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Fidel, a História já te condena
- Percival Puggina
Acompanhando a semana em que ocorre o Foro de São Paulo em Buenos Aires, o Mídia@Mais comemora a semana "Delírio Socialista", convidando seus articulistas a resenharem filmes sobre o modelo da revolução socialista cucaracha, inspiradora do Foro: Cuba, Mãe e Mestra dos revolucionários latino-americanos. Percival Puggina comenta "Má Conduta", de 1984. [N.E] Fidel Castro, enquanto esteve preso por sua participação no assalto ao Quartel Moncada no ano de 1953, escreveu pequeno panfleto com o título "A história me absolverá", no qual afirmava de que os povos têm o direito de lutar contra regimes totalitários. No dia 9 de janeiro de 1959, ao tomar o poder em Cuba, ele pronunciou estas palavras tranquilizadoras: "Y quiero decirle al pueblo y a las madres de Cuba que resolveré todos los problemas sin derramar una gota de sangre. Le digo a las madres que nunca, a causa de nosostros, tendrán que llorar".

Acompanhando a semana em que ocorre o Foro de São Paulo em Buenos Aires, o Mídia@Mais comemora a semana "Delírio Socialista", convidando seus articulistas a resenharem filmes sobre o modelo da revolução socialista cucaracha, inspiradora do Foro: Cuba, Mãe e Mestra dos revolucionários latino-americanos. Percival Puggina comenta "Má Conduta", de 1984. [N.E] Fidel Castro, enquanto esteve preso por sua participação no assalto ao Quartel Moncada no ano de 1953, escreveu pequeno panfleto com o título "A história me absolverá", no qual afirmava de que os povos têm o direito de lutar contra regimes totalitários. No dia 9 de janeiro de 1959, ao tomar o poder em Cuba, ele pronunciou estas palavras tranquilizadoras: "Y quiero decirle al pueblo y a las madres de Cuba que resolveré todos los problemas sin derramar una gota de sangre. Le digo a las madres que nunca, a causa de nosostros, tendrán que llorar".

Desde então, sucessivas gerações de mães cubanas pranteiam seus filhos presos, fuzilados, humilhados, submetidos a julgamentos stalinistas, tratados como párias em seu próprio país, apenas por "conduta imprópria" ou seja, por ouvirem rock, usarem cabelos longos, mascarem chicletes, serem homossexuais ou exercerem o direito de externar opinião.

O regime cubano, desde o início, se constitui num divisor de águas entre democratas e totalitários. Não foram necessários mais do que alguns meses para que esse divisor fosse aberto. É algo diante do que não se pode deixar de tomar posição. Por isso (e por exemplo), cada vez que Lula vai a Havana para agir como tiete de Fidel, mais evidente se torna a relação de conveniência que mantém com a democracia e seus valores. Recentemente, o regime anunciou a libertação de algumas dezenas de presos políticos. Gente que estava encarcerada havia anos por delitos de opinião. É de se perguntar: 1º) se havia razões para estarem presos, por que os soltaram? e 2º) se havia razões para soltar, por que os prenderam?

Essa é a assustadora face do Estado opressor e policialesco que vi de perto quando, visitando Havana em 2002, estabeleci contato com alguns dissidentes - Oswaldo Payá, Marta Beatriz Roque, Félix Bonne e René Gómez. Vi-lhes o medo (à exceção de Payá, todos os outros estiveram presos nos anos que se seguiram). Acabei sob observação policial e fui filmado nos encontros que mantive, embora os locais fossem tão públicos quanto o restaurante Il Gentiluomo.

Só agora, muito gradualmente, rompe-se o esquema de proteção montado em torno do regime, da pessoa de seu Líder Máximo e da figura de Che Guevara. Era uma verdadeira barreira montada com apoio de intelectuais, jornalistas e ativistas de esquerda, dedicados a convencer a opinião pública mundial que a antiga Pérola do Caribe era bijuteria ordinária e que o inferno atual constitui um paraíso onde, com enorme afeição dos governantes, se cultivam os mais elevados valores humanos. Ganhavam prêmios para fazê-lo, esses mistificadores, e eram recebidos como príncipes na Ilha.

Li uma dezena de livros sobre Cuba antes de ir até lá pela primeira vez. Todos dedicados a exaltação do regime. Em 2003, publiquei "Cuba, a tragédia da utopia" e em 2006 recebi, enviado pelo autor, Edmílson Caminha, um exemplar de "Brasil e Cuba, modos de ver, maneiras de sentir", com uma leitura comparada de 22 livros sobre aquele país editados no Brasil. Não é um trabalho completo porque não inclui pelo menos cinco outras obras que fazem parte do meu acervo. Em resumo do resumo: o capítulo que se refere ao que escrevi leva o título de "Um livro declaradamente contra". Como se vê, sou um caso raríssimo: um autor que foi a Cuba e não gostou do que viu por lá!

Eis por que este conjunto de vídeos constitui um megafone visual, berrando verdades que não nos deixaram conhecer. São relatos impressionantes sobre o desrespeito aos direitos humanos imposto pelo comunismo ao bom e generoso povo cubano. Povo que, na minha observação, após meio século sob o tacão castrista, desenvolveu com maestria aquela triste capacidade que acaba sendo o elemento anímico a sustentar a vida nos campos de concentração: a capacidade de não pensar sobre a realidade em que se vive.

Eu gostaria de ter tido acesso a estes vídeos antes de publicar meu livro. Há aqui uma riqueza de conteúdo que muito me agradaria aproveitar.

 MÁ CONDUTA - 1984 - PARTE I

 



 
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COMENTÁRIOS
09/09/2010
(Isaac Bastos)

Já está em tempo de se fazer um foro de São Paulo paralelo para combater essa sidéias tão perniciosas para a sociedade
 
09/09/2010
(Edouard Bullwer-Litton)

Triste, melancólico; ler um artigo assim não modifica muito o conhecimento que temos sobre a "Pérola do Caribe". Os maiores propagandistas são os cínicos que já estiveram lá, com benesses do dinheiro público. Estes são os verdadeiros Arautos a dedicarem tempo à perpetuação dos algozes no poder. Procurem ler "O Verdadeiro Tchê" de Humberto Fontova! Editore É Realizações. Com DVD anexo, simplesmente estarrecedor!
 
18/08/2010
(eacertado)

A História me absolvera é a frase que Hitler usou no seu julgamento em 1924. Fidel só plagiou.
 
17/08/2010
(Agapito Costa)

E por falar em direitos e acontecimentos em Cuba, vamos nos lembrar do "Artigo VIII" da constituição cubana e o que aconteceu após ascensão de Fidel ao poder. A lei da reforma "Urbana" do governo de Cuba, impede que os cidadãos mudem de residência no país sem autorização de um "CONSELHO SUPERIOR". É claro que alguns esquerdinhas vão dizer que não é verdade. Até aí normal! Mas que postem neste site as alterações na constituição "CUBANA". A contar dos artigos I ao IX e o que aconteceu, após Fidel assumir o poder. Verão muitas semelhanças com o "PNDH - 3".
 
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Redação: Paulo Zamboni
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