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Pesquisador questiona foco do Pacto Pela Vida
09/04/2015 - Redacao Midia@Mais
Especialista em segurança pública alerta para a necessidade de equilíbrio na análise dos dados referentes a crimes violentos na Bahia.
( Fabrício Rebelo alerta para a necessidade de cuidadosos critérios na análise de dados sobre crimes violentos na Bahia antes de usá-los para criação de políticas de segurança pública)
 
O governo baiano anunciou nessa quarta-feira, ao divulgar o último balanço do programa "Pacto Pela Vida", que centrará o foco das próximas ações para a redução dos chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) nos municípios de Camaçari, Simões Filho e Lauro de Freitas, na região metropolitana da capital, Salvador. De acordo com os órgãos de segurança estaduais, essas localidades, embora apresentem avanços, ainda registram um quantitativo elevado desse tipo de crime.
 
A escolha das cidades prioritárias para o programa, no entanto, não é unanimidade dentre especialistas no assunto, diante da possibilidade de que os dados apresentem distorções significativas. "É imprescindível que os dados relativos aos crimes letais nesses municípios sejam analisados com muito critério", alerta o pesquisador em segurança pública baiano Fabricio Rebelo, para quem "muitos dos crimes registrados na região metropolitana podem, na verdade, ter sido cometidos em Salvador".
 
Rebelo explica que o registro dos homicídios leva em consideração o local em que os corpos são encontrados, o que não necessariamente coincide com o local do crime. "Tradicionalmente, esses municípios são locais de desova de cadáveres resultantes de assassinatos nas regiões vizinhas, principalmente em Salvador. No entanto, como os corpos são achados ali, o registro do crime é feito na unidade policial da localidade", afirma o pesquisador.
 
Ainda na análise de Rebelo, os altos registros nos municípios limítrofes também podem fazer com que estejam sendo subestimados os crimes da capital. "Do mesmo modo em que os crimes cometidos nas cidades vizinhas podem estar em número superdimensionado,  é possível que os registrados em Salvador estejam em quantidade menor do que a real, o que acaba fornecendo parâmetros estatísticos equivocados e, consequentemente, medidas de contenção igualmente errôneas", pondera.
 
De acordo com a Secretaria de Justiça, o próximo passo do programa será reunir os prefeitos dos municípios vistos como críticos e incentivar o desenvolvimento de ações na área social e de prevenção. Dentre elas, é apontada como destaque a implantação de Bases Comunitárias de Segurança, num modelo próximo das UPPs do Rio de Janeiro.
 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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