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Michel Temer, o calculista político
24/05/2016 - Redacao Midia@Mais
Temer não está querendo transformar o Brasil num oásis conservador-liberal e sim em assegurar o poder, apenas isso.

Temer não é um homem público de esquerda, nem tampouco é de direita. Ele é uma criatura da política e, como tal, sujeito a toda sorte de flexibilizações ideológicas para se manter no poder.

 

Presidente da Câmara durante o mandato de FHC, voltaria mais tarde ao mesmo posto durante a administração Lula para finalmente tornar-se vice de Dilma Rousseff. Um peemedebista típico, liderança de um partido que jamais se afasta do núcleo decisório da política nacional.

 

Nem de esquerda, nem de direita. Um político. Brasileiro. Do PMDB.

 

Temer é elogiado por sua suposta estratégia política, mas é preciso lembrar que, conforme foi dito, o estratégico Temer trabalha em função de seu interesse como político. Seu objetivo é manter-se no poder. Sua motivação não tem ideologia. Ele trabalha apenas para sobreviver dentro da estrutura de poder que já existe. Do contrário, não pularia de barco em barco, muitas vezes em caminhos opostos, sem nunca ser derrotado: porque talvez, na verdade, jamais estivesse disputando por alguma coisa.

 

O cálculo político de Temer é muito simples de ser compreendido: ele compara ganhos e danos e toma sua decisão. Desta maneira, ele partirá quantos corações direitistas forem necessários: nomeará abortistas e desarmamentistas, ressuscitará o MinC, elevará tributos. Ele não é de direita, ele não é liberal, ele não é conservador. Ele era vice na chapa petista!

 

A única maneira realista de conduzir Michel Temer à direita é tornar bastante claro para ele que se aproximar da esquerda trará danos irreparáveis a sua posição política. Ele perderá poder se assim o fizer. Essa é a única maneira de convertê-lo, ao menos momentaneamente, num político de direita.

 

A cabeça de um político tradicional – especialmente no Brasil – funciona de maneira substancialmente distinta da de um cientista ou mesmo da de um analista político. Sua mentalidade está presa à lógica simplificada do problema: ele raciocina em termos de diretórios, de convenções, de atas, de distribuição de cargos entre apoiadores de 3ºs e 4ºs escalões. Sua real atividade está concentrada nos três meses que antecedem as eleições a cada dois anos. Seu único objetivo, repetimos, é sobreviver politicamente.

 

Temer não está imbuído do firme propósito de tornar o Brasil numa grande Nova Zelândia, num exemplo de economia liberalizada, num reduto seguro para cristãos conservadores, nada disso. Ele fará apenas aquilo que assegure sua posição.

 

A única chance de a direita brasileira empurrar sua administração para seu lado é deixar o mais claro possível que o contrário será desastroso e, possivelmente, o fim de sua carreira como político.

 

Por outro lado, se a esquerda continuar gritando mais alto e apavorando Temer, ele se posicionará confortavelmente ao lado dela, acreditando cegamente que este é o jeito mais seguro de manter seu poder. 

 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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