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Como o terrorismo vai prejudicar o islã radical
13/01/2015 - Daniel Pipes
Os recentes ataques do terror parecem ajudar a causa radical, mas na verdade trazem a agenda islamista para mais próxima de um colapso.
Uma epidemia de recentes ataques muçulmanos de alto nível em nome do Islã - no Canadá, Israel, Nigéria, Austrália, Paquistão e França - levanta uma questão óbvia: como é que os seus autores islamistas imaginam que assassinando um guarda de honra, dirigindo carros sobre pedestres, matando passageiros de ônibus não-muçulmanos, tomando como reféns os clientes de um café, ou massacrando crianças do exército e cartunistas vão conseguir seu objetivo de aplicar a lei islâmica e construir um califado?
 
Logicamente a violência só ajuda se aterrorizar seus inimigos e os obrigar a se dobrar aos desejos dos islamistas; intimidação, afinal de contas, é a essência do terrorismo. Às vezes, o terrorismo islâmico alcança es​s​e objetivo. Por exemplo, para ficar longe de problemas, um número considerável de artistas tem se autocensurado, preocupados com o islã; e a atabalhoada resposta do governo aos atentados em trens em Madri em 2004 ajudou​ o partido da oposição a vencer uma eleição e, em seguida, retirar as forças espanholas do Iraque. 
 
Como regra geral, no entanto, o terrorismo não leva ​à​ intimidação, mas à raiva e hostilidade. Em vez de intimidar a população, ele aumenta a consciência e provoca ódio pela causa islâmica entre os muçulmanos e não-muçulmanos. ​Em vez​ de fazer avançar a causa islâmica, atos de violência de alto nível provocam danos. Alguns exemplos proeminentes:
 
- ​O​ 11 de Setembro retirou o islamismo das sombras onde tinha florescido, estimulando uma "guerra ao terror" liderada pelos Estados Unidos e um grande aumento no sentimento anti-islâmico;
 
- O massacre de crianças na escola em Beslan em 2004 envenenou as atitudes russas em relação aos muçulmanos e ajudou Vladimir Putin a consolidar o poder;
 
- O atentado ​à​ Maratona de Boston em 2013 bloqueou uma grande área metropolitana, dando a milhões um exemplo em primeira mão da opressão islamista;
 
- Os doze assassinatos de quarta-feira em Paris criaram um estado de espírito nacional de desafio que colocou os islami​s​tas na defensiva, como nunca antes. Se as primeiras horas antecipam desenvolvimentos futuros, uma parcela significativa do eleitorado francês vai exigir medidas mais eficazes contra o Islã radical.
 
Ironicamente, os atos obscuros de terror não t​ê​m esse efeito contraproducente. Para citar um dos muitos exemplos, quando um muçulmano egípcio decapitou dois cristãos coptas em Nova Jersey, em 2013, poucos tomaram conhecimento e pouca raiva se seguiu. Por causa da relutância entre policiais, políticos, imprensa e na academia, a maioria dos ataques de estilo jihadista des​s​a natureza tende a não ser divulgad​a​, evitando, assim, um aumento de sentimentos anti-islâmicos. (Infelizmente, aqueles com o dever de nos proteger muito frequentemente escondem a verdade.)
 
Se a violência de alto nível é contraproducente, porque é que os islamistas persistiram neste comportamento autodestrutivo? Além da raiva, pela disposição ao comportamento violento.
 
Raiva: islamistas, especialmente os mais extremos, exalam amargura, bile, ressentimento e inveja. Eles celebram o período medieval, quando os muçulmanos eram o mais rico, mais avançado e mais poderoso dos povos e interpretam o declínio muçulmano como o resultado da duplicidade Ocidental e traição. Somente contra-atacando adequadamente os conspiradores cruzados e sionistas os muçulmanos podem recuperar o seu lugar de honra e poder. Expressar a raiva se torna um fim em si, levando ​à​ miopia, a uma incapacidade de planejar, a uma ausência de pensamento estratégico e ​à​ retórica grandiosa.
 
A disposição à violência: extrapolando em seu senso de conhecimento direto da vontade de Deus, os islâmicos favorecem a violência. Para fazer o inimigo se ajoelhar de medo e então derrot​á​-lo, o sonho islami​s​ta final - o triunfo da superioridade do Islã sobre as outras religiões e os muçulmanos que não possuem o ardor de sua fé - demanda uma intensa hostilidade. Os atentados suicidas, decapitações, assassinatos ao estilo do submundo do crime, e outros atos grotescos de desagravo expressam um profundo desejo de vingança.
 
No longo prazo, então, esses atos de violência geram imensos danos à causa islamista. Por outro lado, as vítimas dessa violência - cerca de 10.000 mortes em 2.800 ataques, só em 2013 - não morreram em vão, mas sem querer, sacrificaram suas vidas em uma guerra terrível de vontades. Assassínios seletivos, como aqueles contra os cartunistas franceses, têm um impacto desproporcional sobre a opinião pública.
 
Em resumo, a autoindulgência e inépcia estratégica são as principais características da campanha islamista. A catástrofe do programa islâmico é correspondida pela inépcia de suas táticas. Eu concluo, então, que seu destino será o mesmo monturo histórico onde o fascismo e o comunismo podem ser encontrados. Como aqueles dois outros totalitarismos, promete terrível destruição e muitas mortes antes de finalmente fracassar. A guerra será longa e dolorosa, mas no final, mais uma vez, as forças da civilização vão vencer as d​a​ barbárie.
 
O recente estrondo do terrorismo em nome do Islã pode parecer ajudar a causa islâmica. Na verdade, ele traz a sua agenda mais perto de um merecido colapso.
 
 
Publicado originalmente no The Washington Times
 
 
Também disponível no site do autor
 
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz

 

Nota Redação MÍDIA@MAIS: Sobre o tema recomenda-se a leitura da resenha “Jihad - Expansão e Declínio do Islamismo”

 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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