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Entrevista MÍDIA@MAIS: Professor Marco Antônio Villa
- Maria Julia Ferraz
Em entrevista exclusiva ao M@M, o historiador Marco Antônio Villa analisa importantes aspectos da política nacional, como a ausência de uma direita forte, o ranço autoritário e estatista da esquerda, a inoperância da oposição, dentre outros temas.

Marco Antônio Villa é, atualmente, um dos mais importantes intelectuais brasileiros, inclusive por sua postura pouco ligada às ideologias reinantes no ambiente acadêmico. Dono de um estilo claro, didático e profundo para analisar a História Política e Social do Brasil, consegue ir além da postura maniqueísta que assola a historiografia brasileira. Iniciou seus estudos fazendo economia na PUC, no entanto o fascínio pela História fez com que ele largasse a Economia e se formasse como históriador pela USP. Seguindo a carreira acadêmica, possui mestrado em Sociologia, também pela USP e doutorado em História Social pela mesma universidade. Atualmente é professor na Universidade Federal de São Carlos, além de escritor, analista e ensaísta, colaborando com diversos jornais em todo o país.

Autor de vários livros como:

Canudos, o povo da terra (Áica, 1999, 3º edição)

Vida de morte no sertão. História das secas no Nordeste nos séculos XIX e XX (Ática, 2001, 4ª edição)

Breve História do Estado de São Paulo 1º. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009. 200 p.

1932: imagens de uma revolução. 1º. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008. 208 p.

Jango, um perfil (1945-1964). 1. ed. São Paulo: Globo, 2004. 287 p.

O Partido dos Trabalhadores e a política brasileira (1980-2006) - uma história revisitada, EdUFSCar, 2009

Sendo o mais recente, A história das constituições brasileiras. 200 anos de luta contra o arbítrio (LeYa).

Villa ainda possui um blog (http://www.marcovilla.com.br/) e é comentarista no Jornal da Cultura.

 

Em entrevista exclusiva, o intelectual analisa importantes e variados aspectos da política nacional.

***

Pergunta: No espectro político-ideológico brasileiro, a “direita” tem se notabilizado ao longo do tempo por assumir sua forma mais caricatural: os “coronéis” do Nordeste, os “milicos” do regime militar, Paulo Maluf, a TFP, e mais recentemente o deputado Jair Bolsonaro. Por que o senhor acha que não surgem políticos brasileiros que possam representar o pensamento conservador mais clássico (uma “direita moderada e esclarecida”, por assim dizer), com uma plataforma de diminuição da interferência estatal na vida das pessoas e defesa dos direitos individuais, contrária ao coletivismo e ao sindicalismo que predominam entre nossos políticos mais identificados com as esquerdas?

Resposta: Esse é um ponto central na política brasileira. A direita não tem candidato desde 1992. Se você observar as eleições depois dessa data, a direita não lançou nenhum candidato. Há o apoio a Fernando Henrique Cardoso e, posteriormente, o apoio  ao candidato Lula. Ou seja, são cinco eleições presidenciais em que a direita não lança candidato. Ela apenas apoia o cavalo vencedor. Por outro lado, existe uma representação no congresso. Ao menos 40% do nosso Congresso é de direita. Mas vale lembrar que nossa direita é latino-americana. Conservadora. Não é uma direita clássica que defenda os valores liberais como, por exemplo, a iniciativa privada. É ai que mora o problema. Falta a direita programática no Brasil. O DEM parecia representar esse ponto. Falava de liberdade e de outros temas. E teve uma grande vitória com a derrubada da CPMF. No entanto, a partir disso, o DEM perdeu força. As demandas liberais que existem na sociedade acabam não encontrando representação política. Mas, como ter demanda e não ter oferta? É porque no Brasil confundiu-se uma demanda liberal com a ditadura militar, levando as pessoas a compreenderem a direita como algo arcaico. Essa confusão faz com que niguém ouse defender abertamente uma postura mais liberal. Isso não quer dizer que não haja pessoas muito insatisfeitas. Entretanto, há uma resistência em viabilizar essa questão política. Demoraria para um partido ganhar força para conseguir essa expressividade social. Podem existir partidos com esse nome, mas não existirá um partido realmente liberal nos moldes clássicos. Estamos condenados a essa estrutura voltada para um certo populismo. Houve um liberalismo grande, por exemplo, com Rui Barbosa, sem continuidade. Dessa forma, dificilmente se avança politica e economicamente. Há uma petrificação do poder. A mudança não se dá por dentro. Se dá por fora. Se dá pelo Poder Central. No Brasil, o poder das oligarquias é tão forte que você não consegue fazer essa mudança se não for pelo poder central. Se uma agência estatal fechasse suas portas para as oligarquias, as coisas mudariam. A mudança teria que acontecer a partir do poder central, que deveria romper com isso. José Sarney é um grande exemplo. Em 2006, ele perdeu uma eleição. Essa eleição foi cancelada e Roseana Sarney assumiu. Esse fato mostra o poder oligárquico extremamente forte exercido no Brasil até hoje.

