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Stalin’s War – A Radical New Theory of the Origins of the Second World War
- Henrique Dmyterko
Editado na metade da década de 1980, considerado por alguns um clássico devido a sua teoria central, e por outros um livro que não merece nem sequer ser lido, Stalin’s War [A Guerra de Stalin] é um livro sobre a Segunda Guerra Mundial que definitivamente não se prende ao senso comum sobre o conflito. O autor, Professor Ernst Topitsch, apresenta o que ele chama de “teorias”, termo que num sentido estrito implicaria na demonstrabilidade das mesmas. Todavia, o sentido adotado é o de um conjunto de opiniões sistematizadas e que giram em torno de duas teses centrais: 1. Foi Stalin, e não Hitler, o principal responsável pela deflagração da II Guerra Mundial, além de ser o grande vitorioso dessa.   2. Stalin usou Hitler e a Alemanha nazista como ponta-de-lança em seu projeto de dominação soviética da Europa.   Ernst Topitsch foi estudante de filosofia, dos clássicos (seu grande herói era Tucídides), história e sociologia. Ao romper da guerra, estava engajado na Wehrmacht, tendo participado da Batalha de Stalingrado em 1942. Anos após a guerra, tornou-se professor de filosofia na Universidade de Graz, na Áustria. Foi também membro da Academia Austríaca de Ciências, da Sociedade Científica de Berlim e do Instituto Internacional de Filosofia de Paris.   Mas não era um historiador, fato que ele admite ao afirmar, logo de início, que seu livro não apresenta nenhuma prova ou documento novo, mas apenas teses e opiniões costuradas de forma instigante. São citados alguns poucos relatos e documentos russos da época, mas nenhum deles fornece certeza quanto às teses centrais do autor. São declarações de intenções ou mesmo trechos de discussões do Comitê Central do PCUS sobre a noção de “guerra fácil” de Stalin. Em outras palavras, o que ele apresenta é plausível, mas não é passível de prova incontestável.

Editado na metade da década de 1980, considerado por alguns um clássico devido a sua teoria central, e por outros um livro que não merece nem sequer ser lido, Stalin’s War [A Guerra de Stalin] é um livro sobre a Segunda Guerra Mundial que definitivamente não se prende ao senso comum sobre o conflito. O autor, Professor Ernst Topitsch, apresenta o que ele chama de “teorias”, termo que num sentido estrito implicaria na demonstrabilidade das mesmas. Todavia, o sentido adotado é o de um conjunto de opiniões sistematizadas e que giram em torno de duas teses centrais: 1. Foi Stalin, e não Hitler, o principal responsável pela deflagração da II Guerra Mundial, além de ser o grande vitorioso dessa.   2. Stalin usou Hitler e a Alemanha nazista como ponta-de-lança em seu projeto de dominação soviética da Europa.   Ernst Topitsch foi estudante de filosofia, dos clássicos (seu grande herói era Tucídides), história e sociologia. Ao romper da guerra, estava engajado na Wehrmacht, tendo participado da Batalha de Stalingrado em 1942. Anos após a guerra, tornou-se professor de filosofia na Universidade de Graz, na Áustria. Foi também membro da Academia Austríaca de Ciências, da Sociedade Científica de Berlim e do Instituto Internacional de Filosofia de Paris.   Mas não era um historiador, fato que ele admite ao afirmar, logo de início, que seu livro não apresenta nenhuma prova ou documento novo, mas apenas teses e opiniões costuradas de forma instigante. São citados alguns poucos relatos e documentos russos da época, mas nenhum deles fornece certeza quanto às teses centrais do autor. São declarações de intenções ou mesmo trechos de discussões do Comitê Central do PCUS sobre a noção de “guerra fácil” de Stalin. Em outras palavras, o que ele apresenta é plausível, mas não é passível de prova incontestável.

