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> EUA e Geopolítica
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A indecisão de Ano Novo
16/01/2015 - Thomas Sowell
A ausência de Obama na reunião de líderes em Paris só prova que seu governo vai continuar no caminho errado na luta contra o terror.

(Passeata em Paris contra o terror islâmico. Ausência de Obama diz muito sobre sua administração)

A ausência do presidente Barack Obama na grande reunião dos líderes nacionais de outros países em Paris, para mostrar a sua solidariedade com a França em sua oposição aos terroristas islâmicos, foi mais um sinal da cont​i​nua indecisão do governo Obama em face do terror.

 
Mesmo a recente corajosa mensagem do presidente do Egito, Abdel-Fattah el-Sisi, conclamando seus irmãos muçulmanos de todo o mundo para "revolucionar" a interpretação do Islã, para torná-lo mais compatível com as relações pacíficas com outros povos, não colocou aço n
​a​
 coluna de Barack Obama.
 
Desde os seus primeiros dias na Casa Branca, o nosso presidente minimizou a ameaça terrorista de extremistas islâmicos. Ele declarou vitória quando retirou as tropas americanas do Iraque, preparando o palco para uma grande derrota quando o Estado Islâmico (EI, ou ISIS
​,​
em inglês) moveu-se para criar o seu próprio novo governo tanto em território iraquiano quanto sírio - enquanto cometia atrocidades contra homens, mulheres e crianças não vistas desde os dias dos nazistas.
 
Descarado, o presidente Barack Obama, desde então, reafirmou sua determinação de igualmente retirar tropas americanas do Afeganistão, com uma declaração semelhante de que elas não são mais necessárias. Ele prossegue agindo como se pudesse declarar uma guerra terminada quando isso atende 
​à​
s conveniências políticas de sua administração.
 
Mas a guerra não acaba até o inimigo parar de lutar. Os terroristas inimigos do Iraque e do Afeganistão também são inimigos dos Estados Unidos. O EI não deixou nenhuma dúvida disso, ao decapitar americanos e espalhar as gravações em vídeo dessas decapitações para a apreciação de pessoas que pensam como ele no Oriente Médio e além.
 
Nem mesmo a movimentação do maior patrocinador mundial do terrorismo - o Irã - para a construção de uma bomba nuclear motivou a administração Obama a mudar sua visão do mundo. Para Obama, a questão nunca foi como impedir o Irã de tornar-se nuclear, mas como impedir Israel de parar o Irã de tornar-se nuclear.
 
Ele tem feito isso por meio de declarações públicas de apoio a Israel, enquanto engaja-se em negociações prolongadas com o Irã que servem apenas para permitir que o Irã fortaleça e disperse os locais de suas instalações nucleares, até o ponto onde os bombardeiros de Israel podem não ser mais capazes de destruir aquelas instalações.
 
Ao mesmo tempo, vazou a informação que Israel tinha um acordo secreto com o Azerbaijão para que bombardeiros israelenses pudessem pousar no país e reabastecer em seu caminho de volta do bombardeio 
​à​
s instalações nucleares iranianas.
 
É duvidoso que alguém na administração Obama tivesse coragem de vazar segredos militares de Israel sem saber que estava tudo bem com o presidente. Como é pouco provável que muitas pessoas na Casa Branca tinham esta informação, a identidade do delator dificilmente poderia ter permanecido secreta do presidente.
 
Barack Obama não pode ignorar as consequências destas e de outras decisões de política externa que prejudicam a segurança da América e dos seus aliados. Ele não é estúpido, nem há qualquer razão para acreditar que ele é covarde.
 
Em vez disso, há uma notável coerência entre as políticas internas de Obama e sua política externa tanto em assuntos econômicos quanto militares. Um sinal dessa coerência foi que ele estava propondo que os contribuintes paguem pela educação universitária d
​a​
 comunidade livre, enquanto todo mundo estava voltado para os ataques terroristas em Paris.
 
A visão de Barack Obama do mundo, tanto em casa como no exterior, é aquela em que algumas pessoas e nações são imerecidamente muito melhor
​es​
 do que outras, em muitos aspectos.
 
Na visão de mundo de Obama, aqueles que estão prosperando imerecidamente ("Você não construiu isso!") devem ser obrigados a pagar pelos benefícios daqueles que não estão prosperando, se estes últimos forem pessoas que vivem do assistencialismo estatal, comunidades de estudantes universitários ou imigrantes de países mais pobres, que são introduzidos nos Estados Unidos para aproveitar uma parte da prosperidade dos americanos.
 
No plano internacional, é o mesmo princípio, quando o problema é visto como nações ocidentais estando em situação injustamente melhor do que outros países, tanto em termos econômicos quanto de maior poder militar. Aqui também Obama é pela redistribuição, mesmo à
​​
custa
​ 
de seu próprio país -  isso se alguém com tal ponto de vista de "cidadão do mundo" realmente pensa na América como seu país, em vez de uma área de estágio para o seu mundo em mudança e cruzadas ideologicamente conduzidas.

 

Tradução: Maria Júlia Ferraz
 
 
Título original New Year's Irresolution
 
 
© M@M Proibida a reprodução
 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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