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A futura prisão de Lula e o perigo da estatolatria
08/03/2016 - Felipe Atxa
A saída para a crise atual e para a prevenção de outras futuras não é aumentar o poder do Deus-Estado e sim diminuir sua nefasta influência.
A eventualmente espantosa descoberta dos brasileiros de que muitos agentes públicos em atuação são homens e mulheres honrados a ponto de desafiar as convenções e o estamento político – conduzindo um Lula de pijama para dar depoimento – não pode induzir a opinião pública a um erro facilmente cometido: acreditar que se encontra no poder do Estado a solução para os problemas criados pelo próprio Estado (e seu poder quase infinito).
 
Não haveria Lava Jato, Petrolão, Mensalão e Lula de pijama se uma quantidade pornográfica de dinheiro dos contribuintes não estivesse regularmente concentrada na máquina burocrática, tornando poderosos da noite para o dia alguns dos piores representantes da classe política: são estes que fatalmente acabam ocupando os cargos e funções de maior importância; são eles que decidem aonde vai o dinheiro do “povo”; é exatamente esse excesso de poder (e dinheiro correspondente) que permite o roubo e a manipulação sem freio que provocam a repulsa social.
 
A saída da crise e a prevenção das crises futuras não estão em manter ou aumentar o “poder de fiscalização e controle”: tal falácia tem se repetido à exaustão. Não se rouba e se manipula tanto no Brasil porque faltam “mecanismos de controle” formal. Rouba-se muito porque há muito a ser roubado; usa-se o poder para o mal porque há poder demais a ser usufruído pela classe política. Negociatas são feitas porque há espaço de manobra nas ações sem limite do Estado, que se mete em tudo, que a tudo patrocina, que a tudo regula, que a tudo pretende controlar.
 
Os bravos promotores e policiais que fazem, hoje, estremecer as bases da organização criminosa que tomou o poder precisam ser os dignos representantes do povo brasileiro para apagar a luz de um Estado monstruoso, falido, centralizado e distante dos cidadãos. Que eles sejam os coveiros de governos moribundos e carcomidos. O que precisa nascer, contudo, não é um “Estado mais forte”, cuja tirania depois seja impossível de se combater. 
 
Porque, no final das contas, o Estado não pode ser uma cobra que come o próprio rabo. A ação de servidores públicos heroicos é quase invariavelmente reativa. Ou seja: o melhor que podemos conseguir com rígidos mecanismos estatais de controle é tentar reparar o mal depois de consumado. Ao menos em termos de administração pública, é impossível impedir um roubo que ainda sequer foi levado adiante. 
 
Do contrário, teremos de nos conformar em recolher tributos com o único objetivo de manter ativos órgãos de controle para investigar e punir o desvio do próprio dinheiro arrecadado.
 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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