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> EUA e Geopolítica
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O que aconteceu?
12/11/2014 - Thomas Sowell
A vitória dos Republicanos desviou os EUA de uma trajetória potencialmente fatal, mas ainda restam dois anos de mandato para Barack Obama continuar sua campanha contra os valores americanos tradicionais.
(Subestimar a capacidade de gerar o caos que Obama possui é pedir por mais problemas)
 
Exatamente o que aconteceu na semana passada no dia da eleição? E o que vai acontecer nos próximos anos?
 
A coisa mais importante que aconteceu na semana passada foi que o país desviou de uma bala. Se os democratas mantivessem o controle do Senado, o presidente Obama poderia ter passado seus últimos dois anos de mandato abastecendo o judiciário federal com juízes que compartilham seu desprezo pela Constituição dos Estados Unidos.
 
Tais juízes - talvez incluindo juízes da Suprema Corte - teriam sido confirmados por senadores democratas e poderiam passar o resto de suas nomeações vitalícias decidindo em favor da expansão do poder do governo federal que faria a liberdade de "​N​ós, o povo" apenas uma memória distante e um escárnio doloroso.
 
Nós desviamos da bala. Mas e sobre o resto do mandato de Barack Obama?
 
Especialistas que retratam Obama como um fraco, um presidente "pato manco", podem estar jugando-o errado como tantas vezes no passado. Apesar da amplitude republicana nas eleições de semana passada ao longo do país, o presidente Barack Obama emitiu um ultimato ao Congresso para que aprove o tipo de lei de imigração que ele quer antes do final deste ano, ou ele irá emitir ordens executivas mudando as leis de imigração do país de forma unilateral.
 
Será que isso soa como um presidente pato manco?
 
Pelo contrário, soa mais como o ditador de alguma república de bananas. Obama também não está fazendo um blefe inútil. Ele já mudou outras leis unilateralmente, incluindo a exigência de trabalho na reforma de leis de bem-estar sancionadas durante a administração Clinton.
 
A própria ideia de o Congresso apressar um projeto de lei em menos de dois meses sobre um assunto tão complexo e com conseq​u​ências irreversíveis de longo prazo como a imigração é impressionante. Mas já existe um precedente para tal ação precipitada, sem audiências no Congresso para apresentar claramente os fatos ou pontos de vista diferentes. Foi assim que o Obamacare foi aprovado. E estamos vendo como isso acabou.
 
As pessoas que cada vez mais questionam a competência de Barack Obama continuam a ignorar a possibilidade alternativa de que seus valores e imperativos fundamentais são diferentes dos deles. Você não pode dizer se alguém está ou não conseguindo fazer algo, sem saber o que ele está tentando fazer.
 
Quando Obama fez uma breve declaração pública sobre americanos sendo decapitados por terroristas, e em seguida foi jogar golfe, isso foi visto como um sinal de inépcia política, ao invés de uma revelação gritante do tipo de homem que ele é, por baixo da imagem suave e retórica elevada.
 
A recusa do presidente em proteger o povo americano colocando em quarentena as pessoas provenientes de áreas infectadas pelo Ebola - como foi feito pela Grã-Bretanha e numerosas nações africanas - de nenhuma maneira é um sinal de incompetência. É um sacrifício dos interesses americanos em prol dos interesses de outras pessoas, como o é uma invasão assistida de imigrantes ilegais através das nossas fronteiras do sul.
 
Tais ações são perfeitamente consistentes com a visão de mundo do cidadão Obama, que o levou a fazer declarações como as de 2008: "Nós não podemos dirigir nossos SUVs e comer tanto quanto nós queremos e manter as nossas casas a 22 graus o tempo todo... e depois esperar que todos os outros países digam que está tudo bem". 
 
Na mesma linha, Obama disse: "nós consumimos mais de 20% do petróleo do mundo, mas temos menos de 2% das reservas de petróleo mundial." Em suma, os americanos são imerecidamente prósperos e egoisticamente consomem uma parcela desproporcional do "rendimento mundial" - pelo menos na visão de Barack Obama.
 
Que os americanos produzam uma parcela desproporcional do que é chamado de "rendimento mundial", consumindo o que produzem - e paguem por nossas importações - não perturba a visão de Obama.
 
O ressentimento contra a prosperidade - seja em casa ou no cenário mundial - atravessa praticamente tudo que Barack Obama tem dito e feito ao longo de sua vida. Você não precisa ser Sherlock Holmes para encontrar as pistas. Você tem que fechar os olhos com força para não vê-las em todos os lugares, em todos os períodos de sua vida.
 
A grande questão é saber se os outros ramos do governo - o Congresso e a Suprema Corte - podem impedi-lo de causar danos irreparáveis para a América em seus últimos dois anos. Ver Obama como um incompetente e fraco, um presidente pato manco, só torna a tarefa mais difícil.
 
 
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz
 
 
Título original What Happened?
 
 
© M@M Proibida a reprodução

 

 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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