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Por que a América foi indispensável para os Aliados vencerem a Segunda Guerra Mundia
29/07/2015 - Victor Davis Hanson
A América não ganhou a Segunda Guerra Mundial sozinha. Mas sem os Estados Unidos, a guerra contra o fascismo do Eixo teria sido perdida.
O 8 de Maio marcou o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa há 70 anos - um conflito horrível que ainda é travado pelos historiadores.
 
Mais de 60 milhões de pessoas morreram - cerca de 50 milhões delas na Europa Oriental, na União Soviética e na China.
 
O Estado soviético pré-guerra nos anos 1920 e 1930 tinha matado talvez 20 milhões de seus próprios cidadãos em expurgos, exílios, coletivizações, fomes forçadas e julgamentos. Em seguida, ele perdeu um número estimado de 25 milhões de soldados e civis para o exército alemão na Frente Oriental. A Alemanha de Hitler, no final de 1942, tinha ocupado mais de 1,6 milhão de quilômetros quadrados de solo soviético.
 
O Exército Vermelho soviético acabaria por ser responsável por três quartos das baixas alemãs da Segunda Guerra Mundial, mas a um custo de cerca de 9 milhões de mortos de seus próprios combatentes. No entanto, a derrota das potências do Eixo pelos Aliados é mais complicada do que apenas o sacrifício heroico e monumental do soldado soviético.
 
Segunda Guerra Mundial começou em grande parte porque a União Soviética tinha assegurado a Hitler que as duas potências seriam parceiras na divisão da Polônia. Com a sua retaguarda oriental assim assegurada, Hitler então estava livre para lutar uma guerra de uma frente no Ocidente contra as democracias europeias.
 
A União Soviética só entrou na guerra depois de ter sido traída por Hitler em junho de 1941. Antes da invasão surpresa alemã, os soviéticos haviam abastecido substancialmente a Alemanha de combustível, alimentos e metais para ajudar a bombardear a Grã-Bretanha até a submissão. Para todos os efeitos práticos, a Rússia tinha sido o aliado mais útil da Alemanha nazista.
 
O traiçoeiro ditador soviético Joseph Stalin em um momento ou outro tanto combatia quanto seguia tratados de não-agressão com todos os poderes do Eixo - Alemanha, Itália e Japão. Em contraste, os Estados Unidos foram a única grande potência da guerra que não começou a lutar até que foi diretamente atacada.
 
guerra na Europa não foi ganha apenas com sangue soviético. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, a América era isolacionista e a União Soviética colaboracionista. Após a queda da França em junho de 1940, a Grã-Bretanha até junho 1941 enfrentou sozinha o enorme império nazista que ia do Círculo Ártico até o deserto do Saara. A liderança firme do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, a força aérea soberba da Grã-Bretanha e sua Marinha Real indomável garantiram que, mesmo quando em minoria, isolada e bombardeada, a Inglaterra seria invencível.
 
Uma vez que os Estados Unidos entraram na guerra após o ataque a Pearl Harbor, a causa do Eixo estava totalmente condenada. A América mobilizou 12 milhões de soldados - quase o mesmo número que a União Soviética, apesar de ter uma população de cerca de 40 milhões de cidadãos a menos. 
 
A produção de guerra americana mostrou-se espantosa. Na enorme fábrica Willow Run em Michigan, a geração grandiosa [*] terminava um bombardeiro pesado B-24 a cada hora. Um único estaleiro poderia produzir em massa um navio mercante de longo curso Liberty a partir do zero em uma semana.
 
Em apenas quatro anos, os Estados Unidos produziram mais aviões do que todos os principais poderes da guerra combinados. Alemanha, Japão, Itália e União Soviética não poderiam construir um bem sucedido bombardeiro pesado quadrimotor. A América, em contraste, produziu 34.000 excelentes B-17, B-24s e B-29.
 
Em 1944, a nova Marinha dos EUA havia se tornado a maior na história da civilização com mais de 6.000 navios. Seu programa de bombardeiro pesado B-29 e os esforços do Projeto Manhattan juntos custam mais de 50 bilhões em dólares atuais.
 
A América enviou tropas ao longo das ilhas do Pacífico, para a África do Norte, Itália e Europa Ocidental. Os Estados Unidos realizaram duas campanhas simultâneas de bombardeios contra a Alemanha e o Japão enquanto conduziam campanhas de superfície e submarina contra todas as potências do Eixo.
 
Ao mesmo tempo, os EUA supriram a União Soviética com 400.000 caminhões pesados, 2.000 locomotivas, 11.000 vagões ferroviários e bilhões de dólares em aviões, tanques, alimentos, roupas e recursos estratégicos. Entre 1943-1944, os EUA também forneceu cerca de 20% das munições da Grã-Bretanha.
 
Se a medida do sucesso é definida pela rapidez no tempo de duração de uma guerra para derrotar e humilhar o inimigo ao menor custo em sangue e riquezas, então a América travou uma guerra brilhante.
 
Das grandes potências, apenas o território da América não foi sistematicamente bombardeado. Nunca foi invadido. Embora suas 400.000 mortes tenham sido um custo terrível para a vitória, os Estados Unidos perderam o menor percentual de sua população do que qualquer outra grande potência.
 
No final de 1944, o rifle americano M-1, o bombardeiro pesado B-29, o caça P-51 Mustang, os submarinos da classe Gato, os porta-aviões da classe Essex e os encouraçados da classe Iowa eram as melhores armas de sua categoria.
 
A América não ganhou a Segunda Guerra Mundial sozinha. Mas sem os Estados Unidos, a guerra contra o fascismo do Eixo teria sido perdida.
 
 
[*] Nota Tradutora: Aqui Hanson usa o termo cunhado para se referir a geração americana que cresceu durante a chamada Grande Depressão e contribuiu decisivamente para a maciça produtividade industrial dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial.
 
Publicado originalmente no National Review Online
 
 
Também disponível no site do autor
 
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz

 

 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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