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Três soldados franceses, três alvos fáceis
05/02/2015 - Daniel Pipes
A solução para a ação islamista na Europa vai bem além da presença de vulneráveis sentinelas militares em frente a prováveis alvos do terror.
(Dois soldados em 20 de Janeiro do lado de fora do museu judaico em Bruxelas, onde um islamista matou quatro pessoas Maio 2014)
 
Chega a notícia de que outro imigrante islâmico do Mali chamado Coulibaly atacou mais uma instituição judaica na França. O primeiro, Amedy Coulibaly, assassinou quatro judeus em uma loja kosher em Paris, em 09 de janeiro; este segundo feriu três soldados ontem (03/02) quando eles protegiam um centro comunitário judaico em Nice.
 
A polícia afirma que Moussa Coulibaly, cerca de 30 anos, com um registro de roubo e violência, e aparentemente não relacionado à Amedy, sacou uma faca de cerca de 8 centímetros de comprimento de um saco, ferindo um soldado no queixo, um no rosto e um no antebraço.
 
Coincidentemente, eu deixei Nice cerca de quatro horas antes deste ataque e tinha passado por aquele centro judaico, poucos dias antes, no decorrer de uma visita a áreas de maioria muçulmana em dez cidades em toda a França e Bélgica. Essas viagens me deixaram repetidamente em proximidade com os soldados fortemente armados que protegem as instituições judaicas e levaram à várias conclusões céticas de minha parte sobre a sua presença:
 
- Eles são soldados, não policiais, e por isso não são treinados para estar alerta para problemas de rua.
 
- Eles tendem a se distrair com seus smartphones ou garotas bonitas que passam.
 
- Eles seguram seus fuzis de assalto através de seus corpos, o que os deixa vulneráveis a alguém que passar dirigindo e atirar neles.
 
- Tal como confirmado pelo ataque de hoje, a proteção ostensiva que eles oferecem realmente provoca islamistas e outros anti-semitas.
 
- Eles só foram destacados temporariamente para as instituições judaicas no rescaldo do ataque ao Hyper Cacher há um mês e em pouco tempo irão embora.
 
- Eles protegem apenas as próprias instituições, e não as pessoas que vêm e vão para eles, que continuam tão vulneráveis como nunca.
 
 
 
 
 
 
 
 
(Dois soldados em 30 de Janeiro perto da grande sinagoga em Marselha)
 
Em suma, os soldados são alvos fáceis cuja utilização faz pouco para proteger a comunidade judaica ou resolver o maior problema da violência islâmica. Mas ele oferece outra instância do emocionalmente satisfatório "teatro da segurança", que dá temporariamente a todos um sentido construtivo de que algo está sendo feito.
 
A verdadeira solução exigirá medidas muito mais profundo e de longo alcance que dizem respeito a identidade nacional, a política de imigração, os esforços de integração, e policiamento eficaz.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Em contraste, o Centro da Cabala em Montpellier, na França, não tem proteção visível em 01 de Fevereiro)
 
 
Publicado originalmente no Israel Hayom
 
Adendo em 04 de Fevereiro de 2015: Alguns leitores acrescentaram informações valiosas para a análise acima:
 
- Um antigo oficial da marinha francesa me informa que "se você perguntar a um general por que os soldados não atiraram no atacante, ele iria fugir da pergunta porque ele não pode mentir, mas eles não poderiam atirar porque as armas que você vê junto a estes soldados tem o carregador vazio. Elas não tem balas! É insano! Certos oficiais têm um carregador transportado separadamente em uma bolsa, mas não inserido na arma. Os únicos militares autorizados a transportar armas carregadas são da gendarmerie. Todos os outros, incluindo soldados, a infantaria e mesmo comandos não estão autorizados a portar armas carregadas. Porque isso é ridículo, o governo esconde".
 
- De um leitor espantado, mesmo que os soldados estejam armados, quão preparados eles estão para atirar: "o fuzil de assalto tem munição na câmara ou primeiro é preciso carregar a munição? A arma está travada, sendo preciso destrava-la antes de atirar? O fuzil está no modo de disparo automático ou semi-automático?"
 
- William Mayer de PipeLineNews.com pergunta "por que estes soldados aparentemente tinham pouca ou nenhuma experiência em combate sem armas. Desarmar um oponente portando uma faca é rudimentar e ensinado (nos EUA) em acampamento militar. Mesmo sem armas, três soldados deveriam ter sido capazes de lidar com um bandido de rua armado apenas com uma faca de açougueiro." Ele observou em seu site ontem que "se os melhores e mais brilhantes das forças anti-terroristas do país são incapazes de parar um simples assalto de um homem com uma faca, pouco podem para evitar novos ataques por fanáticos islâmicos. Na verdade está sendo transmitida uma mensagem de fraqueza, e não de firmeza".
 
Além disso, notícias adicionais chegaram sobre Moussa Coulibaly, que é de Mantes-la-Jolie, a cerca de 30 km a oeste de Paris, e tinha sido condenado seis vezes entre 2003 e 2012 por crimes que incluíam roubo, uso de drogas e agredir verbalmente funcionários públicos, revelando muito da inépcia dos serviços de segurança franceses:
 
- Um clube desportivo denunciou-o à polícia depois que ele mostrou sinais de "proselitismo agressivo". Isto incluiu comportar-se friamente em relação às mulheres e censurar um homem por tomar banho nu. Mas a polícia não quis colocá-lo sob vigilância.
 
- Ele comprou uma passagem só de ida para a Turquia no início de Janeiro. Este seu comportamento e problemas com seu passaporte prontamente levaram um funcionário a notificar a Air France, que chamou a polícia.No entanto, ele foi autorizado a ir para a Turquia.
 
- Os serviços de inteligência franceses pediram às autoridades turcas para deportá-lo imediatamente de volta para a França, onde em 28 de Janeiro ele foi interrogado por oficiais de contraterrorismo e em seguida liberado, poucos dias antes do ataque.
 
 
Também disponível no site do autor
 
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz

 

Nota Redação MÍDIA@MAIS: Para maiores informações sobre o assunto leia as Editorias Oriente MédioEUA e Geopolítica e Cultura

 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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