P: O senhor acha que já podemos falar de um “fenômeno Dilma”, da mesma forma que nos referimos a um “fenômeno Lula”? Embora a administração Dilma caracterize-se basicamente por paralisia política, dificuldade em compor com o legislativo, denúncias de corrupção em constância quase semanal e o rombo anunciado da Copa de 2014, os índices de popularidade da presidente são altíssimos. Como o senhor explica que a “história se repita”, se pensarmos que Lula também fez uma administração altamente controvertida, lotada de escândalos e ele tenha conseguido sair muito mais popular do que entrou?

R: Não. Não existe ainda um fenômeno Dilma, mas ela está se saindo melhor que se esperava por ausência de oposição. A oposição traiu os 44% de votos que recebeu da população. Em campo aberto, sem oposição, mesmo com todas as áreas do plano de desenvolvimento atrasadas, ela consegue se colocar. Isso é resultado da ausência de oposição, como já foi dito! Por esse aspecto, é um mistério entender como Lula se transformou no mito do presidente correto! Em 2006, apesar do mensalão, ele conseguiu superar o enfraquecimento. À época, o Datafolha publicou uma pesquisa que dava a vitória das eleições presidenciais ao José Serra. No entanto, Lula conseguiu superar a crise e ser reeleito. Naquelas eleições, ele não queria José Alencar como vice, o que poderia ter favorecido uma articulação da oposição. Mas a oposição não agiu como oposição. Isso abriu espaço para que ele pudesse se aproximar dos oligarcas estatais, inclusive do carlismo e com Renan Calheiros. Essa associação foi fundamental. Por outro lado, o que foi plantado no governo FHC deu frutos e ele colheu esses frutos. As boas consequências vão até o terceiro trimestre de 2008, quando vem a crise mundial. Nesse período, entrou muito dinheiro no país. Ele não resolveu a crise política, mas a utilizou em seu favor, assim como a política econômica de seu antecessor. O Brasil em 2009 teve -0,3% de “crescimento”, esse valor indica recessão. Porém, as pessoas acreditaram que o Brasil cresceu. Mas na verdade estávamos em recessão. Tudo isso só aconteceu porque  não tínhamos uma oposição que explorasse isso! Há um vazio na oposição. Então o governo ocupa o espaço que deveria ser da oposição. Não temos uma alternativa política que tenha ideias. Não há um grupo político com capacidade de luta, de embate. Nossa oposição não é vendida no sentido de ganho. É que ela não gosta de ser oposição, justamente por não saber lidar com questões ligadas a dizer NÃO.  No Brasil não temos uma história política de valorização da oposição. O regime militar fez com que se tenha a ideia de que quem é oposição é ruim para o país. Se você faz críticas ao governo, as pessoas não gostam, ficam desconfiadas. Na Inglaterra, por exemplo, valoriza-se o debate. Na França valoriza-se o debate. Na Espanha valoriza-se o debate. Aqui, não. Nossa eleição é despolitizada. Há um simulacro de democracia. Fracassamos na transição da passagem da ditadura para a democracia. É o cultura do “Sim, senhor”! Quem mora de favor fica sempre em uma situação complicada. É como o agregado que Machado de Assis descreve em seu livro Dom Casmurro, o José Dias. Ele sempre procura concordar com a dona da casa, pois está morando de favor, não pode ter uma postura de enfrentamento.

P: Pesquisas de opinião pública eventualmente revelam que o brasileiro é conservador na maioria dos tópicos e que, quando confrontado com escolhas de natureza ideológica, poderia ser definido como de “centro” ou de “centro-direita”. Como o senhor explica que praticamente nenhum político pareça interessado em capitalizar essa tendência do eleitorado, quando a imensa maioria dos candidatos prefere reproduzir chavões coletivistas, socialistas, etc., deixando de lado temas importantes para o próprio eleitorado, como diminuição da carga tributária, diminuição da máquina pública, desburocratização da atividade econômica, etc.?

R: É difícil encontrar um resposta para isso. Existe sim um eleitorado de direita. Mas esse conceito tem uma carga negativa. Todos têm vergonha de dizer que são direita, pois é como se isso significasse ser contra as liberdades. Há uma forte tendência ideológica de esquerda no Brasil. Ninguém sabe o que é ser de direita, centro-direita, centro-esquerda. O tanto de partido que temos não reflete diversidade de postura política. Não há ideologia definida nesses partidos. Isso não se reflete como debate partido. Para demonstrar o quanto isso é grave, podemos citar o fato de que Cachoreira estava comprando o seu próprio partido político.

