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Veja e Globo: a hipocrisia da mídia ao reclamar da regulação da mídia
06/01/2015 - Felipe Atxa
Os mesmos jornalistas que agora têm chilique ao perceber que a regulação da mídia se aproxima são aqueles que, por anos, sustentaram o discurso de “valorização” e “democratização” do audiovisual nacional.

Buscassem alguma coerência em sua linha editorial, Veja, Globo e amigos iriam chorar na cama que é lugar quente.

 

A regulação da mídia é preparada pacientemente há anos. Não através da conversa mole de professores de comunicação em salas de aula, mas na prática, sendo testada e retestada na prática, com outra regulação: a da indústria audiovisual.

 

Por burrice, oportunismo ou desinformação, Vejas e Globos têm aquiescido perante a regulação do audiovisual: foi quebrando os limites da sociedade em direção a mais controle e burocracia que a esquerda brasileira concluiu que é, sim, possível, agora, regular a imprensa da mesma forma como faz, há anos, com o cinema, o home-vídeo e a TV por assinatura.

 

Onde estavam os combativos colunistas de Veja e Globo quando o governo avançava para cima da programação da TV a cabo, das salas de cinema, criando inumeráveis regras que beneficiavam (e beneficiam) apenas um seleto grupo de cineastas e puxa-sacos ligados a estes, no comando de centenas de milhões de reais anuais que acabam por produzir a doutrinação ideológica cujo resultado é bastante conhecido: ou ninguém nunca achou estranho a quantidade desproporcional de “documentários” sobre os “desaparecidos do regime militar”, em número possivelmente maior que o dos próprios desaparecidos? Com que dinheiro esses filmes foram financiados? Através de quais mecanismos? Baseados em quais marcos regulatórios?

 

Mas ninguém deu ou dá a mínima. Os mesmos jornalistas que agora têm chilique ao perceber que a regulação da mídia se aproxima são aqueles que, por anos, sustentaram o discurso de “valorização” e “democratização” do audiovisual nacional – discurso esse que resultou na regulamentação violenta que permite que o cinema nacional, por exemplo, seja usado como instrumento desavergonhado de proselitismo a favor do regime. Os mesmos deputados que dizem repudiar e temer a censura à imprensa disfarçada de “regulação” são aqueles que cansaram de tirar selfies no Congresso com celebridades globais em sua eterna romaria por verba e “valorização do conteúdo nacional” – ou “regulação”, para usar a palavra da moda.

 

Todos sabem que a esquerda necessita de pretextos para censura indireta e manipulação de verbas: as desculpas são sempre parecidas – “democratização”, “valorização do conteúdo nacional”, “combate às desigualdades regionais”, “descentralização das verbas publicitárias”, etc. Primeiro, eles testaram num mercado relativamente mais modesto (embora envolva bilhões anuais), propondo perguntas como estas à sociedade: podemos definir quais filmes passarão em quais cinemas durante o tempo que quisermos? Podemos obrigar os canais a cabo que vocês assistem a passar programas que vocês não queriam ver, mas que foram produzidos por camaradas nossos com dinheiro público? Podemos criar toda uma gigantesca demanda artificial por “conteúdo nacional” e depois empurrar tal conteúdo garganta abaixo de salas de cinema, ​ locadoras e​  canais de TV, diminuindo sua liberdade de escolha? Podemos destruir a livre concorrência no setor distribuindo verba entre nossos aliados que produzem conteúdo, de modo que seus concorrentes morram ao tentar sustentar-se com as próprias pernas? Podemos ainda usar o dinheiro tributado de todo esse grande movimento financeiro para capitalizar nossos parceiros ideológicos distribuídos no cinema e na TV?

 

As respostas foram silenciosos, envergonhados ou desinteressados SIM! SIM! SIM!

 

Por que eles agora não poderiam fazer o mesmo com suas páginas e telejornais, hein, Dona Veja, hein, Dona Globo?

 



 
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COMENTÁRIOS
08/01/2015
(Carlos)

Acredito que a regulação da mídia não os afetará muito, porque eles já não se opõe verdadeiramente ao governo, e com as verbas publicitárias governamentais tudo ficará resolvido.
 
08/01/2015
(Carlos)

Veja e Globo alimentaram o monstro que agora vai devora-las... o pior é que essa situação não teria como ser evitada, quem conhece os lixos que são formados nas faculdades de jornalismo sabe do que eu estou falando...
 
07/01/2015
(Conservatore)

Será que o Reinaldo Azevedo falará algo sobre o assunto? Vocês ai da Redação M@M têm contato com ele? Teu artigo nobre Felipe Atxa é cirúrgico. Alguns jornalistas se sentirão afetadinhos,kkkkk
 
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