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​“Violência policial” é culpa da esquerda
20/09/2014 - Redacao Midia@Mais
Nos últimos anos, os movimentos sociais que tomaram as ruas das cidades como se fossem sua propriedade têm atuado para estimular o desrespeito e desacreditar as forças policiais.
Um homem ameaça o outro com um revólver, em uma das mãos, e um spray de pimenta na outra. O homem desarmado decide tomar o spray da mão do outro, que imediatamente atira.
 
Vamos agora especificar os dois personagens e usar os critérios típicos da imprensa brasileira: digamos que o homem armado é um assaltante, e o desarmado é uma vítima qualquer. A recomendação expressa é que a vítima “jamais reaja”. Portanto, tentar tomar o spray de pimenta seria uma atitude extremamente imprudente, quase uma “justificativa” para o disparo na sequência.
 
Mas o caso não é este: o que houve foi que, durante uma abordagem, um camelô desarmado tentou tomar o spray da mão do policial militar, que, no puro reflexo, acabou por disparar de volta. A leitura da imprensa então é diferente: fala-se em “abuso policial” (http://noticias.r7.com/jornal-da-record/exclusivo-video-mostra-momento-em-que-pm-mata-camelo-com-tiro-na-cabeca-em-sp-19092014).
 
Como um pobre homem foi morto, é fácil e cômodo, mais uma vez, satanizar a Polícia Militar. Mas isto não esclarece o que está acontecendo. Não se chega gratuitamente a tal estado de coisas onde um camelô tenta desarmar um policial no meio da rua. Não chegamos até aqui por acidente.
 
Primeiramente, é importante compreender que, ao contrário de situações onde há prática de corrupção (pagamento de alguma propina, por exemplo), um policial não ganha nada ao ser violento. Ele só perde: pode ser preso, não é promovido, é execrado publicamente. A menos que todos os policiais violentos sejam estúpidos por natureza, sua violência não objetiva qualquer vantagem pessoal. Não é para ganhar algo que eles agem dessa maneira.
 
Podemos especular aqui e ali os motivos pelos quais servidores públicos e pais de família passam a cometer abusos ou simplesmente a responder com violência excessiva diante de situações cotidianas. O primeiro deles é a circunstância social envolvida no trabalho dos policiais: há crimes demais sendo cometidos, e a violência é uma constante por parte dos bandidos. Mas não é só isso: a sensação de impunidade ocasionada por uma legislação penal defeituosa certamente provoca nos policiais um forte sentimento de impotência e injustiça: se assaltantes, homicidas e estupradores contam com toda sorte de benefícios judiciais para se safar de punições severas, por que eles (os policiais) deveriam preocupar-se em andar na linha?
 
Estes motivos poderiam explicar em parte a violência dos policiais, mas não explicam por que há tanta animosidade e desrespeito entre pessoas comuns quando são abordadas por eles. Essa animosidade não é acidental, novamente: ela é provocada, fruto de décadas de marxismo e militância revolucionária nas escolas, onde se ensina que a força policial não tem legitimidade social, funcionando como mero aparato repressivo a serviço da burguesia. 
 
Nos últimos anos, os movimentos sociais que tomaram as ruas das cidades como se fossem sua propriedade têm atuado para estimular o desrespeito e desacreditar as forças policiais. É o exemplo de sem-tetos e black blocs impunes e protegidos pela mídia e por formadores de opinião que leva um ambulante a imaginar que pode e deve tomar o spray de pimenta de um policial armado numa situação de completa tensão e hostilidade de todas as partes.
 
Mas para serve a polícia afinal? A dúvida não deveria existir, mas existe, mais uma vez cultivada pela esquerda. A sociedade abre mão de uma parte de sua liberdade e de seu dinheiro em troca de segurança armada que momentaneamente não pode ser exercida por cada indivíduo sozinho. Quando o ambulante ataca o policial ou quando o sem-teto dá um tapa na cara de uma mulher fardada, ele está na verdade comunicando ao restante da sociedade que não vê legitimidade naquela autoridade designada pelas leis em vigor: não porque desacredita de qualquer violência ou do uso da força por parte do Estado, mas porque quer ele mesmo exercer tal poder e usar da sua própria violência para obter o que deseja. É por esse motivo que jamais se pode igualar a força utilizada pela polícia àquela dos arruaceiros ou criminosos que se lhe opõem: a primeira é um “mal necessário”, é legítima, enquanto a segunda objetiva o caos social ou a lei do mais forte.
 
Em todas as situações aqui expostas, a origem do problema passa pela ideologia esquerdista e pela militância que a representa nas ruas. Policiais violentos refletem o desprezo destinado a eles pela intelligentsia e a sensação generalizada de impunidade resultante de uma legislação frouxa. O clima de guerra imperante nas ruas e que resulta em ações policiais desnecessária ou inexplicavelmente violentas é, ao mesmo tempo, um pandemônio provocado pelos movimentos sociais de inspiração revolucionária, que torcem pelo caos para arruinar pouco a pouco a “ordem burguesa” que tanto abominam. Deste ponto de vista, há menos lágrimas sinceras derramadas pelas vítimas dos “abusos policiais” do que se pode imaginar. 
 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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