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Será a Democracia Indireta?
24/06/2014 - Joao Nemo
Democracia direta através de comissões derivadas de “movimentos sociais instituídos ou não instituídos” não é democracia direta nem aqui nem na China. É pseudodemocracia representativa.
Um dos sofrimentos inevitáveis por que passa um cidadão brasileiro razoavelmente cuidadoso no uso das palavras e no manejo dos conceitos é ter que aturar abusos que a comunicação de massas nos submete a todos, sem qualquer escrúpulo ou cerimônia. Infelizmente, isso ocorre ainda mais quando os programas jornalísticos resolvem ir buscar supostos especialistas para nos ensinar a respeito de certos temas.
 
No que se refere ao recente decreto presidencial criando mais uma parafernália de conselhos, comissões, comitês, consultas e sabe-se lá o que mais, já se ouviu de tudo. A interpretação mais sem sentido, ouvida tanto de apoiadores como opositores, é de que se trata de uma injeção de democracia direta.
 
Ora, para ser direta seria preciso que estivesse aberta a todos. Democracia direta através de comissões e, ainda por cima, derivadas de “movimentos sociais instituídos ou não instituídos”, seja lá o que isso queira dizer, não é democracia direta nem aqui nem na China, ou melhor, nem aqui nem na Suíça. É pseudodemocracia representativa.
 
Representativa porque através de representantes e pseudo porque falsa, direcionada através de “movimentos”, em geral compostos por ativistas e gente cooptada que não tem nada de útil para fazer na vida. O grande inimigo de um bom sistema representativo é o sistema cooptativo, no qual os autores do decreto são mestres.
 
A “participação”, para o bem ou para o mal, está crescendo através da presença das redes sociais e outras ferramentas de expressão de opinião impossíveis de manipular desde cima, e é isso que assusta. Podem surgir coisas boas ou podem aparecer grandes besteiras, mas não é possível controlar. Assim são todas as coisas livres e, mais do que nunca, é preciso aperfeiçoar o sistema representativo clássico, para que seja possível administrar o mundo político respeitando a opinião pública, mas com um mínimo de funcionalidade.
 
Publicado originalmente pelo IL
 



 
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COMENTÁRIOS
24/06/2014
(Eduardo)

O PT é uma vergonha!! VERGONHA! O negócio é sumir do Brasil!
 
24/06/2014
(Júlia)

Excelente artigo!
 
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Redação: Paulo Zamboni
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