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Climategate II – e outro pode estar em reserva...
- Redacao Midia@Mais
Oinglês James Delingpole, da revista britânica The Spectator, tem sido um dos mais combativos, incansáveis e bem informados jornalistas a investigar e denunciar aquilo que sempre suspeitou ser uma grande farsa: a do aquecimento global antropogênico e de todo o aparato alarmista científico,  político e midiático, que continua tentando dar sobrevida àquilo que corretamente pode também ser classificado como religião política, cheia de incontáveis profecias não realizadas. Não realizadas, mas ainda assim, lucrativas para alguns, os happy few.

Oinglês James Delingpole, da revista britânica The Spectator, tem sido um dos mais combativos, incansáveis e bem informados jornalistas a investigar e denunciar aquilo que sempre suspeitou ser uma grande farsa: a do aquecimento global antropogênico e de todo o aparato alarmista científico,  político e midiático, que continua tentando dar sobrevida àquilo que corretamente pode também ser classificado como religião política, cheia de incontáveis profecias não realizadas. Não realizadas, mas ainda assim, lucrativas para alguns, os happy few.

Abaixo, reproduzimos trechos (comentados em negrito) de seu artigo publicado na página de opinião do Wall Street Jornal em 28.11.2011, onde Delingpole faz uma breve e arguta análise do recente vazamento de mais uma enorme leva de emails comprometedores, naturalmente já chamado de “Climategate 2.0”.

 
***
 
Climategate 2.0
 
por James Delingpole
 
Na semana passada, 5.000 emails privados trocados entre vários dos principais “cientistas do clima” do mundo foram anonimamente vazados para a Internet [Tal como no primeiro vazamento de emails em 2009, a mais recente divulgação mostra importantes cientistas especializados em clima fraudando dados, conspirando para intimidar e silenciar oponentes e demonstrando, privadamente, muito menos certeza acerca da confiabilidade da teoria do aquecimento global antropogênico do que jamais admitiram em público.
 
Os cientistas citados incluem nomes já conhecidos: Michael Mann, da Penn State University [EUA] e Phil Jones, da University of East Anglia [Reino Unido]. Seus relatórios informam [e formam] aquilo que o Presidente Obama chamou de “padrão ouro” da ciência climática internacional, o IPCC.
 
A nova divulgação foi programada para coincidir com o segundo aniversário do Climategate original e com a COP-17, em Durban, África do Sul [iniciada dia 28/11]. Isso já provocou fortes reações emocionais. Para o deputado Democrata Ed Markey, p.ex., aquele ou aqueles responsáveis pelo vazamento dos emails estão tentando “sabotar as conversações internacionais sobre o clima” e deveriam ser identificados e “trazidos à justiça”.
 
[James Delingpole consideraria compreensível a reação irada do deputado americano se os emails tivessem sido reescritos ou inventados, mas pelo menos um dos cientistas envolvidos— ninguém menos do que Michael Mann — confirmou que os emails são genuínos, tanto quanto o eram aqueles da primeira batelada do Climategate I. Deste modo, segundo Delingpole, qualquer malfeitoria ou ato ilegal revelado nessa nova leva de emails deveria ser atribuída aos cientistas que os escreveram, e não ao(s) denunciante(s) /informante(s) que os revelaram].
 
Delingpole continua:
 
[...] Considere um dos emails redigidos por Michael Mann em agosto de 2007: “Tenho falado com o pessoal aqui nos EUA sobre achar um jornalista investigativo [disposto] a investigar e expor McIntyre e suas até aqui não exploradas conexões com interesses dos combustíveis fósseis [sic]. Talvez o mesmo tenha de ser feito quanto a esse outro sujeito, o Keenan. [...] Doug Keenan é um cético do AGA e, de longa data, uma pedra no sapato do establishment aquecimentista. Steve McIntyre é o tenaz ex-engenheiro de minas canadense, cuja teimosa pesquisa ajudou a revelar as falhas e defeitos no gráfico “Taco de Hóquei” das temperaturas globais, de autoria de Mann.
 
É possível entender a irritação de Michael Mann. Seu taco de hóquei, que supostamente demonstraria a ligação entre as emissões humanas de CO2 e um aquecimento global catastrófico, foi o pilar central do Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC em 2001 e que lhe conferiu um status quase legendário em sua comunidade científica. Naturalmente, ele queria colocar McIntyre no seu devido lugar. [Mas] a maneira razoável de fazer isso seria através do uso de fatos e provas e de uma depuração dos dados. Em vez disso, os emails revelam um Michael Mann imaginado uma maneira de difamar McIntyre. [...]
 
[Depois de descrever a conduta de Phil Jones naquilo que ficou conhecido como “hide the decline”, ou “esconda o declínio das temperaturas”, Delingpole dá uma dimensão da importância desse novo vazamento: ficaria demonstrado que os mais importantes cientistas que municiam o IPCC não podem ser tidos como adeptos da verdadeira ciência, mas sim como adeptos do ativismo político. As implicações são preocupantes para quem pretende adotar políticas ambientais com base nas pesquisas desses cientistas.
 
