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O Petrolão é, disparado, o maior escândalo da História do Brasil
30/10/2014 - Redacao Midia@Mais
Uma análise do quadro político brasileiro após a vitória de Dilma Roussef, numa entrevista do historiador Marco Antonio Villa, que faz um alerta: o ano de 2015 será muito agitado e a oposição terá seu teste de fogo.
 
 
 
 
 
 
 
(Escândalo da Petrobras: maior caso de corrupção da história nacional)
 
 
 
M@M - Possivelmente pela primeira vez na história recente do país, um presidente começará mandato sob intensa quantidade de denúncias, ou seja, com a credibilidade baixíssima​. Soma-se a isso o fato de que o eleitorado que o elegeu está longe de representar sequer a metade do contingente de pessoas que podem votar. Como deverá ser o primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rousseff?
 
(Professor Marco Antonio Villa)
 
Marco Villa: Tudo indica que o início da segunda presidência Dilma seja marcado pela crise política (produto do Petrolão) e pela grave situação econômica. Portanto, quando temos, no mesmo momento, somadas as duas crises, é sinal de perigo á vista.
 
M@M - O Petrolão será um novo Mensalão?
 
MV: Pior. O Petrolão é, disparado, o maior escândalo da  História do Brasil. Envolve dezenas de  parlamentares, executivos de empresas que prestaram serviços à Petrobras, ministros, altos funcionários da Petrobras. Ficaremos sabendo até que gabinete do Palácio do Planalto o escândalo pode alcançar. E dependendo de onde chegar...
 
M@M - O PT tem demonstrado por mais de uma década a capacidade de, sob certo ponto de vista, reverter contingências políticas desfavoráveis nas urnas. Existe ainda alguma denúncia que possa vir à tona capaz de fazê-los finalmente perder uma eleição presidencial?
 
MV: É difícil responder. Mas de uma coisa o Brasil sabe: o PT se mostrou muito criativo na produção de escândalos. E, como em uma nova novela, estamos aguardando o próximo, depois do Mensalão, Petrolão, o que virá? 
 
M@M - O Bolsa-Família pode ser considerado o maior esquema oficializado de compra de votos da história?
 
MV: Era para ser um programa assistencial voltado ás ´reas mais pobres do país. Ninguém, creio, em sã consciência pode ser contra. O que é criticado é a permanência eterna no programa de todos os participantes. Os que saem por vontade própria são muito poucos, numericamente desprezíveis. O programa acabou sendo alterado e hoje se transformou, infelizmente, em instrumento eleitoral. E nenhum candidato presidencial com chance de vitória vai criticar o programa. Sabe que são, hoje, 15 milhões de famílias recebendo o benefício. Se cada uma delas tem 3  eleitores, o que não é nenhum exagero, temos 45 milhões de eleitores. Se, de acordo com o TSE, temos cerca de 142 milhões de eleitores no país, os beneficiados pelo BF representam cerca de 30% do total de eleitores. 
 
M@M - O senhor acredita que o PT vai sentir-se forte o suficiente para radicalizar suas posições neste novo mandato, tentando censurar os setores da imprensa que ainda apresentam alguma resistência e criando mecanismo de poder paralelos, que não passem pelo Congresso?
 
MV: Temo mais um surto autoritário do PT. Teremos de ficar alertas. O partido não gosta da democracia. Vão ameaçar com o controle social da mídia. E esticarão a corda até onde der. Cabe aos democratas não transigir.  
 
M@M - É possível acreditar que as instituições terão força suficiente para enfrentar um governo formado por mafiosos e fanáticos ideológicos, que farão de tudo para preservar o poder? É possível, inclusive, pensar em impeachment diante das sérias denuncias que pesam sobre Dilma Roussef e Lula?
 
MV:Não creio, no momento, em possibilidade de sequer abrir um processo de impeachment.O que os opositores devem fazer, acho, é política. Fazer o que o PT faz durante 24 horas por dia: política. E política é convencimento.
 
M@M - Que tipo de crise institucional podemos esperar? Ou a canalhice promovida pelo PT já corroeu a sociedade a tal ponto que não há mais volta, e as pessoas de bem serão obrigadas a conviver com um governo mafioso que conta com a simpatia de parte da população?
 
MV:É difícil prever. Mas com certeza teremos um 2015 agitado. E a oposição tem agora de manter o pique. Depois de anos de omissão, a oposição se apresentou com disposição na eleição. E recebeu pronto apoio dos eleitores e quase venceu a eleição. 
 
M@M - As eleições foram muito acirradas e uma forte oposição à Dilma se formou. O senhor acredita que esse é o início de uma organização de um novo pensamento político? Como os movimentos políticos oposicionistas podem usar essa insatisfação para fortalecer a formação de um novo quadro político, principalmente entre os mais jovens?
 
MV: Acho que o quadro político é bem positivo. Não podemos desanimar. O Petrolão vai atingir o Executivo e Legislativo. A crise pode se instalar. E aí a oposição terá seu teste de fogo. Espero que não faça como no final de 2005 quando poderia ter iniciado um processo de impeachment contra o presidente Lula mas não o fez. Disse que levaria Lula nas cordas, sangrando, até a eleição de outubro de 2006. Bem, sabemos no que deu... 
 



 
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COMENTÁRIOS
17/01/2015
(Marcelo Gonzaga)

Redação Midia@Mais. Cumprimentos. Grandes desafios para um ministério em crise - Rubens Barbosa - O Estadão - 13-01-2015 - O artigo acima expõe com todas as letras os planos urdidos na Casa Civil da Presidência com o intuito do total aparelhamento e patrulhamento no âmbito do Ministério das Relações Exteriores, abrindo espaços e vagas para os "amigos do rei".E na nave va. Abraços.

***

Prezado Marcelo

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Atenciosamente

Editoria MÍDIA@MAIS

 
05/11/2014
(laerte)

O Petrolão é um fato gravíssimo, mas o foro de São Paulo ainda é maior escândalo da História do Brasil.
 
04/11/2014
(Eduardo Araújo)

O historiador Marco Villa já dedicou um livro ao Mensalão. Sugiro, por ser tão ou mais relevante, a feitura de outro sobre o Petrolão (claro, quando o distanciamento histórico o possibilitar).
 
30/10/2014
(PETER)

Politica é outra coisa...muuuito diferente do que esses monstros vermelhos fazem......devem ter vindos do inferno para fazerem o que pensam que agradam.....alias...só agradou 38%....e a maioria?????

 
30/10/2014
(Carlos)

Se depender desse MV o pt vai ficar mais 100 anos no poder:"O partido não gosta da democracia" - Eles são comunistas. "Não creio, no momento, em possibilidade de sequer abrir um processo de impeachment. - Já deveriam ter feito isso há muito tempo, não faltam motivos.
 
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