O período que Topitsch analisa com maior profundidade é aquele compreendido entre os anos 1939-1941, ou seja, do pacto germano-soviético (Ribbentrop-Molotov), embora aborde também as atuações da URSS e da Alemanha desde os anos 1920, passando pelo Tratado de Rapallo, em 1922 e pela convulsão da Guerra Civil Espanhola nos anos 1930. Mas antes de fazer considerações sobre eventos específicos, Topitsch introduz os seus argumentos recorrendo a Max Weber ao afirmar que o uso social de ferramentas precede o seu uso técnico e seria este precisamente o caso do ardil de Stalin ao levar adiante os próprios intentos e ambições através das ações de outros, se possível sem que esses disso nem sequer suspeitassem. Quem assim age, diz Topitsch, permanece nas sombras dos bastidores e usualmente atinge seus objetivos com o mínimo de esforço ou risco. Aqui, Ernst Topitsch lança uma de suas premissas: Stalin seria ardiloso e astucioso demais para correr riscos desnecessários, enquanto Hitler seria o oposto disso.
 
A linha traçada em Stalin’s War insiste na caracterização do ator das sombras, pois este (Stalin) faz uso de mais um ardil, ou truque: apela para a moralidade dos fins, seja essa moralidade falsa ou verdadeira. Dessa maneira, Ernst Topitsch começa a argumentar acerca da total falta de escrúpulos de Stalin. Durante muito tempo ele se alinhou com a maioria, que considerava Hitler a personagem principal na tragédia da II Guerra Mundial. O que o fez mudar de idéia? Segundo o que ele declara, a análise mais detalhada da antes insuspeitada interação dos eventos principais do período 1939-1941 levou-o à convicção de que ao menos o ponto de vista deveria ser mudado: Stalin foi não apenas o vitorioso, mas a figura chave na II Guerra. Segundo Ernst Topitsch, Stalin era o único estadista que, à época, tinha uma idéia clara, ampla e de longo prazo de seus objetivos.
 
Mesmo atribuindo esse papel central a Stalin, o autor faz questão de assinalar, repetidas vezes, que o seu livro não pretende exonerar Hitler e os nazistas de nenhuma responsabilidade quanto aos crimes de guerra e em especial quanto ao Holocausto (Ele só não fala do povo alemão nestes termos. Para um exame muito mais acurado do tema, sugere-se enfaticamente a leitura de Hitler e os Alemães, de Eric Voegelin). O que ele pretendia era colocar as coisas em sua perspectiva real – i.e., de acordo com o que ele considerava real: reduzir Hitler à sua verdadeira estatura política e intelectual, revelando muitas de suas inabilidades e idiossincrasias. Convenhamos: isto já tinha sido feito por um sem número de historiadores, políticos, jornalistas, e até por comediantes. O que não tinha sido feito era justamente uma comparação vis-à-vis Stalin.
 
Sobre Hitler, por sua vez, Topitsch tece considerações nada lisonjeiras. A única “qualidade” observada é sua astúcia tática, ou seja, sua aguda percepção das disputas de poder à sua volta. No mais, Hitler é descrito como alguém instável, indolente e psicótico. Mais importante ainda, Hitler teria idéias geopolíticas vagas, confusas e não raro, contraditórias. O autor considera que muito do que Hitler conquistou política e militarmente não passou de meros golpes de sorte.
 
Hitler tinha especial apreço por aparições públicas teatrais, ensaiadas e grandiosas. Tais aparições teriam contribuído, e muito, na mistificação que perdurou até muito tempo depois da guerra. O Holocausto, por sua vez, nada teve de teatral, mas seu horror quase indizível também contribuiu para a aura de terror que cercava o Führer e a simples menção de seu nome. Outro fator que teria contribuído para a inflação da aura malévola em torno de Hitler seria o fato de que suas ações, ou quase todas elas, eram ostensivamente públicas, enquanto que as de Stalin se davam a milhares de quilômetros do Ocidente, sob um véu quase impenetrável de segredo e dissimulação. Em suma: Hitler teria sido um bufão histérico, mas altamente perigoso, enquanto Stalin era uma esfinge, um enigma ainda mais perigoso. