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A falácia do 13. terceiro
- Joao Luiz Mauad
O aumento do consumo durante o mês de dezembro se dará à custa da redução da poupança agregada, do endividamento das empresas ou do próprio consumo que deixou de ocorrer nos meses anteriores.

Diversos jornais do País noticiaram, na semana passada, reverberando cálculo produzido pelo DIEESE, que o pagamento do décimo terceiro salário, pago aos assalariados e pensionistas do País durante o mês de dezembro, “injetará” na economia brasileira mais de cento e trinta bilhões de reais, fazendo a festa dos assalariados e pensionistas, além, é claro, de impulsionar a economia brasileira.

Nada poderia ser mais equivocado, seja do ponto de vista macro, como microeconômico.

Em primeiro lugar, o que é tido como um benefício concedido ao trabalhador está mais para a exploração deste. Ora, o custo de um empregado para qualquer empresa é calculado com base no salário acordado (principal), mais encargos (fiscais e trabalhistas). Em outras palavras, o contratante sabe, de antemão, que o custo total da mão-de-obra, no fim do mês, equivale aos salários pagos, acrescidos de todos os demais encargos incidentes, inclusive do famigerado 13º.

Empresas bem organizadas e administradas costumam inclusive provisionar as verbas do 13º (e das férias), lançando as respectivas despesas mês a mês, podendo, além disso, depositar o dinheiro em contas separadas, para utilização nas épocas próprias. Como as empresas contabilizam a despesa, mas não desembolsam os recursos imediatamente, elas obtêm um ganho financeiro em cima do tempo que levarão para transferir efetivamente os recursos a seus reais titulares.

No aspecto macroeconômico, a coisa não é muito diferente. Essa conversa de que o dinheiro do 13º estimula a economia é uma grande bobagem. A maior parte do dinheiro desembolsado pelas empresas e pago aos trabalhadores em dezembro já circulava no mercado, na forma de poupança (própria ou de terceiros). O aumento do consumo durante o mês de dezembro, portanto, se dará à custa da redução da poupança agregada, do endividamento das empresas ou do próprio consumo que deixou de ocorrer nos meses anteriores, sem falar dos tributos que foram deslocados para a Previdência Social a fim de que esta pudesse pagar o 13º de aposentados e pensionistas.
 

Publicado pela Newsletter do IL

 



 
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COMENTÁRIOS
12/12/2012
(Lucas)

Prezado João, Concordo com você ao dizer que de fato os recursos destinados ao 13º salário já estava em posse das empresas, ao menos as com melhor gestão financeira. Entretanto, a partir daí julgo que você desconsiderou algumas premissas necessárias e fez uso de teorias econômicas já obsoletas para o mundo moderno. (...)

***

Terminamos a leitura do seu confuso rabisco em "teorias econômicas já obsoletas para o mundo moderno"... Incrível como há arrogantes que não conseguem entender o que estão lendo, e se acham em condições de ensinar alguma coisa aos outros.

Recomendamos um bom curso de interpretação de textos e um pouco de humildade. Afinal, os modos fazem o homem e burrice misturada com arrogância não dignificam ninguém.

Redação MÍDIA@MAIS.

 
12/12/2012
(Lucas)

Um administrador escrevendo sobre temas econômicos não era de se esperar um texto bom né! Ao menos dê uma lida nos manuais básicos de economia. Não é razoável pensar em uma teoria como a dos fundos emprestáveis em um mundo financeirizado e cheio de bancos como os de hoje. Vá escrever sobre adm. que deve sair coisa melhor...

 

***

Não costumamos dar atenção a pobres coitados que se acham o máximo fazendo comentários tão arrogantes quanto sem sentido como os seus, mas fica a pergunta: e você, é quem mesmo? Já passou do jardim de infância ou é só mais um come-dorme esquerdista que não tem menor idéia do que está escrevendo?  Menos arrogância e mais estudo, moleque...

Redação MÍDIA@MAIS

 
11/12/2012
(pessimista)

Obviamente nada se cria do nada ....

 
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