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Privatizem, enquanto há tempo
- Joao Luiz Mauad
Os problemas da Petrobras, inclusive financeiros, são tão graves que já começam a contaminar o mercado inteiro.

De acordo com o The Wall Street Journal, a produção de petróleo nos Estados Unidos cresceu mais em 2012 do que em qualquer outro ano na história da indústria petrolífera daquele país, que começou em 1859.  A produção diária por lá atingiu, em média, 6,4 milhões de barris no ano passado, um aumento recorde de 779 mil barris por dia em relação a 2011.

O incremento vem graças a uma combinação relativamente recente de tecnologias, que envolve perfuração horizontal e fraturamento hidráulico (fracking), além do bombeamento de água, produtos químicos e areia em altas pressões, para quebrar formações rochosas de xisto subterrâneas.  Essas tecnologias tornaram comercialmente viável a exploração de jazidas de petróleo e gás até então inacessíveis.

As novas tecnologias têm aumentado a produção de óleo e gás não apenas nos EUA, mas ao redor do mundo inteiro, e hoje o “fracking” já é considerado uma verdadeira revolução.  Há quem garanta que os Estados Unidos superarão a Arábia Saudita como maiores produtores do planeta, antes de 2020.

Enquanto isso, a Petrobrás registrou, em 2012, a terceira queda de produção de petróleo em 59 anos de operação.  Também no ano passado, no segundo trimestre, a empresa amargou um prejuízo de RS 1,35 bilhão.  Por causa da queda na produção, a petrolífera brasileira passou a importar diesel e gasolina em volumes crescentes, a fim de atender uma demanda interna que, graças a uma política de preços absurda, não para de crescer.

Este cenário é consequência de decisões políticas altamente equivocadas, com destaque para a aposta errada na exploração (arriscada e caríssima) do pré-sal.  Os problemas da Petrobrás, inclusive financeiros, são tão graves que já começam a contaminar o mercado inteiro.  Infelizmente, poucos têm coragem para falar em privatização, mas seria melhor que se pensasse nisso rápido, enquanto ainda há tempo.

Publicado pelo IL

 



 
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COMENTÁRIOS
29/07/2013
(oscar)

Apenas privatizar a Petrobras não seria suficiente para aniquilar o “petrossauro”. A menos que fosse repartida entre a TEXACO, a Shell, a Esso e a BP. De outra forma o PT escolheria “outro dono”, amigo. O problema do Brasil é o povo. É de ordem psíquica; de hipnose coletiva; de dependência emocional/estrutural, culturalmente socializante, encardida na alma brasileira. É uma perversão hierárquica, masoquista, em ultimo grau, que reza tudo ao contrário: “todo poder emana dos políticos/burocratas, não do povo”. É um nacionalismo demente, incurável, que determina que tudo deve levar a marca "ferrabrás" do "orgulho nacional". Olavo de Carvalho é quem sabe definir as origens desse troço. É difícil explicar o Brasil. Salvá-lo das mãos sádicas do seu venerado carrasco socialista, mais difícil ainda (é impossível!). No Chile, o Pinochet permitiu a livre concorrência, a quase zero de impostos, com a indústria estrangeira, que absorveu toda a mão de obra local e libertou os consumidores da escravidão do extorsivo conchavo tributário que havia entre o governo corrupto e a exclusividade concedida ao monopólio da defasada e cara indústria nacional, que faliu. Abrir o mercado, de preferência através de um golpe de estado (nosso caso é democraticamente nulo) é um bom carrapaticida ideológico para desbancar a parasitária máquina (funcionalismo) estatal.
 
04/07/2013
(Hugo Siqueira)

A INGENUIDADE DO ESTÍMULO AO CONSUMO Todo mês 300 mil brasileiros compram carros novos sabendo de antemão que estarão perdendo 20% do valor assim que saem das montadoras. Sem dúvida a cadeia ligada indústria automotiva se beneficia. Aqueles setores que ficam de fora pagam a conta ou tem mais desemprego. O “Tsunami de dólares” – que tanto irritou a presidente – ocorreu simultaneamente aos estímulos ao consumo no Brasil. Não constitui surpresa alguma a valorização do Real frente ao Dólar que levou ao consumo de bugigangas importadas. Agora ocorre a mesma coisa com sinal trocado: sabíamos que mais dia menos dia os dólares acabariam por voltar ao seu local de origem e porto seguro. Só não sabia quando. Desta vez – não mais como consumo de mercadorias baratas – mas como investimento. Viagens ao exterior se tornam mais caras, e brasileiros vão usar o dólar mais caro para comprar imóveis ou investir em empresas americanas.
 
05/02/2013
(Carlos)

É mais fácil o Brasil acabar do que a Petrobras ser privatizada. Se há um exemplo cristalino de que o Estado é um fim em si mesmo no Brasil, é essa empresa. E em tempo de petismo, onde os fins justificam os meios e os corruptos nem escondem isso, a tendência é a situação da empresa piorar cada vez mais.

 
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Redação: Paulo Zamboni
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