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Oposição ao PT cria mercado de ilusões
12/05/2015 - Felipe Atxa
Quem duvida que estaremos em 2018 lamentando novo mandato presidencial petista e jurando que desta vez as coisas serão diferentes?
Quase toda semana um novo doce devaneio invade os corações de quem não suporta mais o PT e sua falta de vergonha na cara. 
 
Ou é o novo boato de que finalmente algum comparsa irá entregar Lula (http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-05-09/mujica-desmente-conversa-com-lula-sobre-o-mensalao.html), ou alguma prova nunca antes relevada que irá cair no colo de algum bravo promotor, que do contrário até o momento parece não ter feito qualquer esforço para colocar algum chefão atrás das grades...
 
Não faltam também aqueles que, desafiando a lógica, o andamento dos fatos, o contexto histórico, imaginam ser possível, da noite para o dia, que a "intervenção militar" (para quem não tem memória curta, aliás, prometida desde o primeiro mandato de Lula) finalmente ganhe as ruas e nos redima de anos e anos de abusos e humilhações. Estes, contudo, não são mais crédulos que os que só veem saída "dentro das instituições", as mesmas que foram regularmente corrompidas e usurpadas pelo mesmo grupo que precisa ser retirado do poder.
 
Ou alguém honesto em sã consciência ainda acredita que "faltam evidências" para tirar do poder e meter na cadeia esse grupo político nefasto que aí está há mais de uma década?
 
Se despertassem do sonho, muitos oposicionistas ao PT perceberiam que ter razão não vence jogo e que, enquanto uma ilusão supera a da semana anterior (escândalo redentor, impeachment, renúncia, súbito ataque de amor à democracia e à justiça de quem garante a continuidade de seu poder pela manutenção do atual estado de coisas), os petistas ganham tempo para, quando a disputa que realmente importa tiver nova rodada (as eleições), reiterar seu jogo de chantagem e manipulação a fim de que os milhões de brasileiros que dependem do Bolsa-Família (e de outras formas de "caridade" estatal) continuem trocando seus votos por migalhas oferecidas por políticos corruptos. Afinal, a democracia representativa está "acima de tudo" e "the winner takes it all".
 
Quem duvida que estaremos em 2018 lamentando novo mandato presidencial petista e jurando que desta vez as coisas serão diferentes, que finalmente acordamos, ou qualquer outro sentimentalismo nacionalista do gênero?
 
Mudança real não nasce do sonho, mas de um despertar: o verdadeiro inimigo é o poder centralizado e o Estado mastodôntico - ambos nutridos e protegidos por tributação e regulação doentias. Mudar o motorista não tornará a viagem menos dolorosa. Mas quem disse que boa parte dos adversários do PT quer mesmo mudar alguma coisa no país?
 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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