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Uma tacada mortal nos modelos climáticos: novos dados da NASA dão um duro golpe no alarmismo do aquecimento global
- Henrique Dmyterko
Averdadeira ciência, aquela que leva em conta os dados coletados no mundo real, acaba de desferir um duro golpe na pseudociência das mudanças climáticas baseada em modelos climáticos computacionais falhos ou fraudados.

Averdadeira ciência, aquela que leva em conta os dados coletados no mundo real, acaba de desferir um duro golpe na pseudociência das mudanças climáticas baseada em modelos climáticos computacionais falhos ou fraudados.

Um estudo recentíssimo, de autoria dos Doutores Roy W. Spencer (Climatologista) e William D. Braswell, publicado na revista científica Remote Sensing [arquivo completo em PDF, 11 páginas] no último dia 25.07.2011, revela que a atmosfera do planeta Terra permite a liberação de calor para o espaço em quantidades muito maiores do que os modelos climáticos computacionais alarmistas vinham prevendo.

Esse estudo confirma ainda as conclusões de estudos anteriores de que o CO2 atmosférico retém muito menos calor do que afirmavam os alarmistas do AGA. Tais revelações e conclusões podem parecer pequenas aos olhos dos leigos, mas certamente terão enorme repercussão entre os cientistas. Não obstante, ainda é muito cedo para saber que peso terão (se é que terão) entre aqueles que formulam e impõem políticas ambientais não apenas bastante questionáveis, mas draconianas, i.e., o IPCC-ONU, as ONGs verdes, os legisladores apressados e os governantes cúmplices. [*]

O artigo que comenta os resultados do estudo é de autoria de James M. Taylor, sênior fellow para políticas ambientais do Heartland Institute e editor da publicação Environment & Climate News. A versão original pode ser lida aqui: “New NASA Data Blow Gaping Hole In Global Warming Alarmism”. A seguir, o leitor do M@M tem à disposição uma tradução condensada e adaptada do artigo de James M. Taylor; o texto é necessariamente repetitivo, sem floreios, pois trata de dados, conceitos e questões científicas:

***

Dados de um satélite da NASA, coletados entre os anos 2000 e 2011, mostram que a atmosfera da Terra está permitindo que muito mais calor seja liberado para o espaço do que os modelos computacionais alarmistas previram; isso é o que relata um novo estudo publicado no periódico científico Remote Sensing. O estudo indica que ocorrerá muito menos aquecimento global no futuro do que os modelos computacionais da ONU previam, e corrobora estudos anteriores que já indicavam que o dióxido de carbono (CO2) atmosférico retém muito menos calor do que os alarmistas vinham afirmando. [Nota M@M: Outros estudos indicam a possibilidade de um resfriamento global. Leia mais aqui: O Sol pode estar entrando numa fria... e nós também].

O co-autor do estudo, Dr. Roy Spencer, pesquisador-chefe na Universidade do Alabama, em Huntsville, e chefe de equipe do experimento de monitoração “Advanced Microwave Scanning Radiometer”, a bordo do satélite Aqua da NASA, relata que os dados do mundo real coletados pelo satélite Terra, também da NASA, contradizem múltiplas suposições introduzidas nos modelos computacionais alarmistas.

Num comunicado à imprensa, emitido no dia 26.07, o Dr. Spencer declarou: “As observações via satélite sugerem que muito mais energia é perdida para o espaço durante e após um período de aquecimento do que aquela que é apresentada pelos modelos climáticos. Há uma enorme discrepância entre os dados coletados e as previsões, e que é especialmente grande sobre os oceanos”.

Além da descoberta de que o calor efetivamente retido é muito menor do que os modelos computacionais da ONU tinham previsto, os dados do satélite da NASA demonstram que a atmosfera começou a lançar calor para o espaço muito antes do previsto pelos mesmos modelos.
Essas descobertas são extremamente importantes e devem alterar dramaticamente o debate sobre aquecimento global.

Cientistas em todos os lados do debate sobre aquecimento global concordam num ponto, qual seja, quanto calor está sendo diretamente retido pelas emissões humanas de CO2: “não muito” é a conclusão geral. Todavia, a questão mais importante no debate sobre aquecimento global é se as emissões de dióxido de carbono, mesmo indiretamente, irão reter mais calor por causarem grandes acréscimos na umidade atmosférica e na formação de nuvens cirrus. Os modelos climáticos alarmistas pressupõem que as emissões humanas de CO2 indiretamente causam aumentos substanciais na umidade atmosférica e na formação de nuvens cirrus (ambas as condições são bastante eficazes na retenção de calor), mas os dados do mundo real há muito demonstram que isso não está acontecendo, isto é, não está havendo aumento na umidade atmosférica nem aumento na formação de nuvens cirrus.

