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Qual é o plano na Síria?
30/08/2013 - Victor Davis Hanson
Sem saber o que pretende fazer na Síria, Obama pode lançar os EUA num perigoso salto no escuro.

Estamos à beira de uma guerra com a Síria. No entanto, eu não acho que o governo tem objetivos articulados e, portanto, está confuso sobre como antigi-los. Este é o ponto de partida da ação militar iminente para remover Assad, envolver a sua oposição e promover uma sociedade consensual em seu lugar, com os EUA podendo finalmente fazer o que a Primavera Árabe até agora não fez? Para destruir o suficiente de suas forças (sírias) e permitir aos insurgentes (mas quem exatamente são eles) se recuperar um pouco? Para estabelecer um novo e reforçado estatuto global dos Estados Unidos, onde o uso de armas de destruição em massa não é permitido de uma maneira que aparentemente era em Ruanda, Grozny ou no Sudão? Para restaurar a credibilidade dos EUA garantindo que as nossas linhas vermelhas e prazos sejam levados a sério? Simplesmente para punir Assad e mostrar nosso desagrado pelo seu papel desafiador em 100.000 mortes? Todos, alguns ou nenhum desses objetivos?

 

Sem clareza do governo sobre nossas intenções, não só não teremos o apoio popular ou a aprovação do Congresso (e, é claro, depois da Líbia, a aprovação formal da ONU não vai ser dada ao nosso presidente e Prêmio Nobel da Paz), mas a própria administração ficará confusa sobre o que quer na Síria e a forma como isso será feito. Em algum momento, em breve, esperamos que Obama se dirija ao país, apresente as metas e objetivos dos Estados Unidos, descreva a coalizão ao nosso lado, e traga o Congresso a bordo.

 

Caso contrário, o mundo ficará com a impressão de que os mísseis de cruzeiro e bombas americanas vão cair por alguns dias, em grande parte para mostrar a Assad que queremos dizer algo e que nossas (inoportunas) bravatas sobre linhas vermelhas eram sérias, em um tipo de ação pré-11 de Setembro. E vai suspeitar, também, que muito rapidamente e de repente, vamos parar a intervenção, declarar que foi um sucesso, e esquecer que nós já fizemos algo ao estilo da Líbia – na esperança de que os russos, chineses, muçulmanos e iranianos nos levarão mais a sério, em vez de acreditar que Obama ainda é tão ingênuo quanto ele foi em sua promessa feita com microfone aberto ao presidente russo Dmitri Medvedev ("Esta é minha última eleição. Após minha eleição eu terei mais flexibilidade").

 

Em três ocasiões no século XX os Estados Unidos perderam todo o senso de dissuasão (por exemplo, em 1939-1941, em resposta à Primeira Guerra Mundial); 1961-2 (em resposta a uma longa Guerra Fria); 1979-1980 (em resposta ao Vietnã), por causa do isolacionismo, interpretação errada da ação americana anterior ou ideias equivocadas sobre a natureza da guerra e como preveni-la.

 

E, em cada caso, a restauração da dissuasão foi cara – e aterrorizante. Agora estamos entrando em um período de perigo semelhante, à deriva e confusos sobre o passado e o presente.

 

Publicado originalmente no  NRO’s The Corner
 
Também disponível no site do autor
 
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz
 



 
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COMENTÁRIOS
09/09/2013
(Agapito Costa)

Já havia opinado que Obama não fora a melhor escolha, o tempo esta provando. Se EUA, decidirem atacar a Síria a ala radical assumira o controle, com graves consequência para todo o Oriente.

 
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Redação: Paulo Zamboni
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