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E se: 50 anos depois da Guerra dos Seis Dias
06/06/2017 - Daniel Pipes
O fantástico sucesso israelense de junho de 1967 não resultou na tão desejada paz e trouxe problemas novos e complexos para Israel.
 
(General Moshe Dayan, de tapa-olho, figura chave no triunfo israelense de 1967. Sucesso obtido não levou a segurança desejada.)
 
O triunfo militar de Israel sobre três estados inimigos em junho de 1967 é a guerra mais bem sucedida registrada em toda a História. A Guerra dos Seis Dias também trouxe consequências profundas para o Oriente Médio, estabelecendo permanentemente o Estado judeu, causando um golpe de morte ao nacionalismo pan-árabe e (ironicamente) piorando a posição de Israel no mundo por causa da ocupação da Cisjordânia e Jerusalém.
 
Concentrando-se neste último ponto: como uma vitória espetacular no campo de batalha traduziu-se em problemas que ainda hoje atormentam Israel? Por ter prendido os israelenses a um papel indesejável, do qual eles não podem escapar.
 
Primeiro, os esquerdistas israelenses e os bons samaritanos estrangeiros culpam erroneamente o governo de Israel por não ter feito esforços suficientes para deixar a Cisjordânia, como se os grandes esforços tivessem encontrado um verdadeiro parceiro pela paz. Nesse sentido, os críticos ignoram o rejeicionismo, a atitude de se recusar a aceitar qualquer coisa sionista que tem dominado a política palestina desde o século passado. Sua figura fundadora, Amin al-Husseini, colaborou com Hitler e até teve um papel fundamental na formulação da solução final; as manifestações recentes incluem os movimentos de "antinormalização" e boicote, desinvestimento e sanção (BDS). O rejeicionismo torna as concessões israelenses inúteis, até mesmo contraproducentes, porque os palestinos respondem com mais hostilidade e violência.
 
Em segundo lugar, Israel enfrenta as difíceis questões da geografia e demografia na Cisjordânia. 
 
Enquanto seus estrategistas querem controlar as terras altas, seus nacionalistas querem construir cidades e seus religiosos querem possuir sítios sagrados judeus, o contínuo controle de Israel sobre uma população majoritariamente hostil de 1,7 milhão de palestinos muçulmanos de língua árabe, na Cisjordânia, é um pedágio imenso tanto em nível nacional como internacional. Vários esquemas para manter a terra e desarmar uma população inimiga - integrando-a, comprando-a, dividindo-a, expulsando-a ou encontrando outro governante para ela - têm todos dado em nada.
 
Em terceiro lugar, os israelenses em 1967 deram três passos unilaterais em Jerusalém que criaram futuras bombas-relógio: ampliaram vastamente as fronteiras da cidade, anexando-a e oferecendo cidadania israelense aos novos residentes árabes da cidade. Em combinação, isso levou a uma competição demográfica e habitacional em longo prazo que os palestinos estão ganhando, comprometendo a natureza judaica da capital histórica dos judeus. Pior ainda, 300.000 árabes poderiam, a qualquer momento, escolher adquirir a cidadania israelense.
 
Esses problemas levam a uma questão: se os líderes israelenses tivessem em 1967 as dificuldades atuais, o que eles poderiam ter feito de maneira diferente na Cisjordânia e em Jerusalém? Eles poderiam ter:
 
- Feito da luta contra o rejeicionismo a sua maior prioridade através da censura incessante de todos os aspectos da vida na Cisjordânia e em Jerusalém, punições severas por incitamento e um intenso esforço para impor uma atitude mais positiva em relação a Israel.
 
- Convidado de volta as autoridades jordanianas, governantes da Cisjordânia desde 1949, para dirigir os assuntos internos da área (mas não de Jerusalém), deixando as Forças de Defesa de Israel apenas com o fardo de proteger as fronteiras e as populações judaicas.
 
- Estender as fronteiras de Jerusalém apenas para a Cidade Velha e para áreas desabitadas.
 
- Cogitar em completar totalmente a construção das ramificações das cidades judaicas na Cisjordânia.
 
E hoje, o que os israelenses podem fazer? A questão de Jerusalém é relativamente fácil, já que a maioria dos residentes árabes ainda não adquiriu a cidadania israelense, de modo que o governo de Israel ainda pode deter esse processo, reduzindo o tamanho das fronteiras à Jerusalém de 1967 e encerrando a oferta de cidadania israelense a todos os moradores da cidade. Embora isso possa levar a uma agitação, é imperativo quebrar os locais de habitação ilegais.
 
A Cisjordânia é mais difícil. Enquanto o rejeicionismo palestino prevalecer, Israel está preso a supervisionar uma população intensamente hostil, a qual não se atreve a dar autonomia total. Esta situação gera um debate violento e apaixonado entre os israelenses (lembre-se do assassinato de Rabin) e prejudica a posição internacional do país (pense na Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU). Mas retornar às " linhas de Auschwitz " de 1949 e abandonar 400 mil residentes israelenses da Cisjordânia à misericórdia dos palestinos obviamente não é uma solução.
 
Em vez disso, Israel precisa enfrentar e minar o rejeicionismo palestino, o que significa convencer os palestinos de que Israel é um estado permanente, que o sonho de eliminá-lo é inútil e que eles estão se sacrificando por nada. Israel pode alcançar esses objetivos, transformando em vitória seu objetivo, ao mostrar aos palestinos que a rejeicionismo contínuo traz apenas a repressão e o fracasso. O governo dos EUA pode ajudar dando sinal verde para o caminho da vitória de Israel.
 
Somente através dessa vitória o surpreendente triunfo desses seis dias em 1967 será traduzido na solução duradoura dos palestinos aceitando a permanência do Estado judeu.
 
 
Publicado originalmente pelo Washington Times.
 
Também disponível em www.danielpipes.org
 
Tradução Maria Júlia Ferraz.
 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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