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Direita brasileira não está entendendo nada
16/06/2015 - Felipe Atxa
Querem derrotar o PT? Que tal tentar cortar o combustível que sustenta os petistas e seus seguidores, parasitas do orçamento público?
(Dinheiro público dado para empregados do PT: enquanto a farra com dinheiro do contribuinte for livre e encarada como natural, o problema do esquerdismo doentio vai continuar existindo)
 
 
​OK, você está acostumado a ler muitos colunistas de direita e eles têm sido bastante combativos ​em relação ao Governo Dilma. Muitos deles não são somente combativos: são brilhantes e, sem eles, a situação estaria muito pior.
 
​Como eu também confio neles e não vou repetir o que você já ficou sabendo ao ler o que eles têm escrito, vou direto ao ponto: existe uma trama central do que está ​acontecendo que parece muitas vezes negligenciada (mesmo pelos melhores analistas brasileiros). A questão talvez tenha lhes escapado, ou nem todos estejam dando a devida atenção. Vamos a ela.
 
Ao PT e sua turma (esse amplo arco que vai muito além dos políticos, incluindo altos servidores públicos, sindicalistas, intelectuais, operadores do direito, etc.), interessa apenas uma coisa: vencer eleições. Eles pouco se importam se irão ou não eventualmente para a cadeia, se serão execrados em restaurantes, se passarão por mentirosos doentios entre as pessoas de bem. Nada disso tem peso algum: eles sabem que, para manter seu poder (e seu dinheiro, e sua rede infinita de manipulação e conchavos, que vai do Foro de SP até a saleta do sindicato mais miserável), basta vencer eleições - especialmente as presidenciais.
 
Quem vence eleições (presidenciais, nem se fale) constrói para si mesmo um escudo anti-impopularidade automático e, em longo prazo, quase impenetrável. Controla trilhões (no caso do presidente) que lhes permitem trabalhar pelo próximo objetivo após vencer as eleições: vencer as eleições que virão a seguir, agradando grupos representativos e com peso eleitoral decisivo. 
 
Logo, o real objetivo de quem está contra o PT só pode variar entre duas metas paralelas: 1-Vencer as eleições no lugar dele; e/ou 2-Diminuir o poder e o dinheiro que ele (ou qualquer outro partido) terá à disposição caso vença as eleições novamente.
 
Em termos práticos, isso tudo significa que de nada adianta pedir impeachment de Dilma ou tentar levar Lula aos tribunais se aquela possibilidade (de o PT vencer as próximas eleições) continuar existindo (e com força). Porque, por favor, não se engane: mantendo o Bolsa-Família e o cardápio de outros programas sociais (bolsas, auxílios diversos), o PT persiste forte candidato a qualquer eleição.
 
Os petistas sabem o jogo que estão jogando muito bem. Os cortes de Levy não mexem no Bolsa-Família, por exemplo. E Dilma pretende fazer de bobos os governadores e voltar com uma nova CPMF para - nossa! que surpresa! - ter mais dinheiro para gastar e se manter no poder em 2018.
 
Enquanto isso, as batalhas que realmente importam têm sido perdidas: Fachin foi a principal delas. A da maioridade penal parece que será outra. Os petistas perdem onde não importa (na disputa por "credibilidade", por exemplo) e vencem onde faz diferença: dinheiro para gastar, repito, última instância e agrado à militância radical (os apaixonados por menores assassinos, guerrilheiros do MST, etc.).
 
Logo, o raciocínio estratégico correto para a direita deveria ser: precisamos vencer eleições, especialmente a de 2018. Para isso, precisamos de candidato(s) forte(s). Se tal vitória é improvável (e ainda que fosse provável), precisamos então diminuir o dinheiro que está (e estará) disponível aos governos (mas especialmente ao federal), rejeitando qualquer encenação de ajuste fiscal que considere iguais ou maiores recursos para os políticos gastarem. Porque, no final das contas, o governo usará esse dinheiro com o único propósito de se manter no poder.
 
Ainda que levemos em conta a possibilidade real de fraude nas urnas eletrônicas, milhões de brasileiros não precisam de "robots" votando no PT por eles se seus benefícios aparentes continuarem existindo (as bolsas, por exemplo). Sim, a direita precisa conformar-se com um dado incômodo da realidade: muitas pessoas continuam votando no PT por livre espontânea vontade, por mais absurdo ou irracional que isso possa parecer.
 
Ouso dizer ainda, para finalizar, que ao PT interessa manter a sociedade ocupada com dezenas de escândalos localizados ou demandas irreais (intervenção militar, por exemplo), porque isso lhes dá tempo e oportunidade de manter o essencial, como se dissessem: "OK, há uma infinidade de denúncias contra nós, eventualmente vocês podem até pedir o impeachment da Dilma, mas por favor não deixem de nos ajudar a arrecadar tributos para que possamos vencer as próximas eleições, certo?".
 
Querem derrotar o PT? Que tal tentar cortar (ou diminuir dramaticamente) o combustível que sustenta os petistas e seus seguidores, parasitas do orçamento público?

 

 



 
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COMENTÁRIOS
03/07/2015
(Conservatore)

Assertivo.
 
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