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> EUA e Geopolítica
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Um novo ataque islamista, um novo recuo ocidental
- Daniel Pipes
A única maneira de interromper o ciclo de violência islamista é se os governos mantiverem-se firmes aos princípios de liberdade de expressão.

Os ataques ocorridos na terça-feira contra as missões diplomáticas no Cairo e Bengasi se enquadram no familiar padrão de intimidação Islamista e conciliação Ocidental, que remetem ao caso de Salman Rushdie em 1989. A indiferente resposta da administração Obama ao assassinato de diplomatas americanos aumenta a probabilidade de novos ataques.

A “crise Rushdie” irrompeu repentinamente quando o líder do Irã, Aiatolá Khomeini, estabeleceu uma sentença de morte a um romancista por ter escrito uma obra de magia realista, The Satanic Verses, declarando que o livro era “contra o Islã, o Profeta e o Alcorão”. Este incidente foi seguido por uma longa lista de ataques similares – em relação a um friso no prédio da Suprema Corte dos Estados Unidos em 1997, ao líder evangélico americano Jerry Falwell em 2002, à revista Newsweek em 2005, às caricaturas holandesas em 2006, ao Papa Bento XVI também em 2006, ao pastor Terry Jones na Flórida em 2010 e aos soldados americanos no Afeganistão em 2012. Em cada um destes casos, o insulto percebido ao Islã levou a atos de violência, algumas vezes direcionados a ocidentais, mas em sua maioria entre os próprios muçulmanos.

Realmente, o incidente de 2010 causou algo em torno de 19 mortes no Afeganistão, levando David Goldman, então da revista First Things, a observar que “um louco carregando uma caixa de fósforos e uma cópia do Alcorão pode causar mais danos ao mundo muçulmano do que um ônibus lotado de terroristas suicidas... Qual é o valor em dólar dos danos advindos de uma edição em brochura usada do Alcorão?”. Goldman especulou como os serviços de inteligência poderiam aprender com Jones e, por alguns dólares, semear a anarquia em larga escala.

Até agora, o espasmo de 2012 resultou na morte de quatro americanos, com a possibilidade de que mais mortes o sigam. Jones (com o “International Judge Muhammad Day[*]) e Sam Bacile (que pode não existir, mas supostamente criou o vídeo anti-islâmico, principal inspiração das violências deste 11 de setembro) podem não apenas causar mortes, mas desarticular as relações dos Estados Unidos com o Egito e podem até se tornar um fator na eleição presidencial dos Estados Unidos.

Quanto à administração Obama: agindo no seu usual modo conciliatório e apologético, culpou os críticos do Islã. “A Embaixada dos Estados Unidos no Cairo condena os esforços contínuos de indivíduos mal intencionados a ferir os sentimentos religiosos dos muçulmanos... Nós rejeitamos firmemente as ações daqueles que abusam do direito universal à liberdade de expressão para ferir as crenças religiosas de outros”. Então a Secretária de Estado Hillary Clinton (“Os Estados Unidos deploram quaisquer esforços intencionais de denegrir as crenças religiosas de outros”) e Barack Obama (“Os Estados Unidos rejeitam os esforços a denegrir as crenças religiosas de outros”) confirmaram o recuo inicial.

O candidato presidencial republicano Mitt Romney corretamente replicou que “É vergonhoso que a primeira resposta da administração Obama não foi de condenar os ataques às nossas missões diplomáticas, mas sim de simpatizar com aqueles que realizaram tais ataques”. Este argumento tem grandes implicações, não tanto para as eleições (o Irã é a questão externa chave nas eleições), mas porque tal fraqueza incita os islamistas a atacarem novamente, tanto para acabar com as críticas ao Islã quanto para impor um aspecto da Shariah, ou Lei Islâmica, ao Ocidente.

Terry Jones, Sam Bacile e seus futuros imitadores sabem como provocar os muçulmanos a violência, envergonhar os governos Ocidentais e mover a história. Em resposta, os islamistas sabem como explorar Jones, et al. A única maneira de interromper este ciclo é se os governos mantiverem-se firmes aos princípios: “Cidadão tem liberdade de expressão, o que especificamente significa o direito de insultar e aborrecer. As autoridades irão proteger estes direitos. Os muçulmanos não possuem privilégios especiais, mas estão sujeitos às mesmas regras de liberdade de expressão como todos os outros. Deixem-nos em paz”.

