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O ziguezague eleitoral evangélico
07/09/2014 - Redacao Midia@Mais
As eleições de 2014 têm demonstrado que os líderes políticos evangélicos estão distantes de representar a “direita” de forma ampla e consensual; no máximo, representam seus próprios interesses.

(Marco Feliciano: "direitista", mas pró-Dilma e PT...)

 

“Sou cristão e voto em Dilma”, dizia o deputado evangélico Marco Feliciano na campanha pelo primeiro mandato da atual presidente (http://midiaamais.com.br/?c=ver_noticia&codigo_noticia=3020). No início de sua carreira ligado à petista Benedita da Silva, o atual candidato Pastor Everaldo (PSC) fez parte da base aliada do atual governo até meses atrás.

 

Podiam alegar ignorância a respeito de quem eram, de fato, Dilma, Lula e os petistas há quatro anos? E a um ano, no caso do pessoal do PSC?

 

Tentando não repetir eventuais equívocos do passado, evangélicos ligados ao PSC lançaram o Pastor Everaldo como “candidato conservador”. Difícil imaginar que eles acreditassem que venceriam a eleição à presidência, ou mesmo que chegassem a um segundo turno. Portanto, a candidatura serviria mais para marcar uma posição “conservadora” que há tempos desparecera do cenário eleitoral brasileiro e puxar votos no legislativo.

 

Agora, Feliciano e sua turma querem que Everaldo desista para apoiar a socialista Marina Silva (http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/feliciano-pede-frente-crist%C3%A3-pr%C3%B3-marina).

 

"Marina quis dizer, na mudança do projeto de governo, que não vai influenciar as crianças na escola. Uma coisa é você ensinar a criança a não ser preconceituosa. Outra coisa é você doutrinar a criança e dizer a ela que tudo isso é tranquilo e que ela pode inclusive experimentar. Nesse quesito, Marina foi clara. A presidente Dilma, não", justifica-se Feliciano, referindo-se ao tema LGBT no programa de governo da candidata.

 

O pastor Silas Malafaia, por sua vez, declarou que agora apoia Marina no segundo turno: "O ativismo gay retira apoio a Marina. MARAVILHA! No 1.º turno vou votar no Everaldo, pois tenho palavra. No 2.º voto em Marina". Há meses atrás, Malafaia chamara o candidato petista ao governo do RJ, Lindbergh Farias, para subir ao púlpito durante um de seus cultos (http://noticias.gospelprime.com.br/lindbergh-farias-perde-apoio-malafaia/). Depois, desistiu de apoiá-lo. Será que Silas não sabia, na época, que Lindbergh era um petista histórico?

 

Que lideranças evangélicas se insurjam contra a autoritária militância LGBT é necessário e louvável. Que se organizem partidariamente para disputar eleições, uma decorrência natural. Mas fica difícil aceitar que queiram representar todo um eleitorado “conservador” apoiando-se exclusivamente em um único tema e propondo sua própria modalidade de realpolitik segundo a dança das cadeiras mais rasteira e típica da política brasileira, bandeando-se para o lado dos esquerdistas ao primeiro aceno (em geral, falso) à reduzidíssima agenda evangélica.

 

As eleições de 2014 têm demonstrado que os líderes políticos evangélicos estão distantes de representar a “direita” de forma ampla e consensual; no máximo, representam seus próprios interesses, que eventualmente (ou até acidentalmente) podem confundir-se com a defesa da liberdade e o combate aos anseios tirânicos dos políticos e militantes socialistas.

 



 
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COMENTÁRIOS
12/09/2014
(Conservatore)

Meu professor fez o seguinte comentário " O marxismo é um cristianismo espelhado, é por isso que é atrativo para a maioria dos cristãos". Se dentro da universidade, Marx não é lido, imagine fora dela. Eles não sabem com quem estão flertando. Essa do Silas dizer que vota na Marina só porque os ativistas gays retiraram o apoio, demonstra o quão ignorantes somos, politicamente falando. Na RIT TV, há um programa chamado "Vejam Só", apresentado pelo Pr. Eber Cocareli. Em um dos programas, eles "debateram" sobre se era lícito ou não um cristão ser marxista. O "debatedor" que dizia que não era, não conseguia fundamentar o porquê de não ser. Eles não sabem o que o marxismo significa realmente. Meu professor tem razão, infelizmente.
 
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Redação: Paulo Zamboni
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