Bom dia ! Hoje é Segunda Feira, 23 de Outubro de 2017.
 
Fique por dentro de nosso conteúdo em sua caixa de e-mail:
 




 
> Cultura
Compartilhar
O dia da Mulher, o Feminismo Eugênico e o nojo da palavra EMPONDERAMENTO
08/03/2016 - Maria Julia Ferraz
Legalizar o aborto não vai nos tornar emponderadas e não vai salvar um número significativo de vidas. Apenas vai deixar o mundo mais limpo. Da forma mais egoísta possível.
Dia 8 de março e vamos lá aos cumprimentos e às piadinhas: “feliz dia da mulher, porque todos os outros dias são dos homens!”. Ou “feliz dia da mulher e não das feministas”. 
 
É o dia em que todo mundo tira uma casquinha: as lojas de cosméticos, lingerie, restaurantes. Dá até para cobrar um presente extra do namorado (afinal, é o dia da Mulher, aquela que enfeita o mundo – odeio tanto essas expressões!). E tem os comentários politizados, afinal foi um dia em que mulheres morreram por lutar por seus direitos. E se tem causa politizada, tem polêmica e problematização porque em tempos de redes sociais, polêmica é o que há!
 
Sendo assim, está na moda no facebook aquelas capinhas que substituem a sua foto de perfil por um tema ligado a uma “causa”. Já tivemos capinha arco-íris (por conta da assinatura da lei nos EUA do casamento gay), capinha tricolor (França e os atentatos), capinha cheia de lama (onde já se viu, ficar com dó de franceses, mas não da tragédia de Mariana – tem que ter capinha brasileira sim!), capinha para vários temas e causas. Então, tem a capinha do dia da mulher. E sabe qual é a causa? A legalização do aborto. E junto com a capa (que viralizou) tem um vídeo (https://www.facebook.com/empodereduasmulheres/videos/968295833244405/?pnref=story) da página Empondere Duas Mulheres que usa uma série de dados que não provam muita coisa e termina com uma frase de efeito da OMS: "Acabar com a pandemia silenciosa de abortos clandestinos é uma questão urgente de direitos humanos e de saúde pública." 
 
É o velho sofisma, minha gente! Velho e tão bom de ser usado. 47 mil mulheres mortas no mundo ao ano... (no site chega a se falar de 70 mil) a velha estatística que parece exata, mas serve para manipular.
 
O vídeo vale um texto longo. Bem longo. Porém, vamos resumir o assunto a algumas perguntas e uma rápida conclusão.
 
A Maria Júlia, a Neide, a Silvana, a Beatriz, a Nicinha, a Patricinha, a Leila, a Rita têm direito de decidir o que vão fazer com suas respectivas vidas, com suas genitálias e com suas roupas. “Meu corpo, minhas regras!” Exatamente. E tem direito de usar o cérebro também, não é?
 
O argumento principal é que no Brasil se aborta duas vezes mais que nos Estados Unidos, onde há estados em que o aborto é legalizado. Como se pode ter certeza dessas estatísticas se o próprio vídeo comenta que são abortos clandestinos? Quer dizer que aborta-se mais porque é proibido? Não entendi a relação. Então, quando descriminalizarmos o aborto, as mulheres pensarão mais para interromper uma gravidez? Interessante relação...
 
O vídeo ainda afirma que 47 mil mulheres morrem em decorrência de abortos mal-feitos. O que nos leva a pensar que se fosse legalizado, o aborto mataria menos. 
 
Alguém levantou o número de mulheres que morrem em decorrência de partos mal-feitos, ou de crianças que vão ter sequelas devido ao descaso do governo? Principalmente no Brasil e países com desenvolvimento similar?
 
Quem é que garante que haverá menos mortes porque se legalizou o aborto?
 
O nosso sistema de saúde é um grande fraude. O Estado legalizar e bancar o aborto não vai ser sinônimo de saúde para as mulheres. Não vai! 
 
E eu fico ainda mais desesperada quando vejo aqueles que acusam tanto os conservadores de serem nazistas/fascistas colocarem a questão do “zika” como algo que torna ainda mais urgente a “conversa sobre o aborto”. Isso é eugenia. Vai nascer com um cérebro menor, elimina. Vai nascer com down, aborta. 
 
Lutar pelos nossos direitos não pode nos tornar cegas. Não pode impedir que façamos perguntas: o que se pretende com a legalização do aborto de fato? Quem é que está por trás disso efetivamente????
 
Mulheres, que triste é olhar o facebook e ver tantas estudantes que acreditam estar no auge de sua consciência acadêmica, serem apenas as porta-vozes de um mundo cruel, eugênico e propenso à uma realidade limpa e distópica como Huxley já previra. 
 
Que horror eu sinto ao perceber que as pessoas perderam por completo a capacidade de pensar e apenas repetem as verdades pregadas por pseudo-intelectuais e pseudo-cientistas.
 
Legalizar o aborto não vai nos tornar emponderadas (passei a odiar tanto essa palavra!), não vai salvar um número significativo de vidas. Apenas vai deixar o mundo mais limpo. Da forma mais egoísta possível. 
 



 
Compartilhar

COMENTÁRIOS
INSERIR COMENTÁRIO
Nome / Apelido
E-mail (opcional)
Comentário



Redação: Paulo Zamboni
AmbientalismoAmérica LatinaBrasilCulturaEconomiaEntrevistasEUA e GeopolíticaEuropaMídia em FocoOriente MédioPolíticaSegurança Pública
Artigos IndicadosCLIPPING@MAISEspecialLiteraturaResenhas
Home Editorial Faq Fale Conosco


Canais:
 
MÍDIA A MAIS © COPYRIGHT 2013, TODOS OS DIREITOS RESERVADOS