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Folha na eleição-SP: prestando desserviço
07/07/2014 - Redacao Midia@Mais
O PT precisa vencer as eleições estaduais em São Paulo. Logo, este ano não será fácil para quem procura informação desinteressada dos jornalões paulistas.

O PT precisa vencer as eleições estaduais em São Paulo. Logo, este ano não será fácil para quem procura informação desinteressada dos jornalões paulistas. Um texto de revirar o estômago foi publicado pela Folha de S.Paulo sobre a evolução patrimonial dos candidatos a governador. Quem só se informar por esta notícia corre sério risco de votar errado pelos motivos errados. Vejamos.

 

O título do texto diz que “Com R$ 1mi, Alckmin dobra seu patrimônio nos últimos 12 anos”: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1481489-com-r-1-mi-alckmin-dobra-seu-patrimonio-nos-ultimos-12-anos.shtml.

 

O exemplo de péssimo jornalismo já fica evidenciado no primeiro parágrafo, onde o redator corrige o editor: o fato é que Geraldo Alckmin não dobrou o patrimônio. Leia o que diz o próprio texto:

 

Nos últimos 12 anos (...) Geraldo Alckmin (PSDB) quase dobrou o valor de seu patrimônio...

 

A Folha resolveu arredondar para cima o patrimônio do tucano para apimentar a notícia. O patrimônio de Geraldo era de R$ 554.458,48 em 2002 e passou a ser de R$ 1.069.498,27 em 2014 – teria de ser de R$ 1.108.916,96 para ter dobrado; uma diferença de dezenas de milhares de reais que – manda o bom senso – não deveria ser ignorada. Depois, o texto não consegue explicar onde está a tal dinheirama de Alckmin. Há um sítio que vale R$ 110 mil, um apartamento que vale R$ 323 mil, um fundo de previdência de R$ 164 mil e um Chevrolet Montana 2006/2007 (cujo valor o jornal não define, mas que deve valer no mercado cerca de R$ 25 mil). E o resto?

 

O desserviço não estaria completo sem as comparações maliciosas com o adversário petista, Alexandre Padilha, dono de módicos R$ 530.553,57: tudo para colar no candidato tucano o rótulo de “milionário via enriquecimento suspeito”. Vamos ao texto:

 

O total em bens do tucano é atualmente duas vezes maior que o do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha...

Seu (de Padilha) único imóvel...

maior parte dos recursos de Padilha está aplicada em uma poupança...

 

Dá quase vontade de contribuir para a campanha do petista ao saber de sua modesta condição financeira.

O detalhe que o jornal convenientemente omite é que Alckmin tem sido governador de SP por muitos anos, e que o salário de um governador gira em torno de R$ 20 mil mensais (http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/os-governadores-com-os-maiores-e-menores-salarios#13). Se Alckmin poupasse ao longo de oito anos de seus diferentes mandatos apenas R$ 5 mil mensais (ou seja, a quarta parte de seus rendimentos), ele teria acumulado R$ 480 mil somente originados de seu salário – isso sem contar juros e correção monetária. Dessa maneira, não há absolutamente nada de “estranho” ou “suspeito” na evolução patrimonial do tucano.

 

O cuidado que faltou com Alckmin sobrou com Padilha. O jornal explica que ele recebe salário do PT de R$ 10 mil mensais. Vai ser uma longa, longa, campanha eleitoral.

 



 
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COMENTÁRIOS
07/07/2014
(Júlia)

Mas, o Estadão não está muito longe disso, olha só essa "reportagem": http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,em-4-anos-aecio-fica-303-mais-rico-e-dilma-64,1524272
 
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