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Dissertação da USP comprova “imparcialidade” da Folha de S.Paulo
29/05/2013 - Redacao Midia@Mais
Usar a mesma abordagem jornalística para cobrir dois episódios distintos, um falso e outro verdadeiro, é motivo de comemoração na Folha de São Paulo.
Alguém se lembra do famigerado “Dossiê Cayman”, aquele falso documento que inventava contas em paraísos fiscais para lideranças tucanas?
 
Pois é: um mestrando da USP (de onde mais?) teve uma ideia brilhante: comparar o espaço dado por alguns órgãos de imprensa à cobertura daquela porcaria e do escândalo do Mensalão, este sim como se sabe o maior esquema de corrupção e manipulação do poder de que se tem notícia no Brasil, com centenas de ramificações e dezenas de envolvidos condenados em ultíssima instância.
 
A conclusão do aluno é que tanto Lula (e o PT) quanto FHC (e o PSDB) receberam o mesmo tratamento rigoroso por parte da Folha de S.Paulo, ao contrário do que teria acontecido com a revista Veja, esta última “poupando” FHC.
 
A ombudsman da Folha ficou empolgadíssima com o resultado, concluindo que(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsman/109623-o-mensalao-em-exame.shtml):
 
...a Folha foi duríssima com Lula, mas também com FHC. "Muito embora críticos da imprensa coloquem o jornal em franca oposição ao PT (...), em momentos críticos, a Folha opta pela lógica mercadológica em detrimento de eventuais preferências ideológicas. No dizer popular, perde o amigo, mas não a piada", escreve Nunomura.
 
...embora ela própria admita o óbvio e que invalida a mesma conclusão que ela celebra:
 
É bom lembrar, no entanto, que o chamado "dossiê Cayman", um dos objetos da dissertação, revelou-se, rapidamente, um documento absolutamente falso.
 
Logo, a verdadeira conclusão que deveria ser tirada do estudo é contrária àquela que a ombudsman diz revelar a dissertação: se o jornal deu destaque com rigor semelhante a um falso episódio de crime (contra os tucanos) que deu a um verdadeiro, e ao maior de todos (contra os petistas), é evidente que o jornal não é imparcial, ainda que somemos a isso o episódio dos “grampo do BNDES”, minúsculo diante do Mensalão.
 
O caso dos grampos desequilibra ainda mais a balança contra o jornal e a própria dissertação: quantos fatos novos teriam sido revelados caso a imprensa tivesse a acesso a conversas privadas de Lula a respeito do Mensalão?
 
Se a ombudsman está sendo absolutamente fiel ao espírito e às conclusões da dissertação, esta não vale nada, uma vez que parte de premissa totalmente equivocada. Se ela não entendeu a dissertação, desabona também o jornal para o qual trabalha.
 
Mas quem duvida que a dissertação diz isso mesmo, que tirou 10 com louvor e que tinha até algum tucano na banca, batendo palma para o brilhantismo do estudante?
 
 



 
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COMENTÁRIOS
31/05/2013
(Gustavo)

É bem provável que esse aluno "mestrando" da referida universidade muito em breve deva ser articulista (ou algo do gênero) do referido jornal..
 
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