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> EUA e Geopolítica
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Argumentando contra ataques limitados ao regime Assad
04/09/2013 - Daniel Pipes
O ataque iminente contra a Síria acarreta poucos benefícios potenciais e muitas desvantagens potenciais, sendo a perfeita síntese do fracasso da política externa do governo Obama.
A guerra é um negócio muito sério, cujo primeiro imperativo é aplicar a força para vencer – em vez de punir, fazer declarações, estabelecer um ponto simbólico ou congratular-se sobre a moralidade.
 
No entanto, estes últimos são precisamente o que vários países ocidentais vão conseguir se eles responderem ao aparente uso, pelo governo sírio, de armas químicas contra civis com ataques "limitados" com duração de um ou dois dias, contra menos de 50 locais. Resumidamente, arremessar os projéteis de americanos, britânicos e outros contra o regime (sírio), sem a prontidão equivalente para usar tropas terrestres, não vai derrubar o governo, nem mudar o curso da guerra. No entanto, permitirá que os ocidentais se sintam bem sobre si mesmos.
 
O ataque também irá acarretar perigos reais. A notória incompetência de Bashar al-Assad significa que sua resposta não pode ser antecipada. Ataques ocidentais poderiam, entre outras possibilidades, inadvertidamente, levar a um aumento de ataques do regime contra civis, à violência contra Israel, a uma ativação de células adormecidas nos países ocidentais, ou a agravar a dependência de Teerã. Sobreviver aos ataques também permite a Assad se gabar de que ele derrotou os Estados Unidos.
 
Em outras palavras, o ataque iminente acarreta poucos benefícios potenciais, mas muitas desvantagens potenciais. Como tal, é a perfeita síntese do fracasso da política externa do governo Obama.
 
A peça satírica de Andy Borowitz na New Yorker, "Obama promete que ataque na Síria não terá nenhum objetivo", capta bem o absurdo do que está sendo proposto contra o governo Assad.
 
Na tentativa de abafar as críticas de sua proposta de uma missão militar limitada na Síria, o presidente Obama fazia circular uma estratégia mais modesta hoje (29/08), dizendo que qualquer ação dos EUA na Síria "não teria objetivo algum". "Deixe-me ser claro", disse ele em entrevista à CNN. "Nosso objetivo não será o de efetuar uma mudança de regime, ou alterar o equilíbrio de poder na Síria, ou levar a guerra civil ao fim. Vamos simplesmente fazer algo aleatório por lá durante um ou dois dias e depois sair."
 
Quando aliados dos Estados Unidos responderam com gritos de protesto, dizendo que dois dias era muito tempo, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, respondeu com garantias que
 
o presidente estava disposto a diminuir gradualmente a missão dos EUA a "24 horas, 36 no máximo". "Pode demorar 24 horas, mas também pode levar 12", disse Carney. "Talvez a gente chegue lá, dê uma olhada ao redor, e saia de imediato, mas o tempo que levar, uma coisa não vai mudar: esta missão não terá nenhum objetivo, o presidente está decidido sobre isso".
 
Publicado originalmente na National Review Online. Também disponível no site do autor.
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz
 
 
 



 
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COMENTÁRIOS
08/09/2013
(Bruno Oliveira)

Me ajudem a entender, embora este contexto não esteja no texto. A Al-Qaeda foi "responsável" pelo ataque de 11 de setembro! Daí começou a fase de caça a terrorista, os EUA realizaram 3 guerras com está desculpa de acabar com a Al-Qaeda, porém destituiu do poder Saddam, Talibã e Kadafi. Bem... agora sera a vez de Assad. Como assim a Al-Qaeda e EUA aliados na Síria!!!???
 
06/09/2013
(LG)

Penso que o texto expressa uma análise perfeita da situação. Esse ataque terá efeitos deletérios, não somente sobre o cenário já conflagrado do Oriente Médio, bem como sobre as relações entre as principais potências - não esquercer que Rússia e China se opõem ao ataque. Além disso, a maneira irresponsável e quase delinqüente como o tal Obama e seus áulicos tratam a operação revela a completa falência das Nações Unidas e do seu sistema de resolução de conflitos. É um escândalo essa afirmação de B.O.: "vamos simplesmente fazer algo aleatório por lá durante um ou dois dias e depois sair". É estarrecedora a forma como o sujeito enxerga a intervenção militar numa guerra civil de outra nação soberana e, pior, a abordagem banal que dá a uma ação que pode ceifar centenas de vidas. É um escândalo internacional e que afronta aos mais comezinhos princípios do Direito das Gentes, e deveria ser tratado como tal, estivesse o Conselho de Segurança da ONU exercendo efetivamente o papel para o qual foi criado: resolução jurídica e diplomática das crises entre os países. De resto, caso al Assad seja deposto, o que virá em seu lugar, não duvidem, será apavorante.
 
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Redação: Paulo Zamboni
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