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Os negros precisam enfrentar a realidade
19/09/2014 - Walter E. Williams
Estruturas familiares fracas não apenas significam pobreza e dependência, mas também contribuem para a patologia social vista em muitas comunidades negras.

(Famílias estruturadas representam chances muito maiores de inserção social e fuga da violência que aflige a comunidade negra americana.)

 

Embora exista discriminação racial, ela é nada perto do obstáculo que já representou. A pergunta relevante é: como muito do que vemos hoje em dia pode ser explicado pela discriminação racial? Esta é uma questão importante porque, se concluirmos que a discriminação racial é a principal causa dos problemas dos negros, quando não é, então soluções eficazes serão sempre ignoradas.
 
Para começar a obter a resposta, vamos levantar alguns fatos históricos sobre os negros americanos. 
 
Em 1950, as famílias chefiadas por mulheres eram 18% da população negra. Hoje​,​ são perto de 70%. Um estudo sobre famílias escravas do século 19 descobriu que, em até três quartos das famílias, todas as crianças viviam com a mãe e o pai biológicos. Em 1925, na cidade de Nova York, 85% das famílias negras eram famílias biparentais. Herbert Gutman, autor de "A Família Negra na Escravidão e Liberdade, 1750-1925", relata​:​ "Cinco em cada seis crianças com menos de seis anos de idade viviam com ambos os pais." Além disso, tanto durante a escravidão e tão tarde quanto 1920, uma adolescente criar um filho sem um homem presente era raro entre os negros. 
 
Um estudo de 1880 sobre a estrutura familiar na Filadélfia descobriu que três quartos das famílias negras eram famílias nucleares (composta​s​ por dois pais e filhos). O que é significativo, tendo em conta os argumentos de hoje de que a escravidão e a discriminação dizimaram a estrutura da família negra, é o fato de que, anos atrás, havia apenas pequenas diferenças na estrutura familiar entre os grupos raciais. 
 
Juntamente com o colapso dramático na estrutura familiar negra tem havido um crescimento surpreendente na taxa de ilegitimidade. A taxa de ilegitimidade entre os negros em 1940 foi de cerca de 14%; a ilegitimidade entre negros hoje é superior a 70%, e em algumas cidades é de mais de 80%. 
 
O ponto ao levantar esses fatos históricos é fazer a seguinte pergunta, com um pouco de sarcasmo: ​a​ razão pela qual a família negra era muito mais saudável no final de 1800 e início de 1900 era porque naquela época havia menos discriminação racial e mais oportunidades? Ou será que o que os especialistas chamam de "legado da escravidão" esperou várias gerações para vitimar os negros hoje? 
  
O censo governamental fixa a taxa de pobreza entre os negros em 28,1%. Uma estatística que nunca se ouve falar é que a taxa de pobreza entre as famílias negras onde havia um casamento sólido foi de um dígito por mais de duas décadas, sendo atualmente de 8,4%. Estruturas familiares fracas não apenas significam pobreza e dependência, mas também contribuem para a patologia social vista em muitas comunidades negras - por exemplo, a violência e ​o ​sexo predatóri​o​. A cada ano, cerca de 7.000 negros são assassinados. ​Em n​oventa e quatro por cento do tempo, o assassino é outra pessoa negra. Embora os negros sejam 13% da população do país, representam mais de 50% das vítimas de homicídio. Nacionalmente, a taxa de vitimização por homicídios entre os negros é seis vezes maior do que entre os brancos, e em algumas cidades, é 22 vezes maior do que entre brancos. De acordo com as estatísticas do Departamento de Justiça, entre 1976 e 2011 houve 279.384 vítimas de assassinato entre os negros. Em conjunto com o fato de serem a maioria das vítimas de homicídios do país, os negros também são as principais vítimas de crimes violentos pessoais, tais como assalto, estupro e roubo. 
 
Para colocar essa violência em perspectiva, as mortes de negros durante a Guerra da Cor​e​ia (3075), Guerra do Vietnã (7243) e todas as guerras desde 1980 (cerca de 8200) chegam a cerca de 18.500, um número que empalidece em comparação com a perda de vida de negros em casa. Jovens negros do sexo masculino têm maior chance de atingir a maturidade nos campos de batalha do Iraque e do Afeganistão do que nas ruas de Filadélfia, Chicago, Detroit, Oakland, Newark e outras cidades. 
 
A lacuna de realizações acadêmicas dos negros é desastrosa. Muitas vezes os negros da escola secundária podem ler, escrever e lidar com problemas científicos e matemáticos somente ao nível dos brancos da escola primária. Isto não pressagia nada de bom para o sucesso na faculdade ou em passar nos exames do serviço civil. 
 
Se partirmos do pressuposto de que os problemas que têm um impacto devastador sobre o bem-estar dos negros são resultado da discriminação racial e ​de ​um "legado da escravidão", quando não o são, os recursos gastos buscando uma estratégia de direitos civis trarão resultados decepcionantes.
 
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz
 
 
Título original Blacks Must Confront Reality
 
 
© M@M Proibida a reprodução

 

 



 
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COMENTÁRIOS
24/09/2014
(Oscar Pimenta)

Concordo, a degradação social dos negros americanos nada tem a ver com discriminação racial: é consequência de um fenômeno mundial planejado, antigo, e aflige a todas as demais etnias e camadas sociais por conta da hegemonia ideológica do discurso socialista, onipresente em todas as circunstâncias do cotidiano. Quanto mais esquerdismo, em tudo, menos incentivo ao raciocínio lógico, mais confusão mental e mais desagregação social. O Obama é a coroação máxima, criminosa, causada pela desinformação estratégica da engenharia socialista infiltrada no Estado.
 
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Redação: Paulo Zamboni
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