 

Tradução: Roberto Ferraracio

Disponível no site do autor

 

[*] N.T. Tradução aproximada: Dia Internacional para Julgar Maomé

 



 
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COMENTÁRIOS
24/12/2012
(Ana)

Esqueceu que somos nós que empurramos os políticos?

 
15/11/2012
(Adriano)

Há algo de muito errado em quem pega no tacape toda vez que ouve algo contrário àquilo em que acredita. É impressionante o ódio que os muçulmanos destilam a todos que tem a coragem de dizer o quão retrógrados e medievais eles são. A humanidade civilizada já deixou esse tipo de comportamento pra trás há uns milhares de anos. Essa ideologia do ódio é um perigo para a humanidade. Não podemos subestimar o alcance das ações de fanáticos religiosos. Os governos ocidentais precisam parar de chocar esse ovo de basilisco que acabará por sufocar nosso maior ativo: a liberdade.

 
14/10/2012
(Paulo)

O domínio do Islã na Europa poderá acontecer em algumas décadas, não por causa do expansionismo missionário, ou pela conquista armada, mas por uma simples questão de números, decorrente de um conjunto de escolhas que os ocidentais tem feito, como abrir mão do casamento, a recusa de casais em terem mais do que um filho, isto quando não querem nenhum, o estímulo a assimilação de uma cultura homossexual, a legalização do aborto, legalização das drogas etc. Todo este conjunto de coisas, que não se observa no meio muçulmano, tem feito com que a taxa de natalidade ocidental decaia drasticamente, principalmente no Velho Continente. Este estilo de vida revela uma preocupante equação em curso atualmente dentro da Europa, por um lado uma população europeia em franco decréscimo, por outro milhões de imigrante muçulmanos se multiplicando a uma taxa muito superior a do europeu. Seguindo esta progressão, em algumas décadas a Europa será um continente Islâmico.
 
24/09/2012
(Roberto)

A civilização Ocidental enfrenta um problema muito grande com o avanço islamista no mundo. Acertar no equilíbrio das possíveis medidas a serem tomadas é fundamental. Não podemos enfrentar essa ameaça com simples violência, preconceitos e generalizações, abrindo mãos de nossos valores fundamentais como civilização, porém, aceitar tais avanços islamistas de braços cruzados é abrir mão de nossos valores. Acredito que uma das possíveis palavras para caracterizar um modelo estratégico para essas ações seria: irredutível. Devemos ser irredutíveis em nossa vontade de permanecermos vivos e atuantes no mundo; irredutíveis quanto a defender nossos valores e cidadãos; irredutíveis quanto a defesa de nossas constituições; irredutíveis quanto a vontade de possuir poderio bélico para enfrentar ameaças e irredutíveis na vontade de mantermos nossas instituições a prova das instituições islamistas... Particularmente acredito que há muito trabalho pela frente e pouca vontade de parcelas políticas para isso.
 
22/09/2012
(Renato)

ILGO, como eu gostaria que tivéssemos medievais para combater esses monstros seguidores do satanista Maomé !
 
21/09/2012
(Ilgo)

É a vitoria dos bárbaros sobre o povo mais civilizado da terra junto com o Japão. Os muçulmanos mesmo sendo mais fracos estão conseguindo vergar as nações desenvolvidas e sua unica tecnica é a violencia pura. Uma vez eu ouvi um colega meu que morou na Noruega e ele me disse que esse povo é tão passivo que se alguem em um homem qualquer der-lhe um soco possivelmente eles não reagem mesmo sendo forte fisicamente, agora faz isso aqui no Brasil e a violencia desproporcional. Norugueses e suecos já estão domindados e até os ingleses outrora domindadores viraram uns bundões. O Islã sem duvidas é uma ameaça muito grande para o mundo, o psicologico desse povo é as vezes nem medieval, mas primitivo mesmo. Se não for feito alguma coisa para dar um basta nisso e mostranto não ceder as suas chantagens e impedindo a imigração, o que consequentemente faria infiltrar seus valores arcaicos na sociedade, pode ter certeza, estaremos em maus lençóis!
 
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Redação: Paulo Zamboni
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