James Delingpole conclui citando os motivos declarados de “FOIA” [*], ou seja, da(s) a(s) pessoa(s) que vazaram os emails]:
 
“Mais de 2,5 bilhões de pessoas vivem com menos de dois dólares por dia. Todos os dias, 16 (dezesseis) mil crianças morrem de fome e de causa relacionadas. Um dólar pode salvar uma vida... A pobreza é uma sentença de morte. [Conforme os ditames do IPCC-ONU] as nações precisarão investir 37 (trinta e sete) trilhões de dólares em tecnologia de energia até 2030 para estabilizar as emissões de gases do efeito estufa. As decisões de hoje deveriam se basear em toda a informação que pudermos obter e não na sua ocultação”.
***
Nessa altura, o leitor talvez esteja curioso quanto ao título dado a esta matéria “[...] e outro pode estar de reserva...”. A explicação vem de uma interessante observação feita pela jornalista australiana Jo Nova, que, em resumo, é a seguinte: Quem quer que tenha corrido os riscos desse(s) denunciante(s), deve(m) também ter pensado num tipo de seguro de vida, qual seja, manter em reserva possíveis emails entre cientistas e chefes-de-estado ou políticos em geral. Estaria inaugurada a era da Bomba @.
***
Para ler a íntegra do artigo original “Climategate 2.0” (em inglês) no WSJ, siga o link:
 

 


[*] NR: “FOIA: Freedom of Information Act” ou Lei da Liberdade de Informação, existente nos EUA, Reino Unido e em outros países de língua inglesa. Um tanto de humor sarcástico fica evidente nessa escolha de pseudônimo.

 

 

 



 
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COMENTÁRIOS
28/12/2011
(Viktor)

Não fica claro na matéria que além dos 2 lotes de e-mails liberados (cerca de 1000 em 2009, e cerca de 5000 em 2011), ainda existem 200 mil e-mails encapsulados em um arquivo protegido por uma senha e que já está espalhado pelo mundo todo. FOIA (o leaker), assim se protege de ser perseguido (como escreveu a Joanne Nova). Se quiserem pegar ele, ele pode revelar a senha deste arquivo.
 
14/12/2011
(Leonardo Vinícius)

Por gentileza publicar os demais comentários feitos (na íntegra, se possível). A discussão dos meus argumentos tem apenas a acrescentar sobre o tema. Att, L. Leonardo Vinícius O M@M se dá o direito de publicar ou não comentários aqui postados. O senhor afirma em um deles "Fiz dois comentários, que foram transformados em um, cortando parte do meu argumento", o que é pura maledicência e não merece espaço. Apenas colamos duas partes em uma, para melhorar a compreensão do todo. Nada de seu argumento foi cortado pelo M@M e temos como provar sua mentirinha boboca. Se o senhor quer acrescentar ao tema, como afirma acima, o conteúdo do que envia o dirá. E não recebemos solicitações ou ordens para publicar ou deixar de publicar o que quer que seja. Por favor, não insista. Editoria M@M
 
14/12/2011
(Leonardo Vinícius)

Logo após receber minha resposta, fiz dois comentários, pedindo a opinião de você com relação à validade ou não do peer review. Meus comentários realmente não foram publicados, podem checar. Óbvio que respeito o direito de vocês publicarem ou não, mas me reservo a contar com a boa vontade de uma discussão mais extensa. No aguardo para uma possível discussão. att, L. Leonardo Vinícius, Não é possível generalizar. Para o caso em discussão, o processo de revisão por pares foi claramente desvirtuado. Por favor, leia o artigo http://www.midiaamais.com.br/ambientalismo/7431-s-fred-singer Editoria M@M  
 
08/12/2011
(Leonardo Vinícius)

Prezados, passei a última semana lendo quase todas as publicações sobre o ambiente no site. Trabalho com ciência, acabei de passar pela qualificação do doutorado em mudanças climáticas, e sei da importância que isso tem. James Delingpole, infelizmente, não detém tal credibilidade. Em uma entrevista feita pelo Paul Nurse (Nobel em Fisiologia 2001) ao jornalista, nem é preciso se esforçar pra ver o ponto de vista dele com relação à ciência. Ele não é cético (ou qualquer outra palavra) do aquecimento global, ele é cético à ciência como um todo. Para quem mais estiver curioso: http://www.bbc.co.uk/programmes/b00y4yql. Posso não concordar com boa parte do que foi publicado por vocês, mas achei e acho muito válido o ponto de vista apresentado em diversas publicações. Achei legal perguntar então, que valor vocês dão para o peer review da ciência? Pergunto ciência em geral, pois convenhamos, não há uma conspiração global entre os climatologistas. Por que eu quero saber? Por vezes o argumento de alguns dos autores é fraco, categorizando demais um ou outro lado, o que me faz pensar que para estes, a opinião pessoal tem valor maior do que aquela questionada por demais cientistas. Quero trazer mais pessoas tanto do doutorado como alguns colegas do mestrado pra discutir aqui, mas não quero apresentar “mais um ponto de vista conservador”. Espero que entendam. obrigado, Leonardo Vinícius Leonardo Vinícius, Essa lenga-lenga pseudo-voltairiana "posso não concordar com boa parte do que foi publicado por vocês, mas achei válido etc..." não é conversa de adultos. Você deve ter lido mais de cem artigos do M@M, como afirma. Vamos lá, quais você leu? E qual sua crítica sobre eles? Quanto a você querer ou não trazer alguns colegas para conhecer o site, ora, quanto cuidado o seu no papel de "educador consciente"!  Belos pesquisadores aqueles que precisam de algum tipo de chancela prévia, o velho carimbo "AQUI PODE". Mas você ainda está começando na vida da ciência, posso entender seus medos. E ainda querendo mudar nosso perfil com um tom farsesco de quem quer nos ajudar... Vá procurar sua turma. Vá encher seu Lattes. Espero que entenda. Editoria M@M
 
02/12/2011
(Ricardo)

Muito bom o artigo! Parabéns a todos do M@M. Estamos aguardando mais uma COP furada, onde se gastam milhões de dólares na elaboração de reuniões que só visam comprometer o desenvolvimento do mundo. Joane está certa, declaramos aberta a era da bomba @ e viva o Climategate 2.0! Ricardo Augusto Felicio Prof.Dr. Climatologia DG - FFLCH - USP
 
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