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Quarenta anos depois da invasão de Chipre
01/08/2014 - Daniel Pipes
O Chipre assume um papel mais relevante no cenário internacional, o que pode ser importante para seu futuro.

Hoje (20/07) marca o sombrio 40 º aniversário do dia em que as tropas turcas dominaram a pequena ilha quase sem defesa de Chipre, em um exercício brutal do poderio militar cuja imoralidade só se intensifica com o passar das décadas. Alguns pensamentos em homenagem ao dia: 

 

A invasão não ocorreu sob um governo islâmico: apesar de um islamista (Necmettin Erbakan) servir como vice-primeiro ministro em um governo de coalizão por quase todo 1974, ele não era o responsável pelas decisões-chave na Turquia. Em vez disso, o primeiro-ministro Bülent Ecevit, um esquerdista, desfrutou esse privilégio. 

 

A cooperação Ecevit-Erbakan em 1974 simboliza o apoio entre os turcos de todos os quadrantes políticos para a invasão de Chipre, que ainda persiste. Esta quase unanimidade é um fato básico da vida política turca. 

 

Esse consenso de permanecer no local deverá prosseguir até a ocupação turca começar a cobrar seu pedágio – econômico, diplomático, ou mesmo militar – sobre a República da Turquia. Após 40 anos, este ainda nem começou, sendo espantoso se algum dia acontecer.

 

Mas dois acontecimentos recentes poderiam mudar a dinâmica, virando os cipriotas turcos contra o status quo: 

 

(1) a sua frustração por ter sido excluídos da incipiente bonança de gás e petróleo na ilha, e (2) seu ressentimento crescente para com os senhores do Islã cada vez mais autocráticos em Ancara. 

 

Como a ocupação é ostensivamente em seu benefício, se os cipriotas turcos quiserem que ela termine, só eles podem fazer isso acontecer. 

 

Também é digno de nota: a República do Chipre (a parte sul oficial da ilha) tem, como eu tenho colocado em títulos de artigos recentes, tanto pisado no palco mundial quanto entrado para o Oriente Médio. Ela ocupou a presidência da União Europeia, provocou uma crise econômica de abalar o mundo, está se tornando um exportador significativo de energia, e tem ligações recém-estreitadas com Israel, a potência militar da sua região. O "problema do Chipre" agora é mais importante para o mundo exterior, o que poderia ser construtivo.

 

A ocupação, que começou em 20 de julho de 1974, ainda traz muito sofrimento para o que poderia ser uma idílica ilha mediterrânea. Deve ser apenas uma lembrança a caminho do quinquagésimo aniversário.

 

Publicado originalmente na National Review Online.
 
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz
 



 
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Redação: Paulo Zamboni
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