P: O senhor acha que as preferências ideológicas e partidárias dos jornalistas dos grandes veículos de comunicação têm um peso significativo no noticiário e na apreensão da situação brasileira que é feita pelas pessoas? Temos observado ao longo dos anos uma “suavização” de temas espinhosos sempre que estes parecem poder atingir a administração Lula, anteriormente, e agora, a de Dilma. Ou seja: notícias boas parecem ser diretamente atribuídas à(ao) presidente, enquanto notícias desfavoráveis são atribuídas a uma espécie de “governo genérico” e despersonalizado. O senhor sente a mesma coisa?

R: É uma coisa complicada... de um lado existe um temor da imprensa com as ameaças à liberdade de expressão. Essa suavização com o governo é um pouco reflexo desse medo. Por outro lado, sem oposição que construa um “contradiscurso” fica difícil conseguir mudar essa generalização dos fatos. A imprensa sente a ausência da oposição. A imprensa acaba fazendo mais do que devia fazer. Como não temos sociedade civil organizada nem oposição, são os meios de comunicação que fazem esse papel. Então, as pessoas não procuram o parlamento, procuram o jornalista. Outra coisa, gostamos do espetáculo. O político poderia mudar algo. Mas, no jornal, as coisas parecem acontecer mais rapidamente.  E isso ocorre devido à fraqueza dos Estado brasileiro. A imprensa acaba dando a ideia de justiça. Quando é feita uma denúncia na imprensa, é passada a ideia de que uma injustiça foi corrigida. O que é falso porque, na maior parte das vezes, a injustiça permanece. A continuidade do processo de correção de uma injustiça se dá pela ação política e, no Brasil,  isso não acontece. A imprensa com liberdade fica no Rio, São Paulo, um pouco no  Rio Grande do Sul. No restante do Brasil não há. Ainda é muito comum o assassinato de jornalistas. E esses crimes nem sempre são solucionados.

P: Qual legado o senhor acha que foi deixado pelos tucanos depois dos oito anos do governo FHC? Esse legado está estabelecido, ou foi perdido por inabilidade ao longo dos anos? E quanto ao PT: já podemos falar em legado, ainda que a era petista pareça longe de terminar?

R: A parte encobre o todo. Há um nível cultural muito baixo. Comparando com a França nosso debate é pífio. Então, toda análise tem que ser pensada sobre essa realidade. O Plano Real e a estabilidade foi o grande legado do PSDB. No entanto, o PSDB perdeu a possibilidade de usar esse legado para continuar no poder. Não soube (e não sabe) se comunicar com seu eleitor. Responsabilidade fiscal, políticas públicas, são elementos que devem ser explorados no processo eleitoral. Ou seja, o PSDB podia ter feito mais. Podia ter eleito o sucessor. Dá a impressão que o FHC quis perder... Dá a impressão que ele quis deixar a imagem de quem passou a faixa para o presidente operário. A herança petista tem aspectos negativos como a transformação do Estado em instrumento do partido. Ou os 30 mil cargos de confiança. Ou, ainda, a confusão entre política pública e assistencialismo que transforma o indivíduo em refém do Estado. O Welfare State é página virada na Europa. É preciso pensar em modelos eficazes do século XX. Keynes está restrito a algumas ações. E é muito pouco. Seriam necessárias outras soluções. Nossa elite pensa a curtíssimo prazo. Questões de fundo estruturais, por exemplo, não conseguimos pensar. Ficamos com o horizonte limitado. Temos dois ministérios que cuidam do planejamento. Isso é um desperdício. A pasta de Assuntos Estratégicos, por exemplo, é muito mal gerida. Moreira Franco é piada. Ele não conseguiu elaborar um projeto real. O Brasil consegue se desenvolver minimamente porque foi criada uma política de comodities, mas não há agregação de valor. Se o crescimento chinês cair, vai prejudicar a economia brasileira. Não temos política industrial. Estamos nos desindustrializando. Não há um projeto real de crescimento. Falta praticidade. Tudo está engessado e petrificado no governo petista.

P: Desde o passado, somos considerados o "país do futuro" pelo senso-comum. Para que um país avance economicamente muitas são as versões dadas por "especialistas". Há os que defendam a educação como base; outros que dizem ser necessário um Estado forte; há os que afirmem que precise uma redistribuição de renda e acesso ao consumo para que a economia seja alavancada. Enquanto isso, percebe-se uma desindustrialização. Como o senhor analisa esses aspectos? O que faria do Brasil uma boa referência econômica? E sobre a nossa (des)industrialização? Como é o cenário hoje?

R: O caminho econômico essencial é a diversificação. O Brasil gasta muito pouco em ciência e tecnologia. Resolver o problema da educação. Para isso, temos  que pensar em coisas viáveis. Buscar a vinculação aos institutos de pesquisas, às questões agrícolas e industriais. Infelizmente, quando nos comparamos com Índia e China estamos atrasados. Se ninguém quer ser professor, não há elemento produtivo. Falta um projeto global para depois localizar as melhorias.

