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Religião na eleição: Dilma agradece
01/10/2014 - Redacao Midia@Mais
Dependendo dos resultados finais da eleição presidencial, será necessário rever se o brasileiro é, na média, um "conservador" ou simplesmente preocupado com a saúde do próprio bolso.
(Será mesmo que os brasileiros  convergem à direita na hora H?)
 
Depois que os chamados "temas religiosos" voltaram à pauta da campanha presidencial, a atual presidente petista subiu e sua principal concorrente caiu. Veja os números:
 
Na pesquisa Datafolha de 29 de agosto, Dilma tinha 34%, empatada com Marina (34% também): http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/08/1508270-marina-empata-com-dilma-na-corrida-presidencial-diz-datafolha.shtml
 
​Em simulação de segundo turno, Marina dava uma surra em Dilma: 50% contra 40%.
 
No dia 30 de agosto, um dia após a divulgação dessa pesquisa, a imprensa noticiava que a campanha de Marina Silva estava retirando "pontos polêmicos" de seu programa de governo, referentes a propostas da comunidade LGBT: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/08/1508539-campanha-de-marina-elimina-trechos-de-capitulo-lgbt-do-programa.shtml, supostamente tentando atender a uma demanda de lideranças evangélicas.
 
Um mês depois, qual é a situação das candidatas?
 
​Na pesquisa do mesmo instituto de 26 de setembro (um mês após a religião "entrar na campanha"), Dilma teria subido 6 pontos (agora com 40%) e Marina teria caído 7% (agora com 27%): ​http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/blog/eleicao-em-numeros/post/veja-pesquisas-datafolha-para-presidente-em-sp-mg-rj-rs-pr-pe-e-df.html
 
Em segundo turno, a situação foi parcialmente revertida dentro da margem de erro: agora Dilma venceria com 47% a 43%:http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/dilma-e-favorita-no-2o-turno-diz-datafolha  
​É preciso querer negar a realidade para desconsiderar o fato de que, se não é possível comprovar que temas religiosos acabam atrapalhando os candidatos contrário ao PT (não necessariamente "de direita", mas ao menos circunstancialmente na oposição), eles certamente não têm contribuído para vencer os petistas na hora do voto. 
 
Dependendo dos resultados finais desta eleição presidencial, será necessário rever alguns conceitos sobre a importância do "voto evangélico", medir a real fidelidade desse eleitorado e - o principal - questionar se, de fato, o brasileiro é, na média, um "conservador" em relação a temas sensíveis ou simplesmente indiferente e preocupado mais com a saúde do próprio bolso.
Uma hipótese a ser considerada é a de o brasileiro ser contrário, na média, às demandas da militância de esquerda em relação a temas de comportamento (drogas, aborto e casamento gay, por exemplo), mas igualmente refratário às lideranças religiosas (especialmente as evangélicas) que acabam envolvendo-se nas eleições - o que acabaria por tornar inócua ou desvantajosa a inserção de tais temas na campanha eleitoral. 

 

 



 
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COMENTÁRIOS
01/10/2014
(Renato )

Sim, o brasileiro é conservador. O problema é que os pastores, e porque não dizer também os padres, não tem uma boa imagem entre a população. E se a gente parar para ver, a população tem um pouco de razão ao criticar religiosos, principalmente pastores protestantes, ao quererem se envolver na política.
 
01/10/2014
(Conservatore)

O artigo levanta uma boa questão, será mesmo que somos "conservadores". Sempre ouço de um professor que as pesquisas apontam que sim. Só não tive acesso às tais pesquisas. Vou pesquisar. Mas, de qualquer forma, se levarmos em conta as pessoas comuns com as quais convivemos, sentimos que elas são, em sua maioria, relutantes em aceitar as bandeiras da esquerda no campo da moral. Já no campo político e econômico, a coisa muda de figura. Temos ai, muitos "conservadores" sedentos de mais Estado. Dentro das federais imagino ser difícil sair alguma pesquisa nessa direção. Fora dela, deve ser caro. Quem bancaria uma pesquisa séria para esclarecer a questão?
 
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