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Nadie Escuchaba
- Felipe Atxa
Acompanhando a semana em que ocorre o Foro de São Paulo em Buenos Aires, o Mídia@Mais comemora a semana "Delírio Socialista", convidando seus articulistas a resenharem filmes sobre o modelo da revolução socialista cucaracha, inspiradora do Foro: Cuba, Mãe e Mestra dos revolucionários latino-americanos. Felipe Atxa comenta "Nadie Escuchaba", de 1987. [N.E] “Nadie Escuchaba” (Ninguém Escutava) é um documentário de longa-metragem, realizado em 1987 pelo lendário diretor de fotografia Nestor Almendros. Nascido na Catalunha, Almendros seguiu o pai a Cuba, onde este havia se exilado fugindo do General Franco.  Na ilha, chegou a realizar alguns filmes para o regime comunista, até que passou a ser também perseguido e foi embora para Paris.

Acompanhando a semana em que ocorre o Foro de São Paulo em Buenos Aires, o Mídia@Mais comemora a semana "Delírio Socialista", convidando seus articulistas a resenharem filmes sobre o modelo da revolução socialista cucaracha, inspiradora do Foro: Cuba, Mãe e Mestra dos revolucionários latino-americanos. Felipe Atxa comenta "Nadie Escuchaba", de 1987. [N.E] “Nadie Escuchaba” (Ninguém Escutava) é um documentário de longa-metragem, realizado em 1987 pelo lendário diretor de fotografia Nestor Almendros. Nascido na Catalunha, Almendros seguiu o pai a Cuba, onde este havia se exilado fugindo do General Franco.  Na ilha, chegou a realizar alguns filmes para o regime comunista, até que passou a ser também perseguido e foi embora para Paris.

A trajetória de Almendros tem a tipicidade quase entediante da imensa maioria dos artistas de alguma forma cooptados pelos regimes esquerdistas, que logo ensaiam o drama previsível de perseguição e censura depois de 1 ou 2 tropeços ideológicos. A saída costuma ser a fuga ou a prisão, e Almendros conseguiu não apenas sair de Cuba como tornar-se eventualmente um dos maiores fotógrafos de cinema em todos os tempos. Mais conhecido por suas parcerias com cineastas como Eric Rohmer e Terrence Malick, neste documentário o catalão dá rosto e voz a personagens tocantes do drama cubano desde então ignorado pelo establishment norte-americano, pródigo até hoje em idealizar a ditadura de Fidel Castro e os inacreditáveis abusos cometidos contra seu povo – entre os quais condenações a décadas de prisão, trabalhos forçados e tortura pura e simples.

Célebre por seu estilo único de fotografar (definitivamente elevado à categoria de grande arte em “Cinzas no Paraíso”, onde alcançou a proeza de, mesmo com a deterioração de sua visão, sensibilizar o negativo cinematográfico com a mínima leitura possível), aqui Almendros opta por um visual seco, direto, como se não houvesse estética capaz de capturar o drama silencioso dos cubanos vitimados e o silêncio quase insuportável daqueles incapazes de escutar, nos EUA e no resto do mundo.

O filme tem legendas em inglês e pode ser assistido na íntegra:  http://video.google.com/videoplay?docid=-8651022748461368432#

Embora a cópia tenha baixa qualidade, é uma oportunidade de conhecer a visão de um artista único a respeito de um tema ao qual poucos deram – e, ainda hoje, dão – ouvidos, mas que ele, melhor do que ninguém, soube fotografar – quase no escuro, suavemente, como era sua marca pessoal. 

 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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