Os novos dados do satélite Terra são compatíveis com os dados de longo prazo  da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) e da NASA, indicando que a umidade atmosférica e a formação de nuvens do tipo cirrus não estão aumentando conforme previsto pelos modelos computacionais alarmistas. Os dados do satélite Terra também corroboram os dados coletados pelo satélite ERBS que mostram que muito mais radiação de ondas longas (i.e., calor) escapou para o espaço entre 1985 e 1999 do que os modelos computacionais previram. Juntos, os dados dos satélites Terra e ERBS mostram que por mais de 25 (vinte e cinco) anos as emissões de CO2, direta ou indiretamente, retiveram muito menos calor que o previsto pelos modelos do IPCC-ONU.  

Em resumo, a premissa central dos alarmistas do AGA é que o CO2 deveria estar retendo determinada quantidade de calor na atmosfera terrestre. Contudo, medições obtidas no mundo real mostram exatamente o contrário.

Quando dados objetivos de satélites da NASA relatados em sóbrio periódico científico revisto pelos pares e mostram uma “enorme discrepância” entre os modelos climáticos alarmistas e os fatos do mundo real, a mídia e nossos funcionários públicos eleitos deveriam ter a sabedoria de prestar atenção. Se eles o assim o farão ou não nos mostrará o quão honestos os produtores do alarmismo do AGA realmente são.

 

[*] De fato, a publicação desse novo estudo é tão recente e importante que uma muito atenta e gentil leitora, a Dra. Margaret Tse, CEO do Instituto Liberdade, fez questão de transmitir à Redação do M@M o link do artigo a esse respeito. Em nome do Mídia@Mais, agradeço a atenção da Dra. Margaret e dos responsáveis pelo site do Instituto Liberdade, onde, dentre outros, vários artigos  da Editoria de Ambientalismo do M@M estão reproduzidos.

 



 
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COMENTÁRIOS
27/08/2011
(Hera)

Por que não olhamos para o passado geológico da Terra? Em eras geológicas passadas o nosso planeta passou poe periodos muitos quentes e outros muito frios. Fazemos parte de um universo regido por forças e modelos ainda não totalmemte conhecidos. O que assistimos é uma crise de alarmismo.
 
24/08/2011
(Fernando Gonçalves)

Excelente reportagem. Muito bom trabalho do M@M e excelente a participação da Dra Margaret Tse. As vezes, encontramos algo de boa qualidade na internet. É o caso! abraço
 
24/08/2011
(Bonfa)

Parabéns pela reportagem e sobre tudo porque esta materia vai de encontro ao quanto vinha sendo defendido pelo Prof. Luis Carlos Molion de que o CO2 não é o vilão que tanto vinham apregoando
 
04/08/2011
(SONEIDE)

PARABENS! ao MIDIA @ MAis Por responder com tanta classe ao Sr Antonio da mata , rsrs por isso fico aqui so de leitora , leiga aprendendo. Abracos....
 
03/08/2011
(Margaret)

Eu é que agradeço as contribuições de vocês com o relevante site do Midia@Mais! No que puder ajudar com informações e ideias, contem sempre comigo! Somos todos empreendedores intelectuais! abs
 
03/08/2011
(Margaret)

Detalhe, postei no perfil do Dr. Spencer no FB, elogiando o comentário em português do Henrique no Midia@Mais, do trabalho dele! nada como um pouco de mkt intl... :)
 
03/08/2011
(@AntoniodaMatta)

Em algum momento vamos nos defrontar com um gargalo, seja a acidificação dos oceanos, seja a pura toxidez da atmosfera. Precisamos mudar o rumo de nossa matriz energetica suavemente para não ser obrigados a fazo-lo brusca e dolorosamente. Precisamos adotar mecanismos de controle populacional justos e adequados, antes que a propria natureza o faça. Precisamos rever a sociedade de consumo. "Precisamos" é saber mais sobre aquilo que nos metemos a opinar, isso sim, sob pena de sermos apenas palpiteiros e repetidores de lugares comuns que podem ficar muito bem em conversas de botequim e saraus, mas não cabem quando se trata de abordar temas importantes como os contidos neste artigo. Redação MÍDIA@MAIS
 
03/08/2011
(Ricardo)

Infelizmente muitos ainda acreditam que o CO2 tem o poder de reter calor. Ele não faz isto. Se absorve energia infravermelha, reemite em todas as direções, muito mais para o espaço do que para a Terra. Se o CO2 tivesse a capacidade de reter calor acima do total de energia recebido, o balanço estaria falho. Isto é criar energia! Se tal suposição fosse verdade, os engenheiros aqui na Terra já teriam criado máquinas para gerar energia de tal processo. Esta aí a dura realidade contra o mundo da fantasia de CLIMATRIX. Abraço Ricardo Augusto Felicio Prof. Dr. Climatologia USP - FFLCH - DG
 
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