P: Em uma entrevista no Jô Soares, por conta de seu novo livro, o senhor comentava a respeito do Brasil ser um país com uma tendência ao autoritarismo. Analisando por essa vertente, como o senhor vê o governo petista, sua relação com o meio acadêmico e a liberdade de pensamento?

R: É um problema. A cultura petista invadiu as universidades e construiu um saber partidário. É um desejo de autoritarismo. A Universidade é um dos espaços desse controle. Antes o fascismo atacava as reuniões, sindicatos. Agora não. Há os fascistas do PT através da internet e fazem isso de forma organizada. Frente a isso, a democracia corre riscos. O que causa maior tristeza é ver estudantes de 20 anos repetindo como papagaios críticas aos meios de comunicação sem um questionamento maior. O PT não consegue conviver com a democracia, nem com a sua própria história. Ele força alguns aspectos de sua trajetória para compor um cenário adequado ao que prega, principalmente no meio acadêmico. Um bom exemplo disso é a história da classe operária. A classe operária que atua desde o começo do século XX foi esquecida. Para o PT, o movimento operário autêntico nasce com Lula. Foi esquecida toda a trajetória vivida por tantos operários até então. É absurdo ignorar tantas lutas trabalhistas para poder mitificar um único operário. Para poder alimentar o mito do Presidente Operário. Enquanto houver a predominância desse discurso nas universidades, realizar um “contradiscurso” fica cada vez mais difícil. 

 



 
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COMENTÁRIOS
18/06/2012
(Gustavo)

Excelente entrevista! Marco Antônio Villa é um dos raros pensadores independentes brasileiros que vale a pena ler.
 
31/05/2012
(Daniel Moreno)

Parabéns ao M@M pela entrevista. É importante que as pessoas compreendam o momento vivido pelo Brasil (onde uma elite partidária e sindical muito unida controla governos e implementa aos poucos sua agenda autoritária), onde eventuais diferenças precisam ser superadas entre todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, concordam com os princípios da democracia representativa e defendem os direitos do indivíduo perante o Estado e o pleno exercício da liberdade sob o império da lei.
 
31/05/2012
(Conservatore)

Agradeço a atenção de vocês. É bom saber que nem todo mundo está "canhoto" no olhar histórico.Pena que na grande mídia, todo mundo está. *** Prezado Conservatore: agradecemos pelo contato e convidamos o amigo a continuar prestigiando o MÍDIA@MAIS. Atenciosamente Redação MÍDIA@MAIS
 
30/05/2012
(Conservatore)

A Redação Midia@Mais: Me respondam um questão, após lerem trecho de um artigo do entrevistado: "O egocentrismo do ex-presidente é antigo. Tudo passa pela mediação pessoal. Transformou o delegado Romeu Tuma, chefe do Dops paulista, onde centenas de brasileiros foram torturados e dezenas foram assassinados, em democrata. Lula foi detido em 1980, quando não havia mais torturas. Recebeu tratamento privilegiado, como mesmo confessou, diversas vezes, em entrevistas, que foram utilizadas até na campanha do delegado ao Senado. Nunca fez referência às torturas. Transformou a casa dos horrores em hotel de luxo. E até chegou a nomear o filho de Tuma secretário nacional de Justiça!!" http://www.marcovilla.com.br/2012/05/lula.html Afinal de contas, houve ou não, as famigeradas torturas no período da ditadura? Não me refiro a casos isolados, mas, no trecho em questão, o quadro pintado é justamente o que a esquerda quer? Aqui mesmo no Midia@Mais, há alguns artigos que contestam esta versão esquerdista, por exemplo:http://www.midiaamais.com.br/artigo/detalhes/2054/Comiss%C3%A3o+da+Meia-Verdade. Não estou pregando que haja unanimidade em relação a ditadura, mas, é no mínimo suspeito, um intelectual defender o livre mercado, ao mesmo tempo que, endossa a versão esquerdista da história. *** Prezado Conservatore: gratos pelo seu contato. O DOPS na verdade foi uma instituição crida pelo Estado Novo, e eventuais mortes e torturas ocorridas em suas dependências não podem ser creditadas apenas a desvios de conduta de agentes da lei durante o regime militar. Mas concordamos que as afirmações sobre "dezenas de mortos", como se fosse de domínio público isso, sem maiores explicações, faz o jogo da desinformação esquerdista, que via de regra busca criar uma falsa imagem de estado totalitário policial para o regime militar e transformar terroristas e mercenários comunistas em heróis e democratas, coisa que nem de longe era verdade. Atenciosamente Editoria MÍDIA@MAIS
 
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