Bret Stephens faz uma pergunta bastante simples e bastante óbvia. Observando o fato de que, enquanto cerca de seis mil palestinos (muitos, se não a maioria, terroristas) foram mortos em confronto com os israelenses desde o início da Segunda Intifada contra Israel, entre vinte e cinco mil e duzentos mil civis chechenos (de uma população equivalente a um terço ou um quarto da população palestina) foram mortos pelos russos durante esse mesmo período, ele fica admirado diante de um mundo que simplesmente dá de ombros, indiferente às brutalidades na Chechênia, enquanto discorre incessante e obsessivamente sobre Israel.
 
17/04/2009
Um cálculo fatal?
Do Afeganistão nos chega uma aguda e perturbadora avaliação feita por um intelectual afegão acerca de uma divergência fundamental entre as abordagens americana e britânica da situação em seu país – e a Grã-Bretanha não se sai nada bem: “O 11 de setembro trouxe os Estados Unidos ao Afeganistão. Seu objetivo inicial de derrotar o Taleban e eliminar a liderança da Al-Qaeda foi comprometido pela subestimação da importância do apoio estrangeiro [árabe] ao Taleban e pela superestimação da cooperação militar paquistanesa na guerra contra o terror.
 
16/04/2009
Árabes, israelenses e a simpatia pelos “mais fracos”
“Quem, um século atrás, teria imaginado os judeus produzindo os melhores soldados e os árabes, os melhores publicitários?”, era o que eu perguntava em 2005.  Um notável exemplo da admirável perícia árabe em relações públicas encontra-se na sua habilidade em transformar o mapa do conflito árabe-israelense. Nas primeiras décadas desse conflito, os mapas mostravam Israel num vasto Oriente Médio, uma presença tão pequena que era quase necessário usar uma lente de aumento para localizá-lo. Nos dias de hoje, porém, o conflito é tipicamente retratado por um enorme Israel assomando por sobre as áreas descontínuas da Margem Ocidental e da Faixa de Gaza.
 
27/03/2009
O outro lado das sapatadas
A situação foi tão incomum quanto hilariante. Em meio a um ambiente formal, onde davam entrevista coletiva dois chefes de Estado, eis que surge um indivíduo tresloucado atirando sapatos no presidente do país mais poderoso do planeta. Este, demonstrando alguma agilidade, esquiva-se como pode e permanece ali, impassível, com aquela cara de paspalho que Deus lhe deu.
 
04/03/2009
Obama, o Oriente Médio e o Islã – Uma Avaliação Inicial
Por que avaliar o histórico de um novo presidente americano, e depois de apenas algumas semanas de um mandato de duzentas e nove semanas – e justamente acerca de um tema tão esotérico quanto o Oriente Médio e o Islã? No caso de Barack Obama, os motivos são estes:   (1)    Antecedentes contraditórios: em suas experiências, transbordam contatos com anti-sionistas radicais, tais como Ali Abunimah, Rashid Khalidi e Edward Said; com islamistas, com a Nação do Islã e com o regime de Saddam Hussein; mas, desde que foi eleito, tem feito nomeações predominantemente de centro-esquerda e suas declarações assemelham-se àquelas de seus antecessores no Salão Oval.   (2)    O papel desproporcionalmente grande do Oriente Médio e do Islã: a sua primeira quinzena como presidente foi testemunha de um discurso de posse que os mencionava com destaque; de um telefonema para Mahmoud Abbas, da Autoridade Palestina; da indicação de dois enviados de alto escalão para a região; e da primeira entrevista concedida ao canal de TV Al-Arabyia. O que concluir e esperar dessa rápida sucessão de eventos?
 
1 2 3



Redação: Paulo Zamboni
AmbientalismoAmérica LatinaBrasilCulturaEconomiaEntrevistasEUA e GeopolíticaEuropaMídia em FocoOriente MédioPolíticaSegurança Pública
Artigos IndicadosCLIPPING@MAISEspecialLiteraturaResenhas
Home Editorial Faq Fale Conosco


Canais:
 
MÍDIA A MAIS © COPYRIGHT 2013, TODOS OS DIREITOS RESERVADOS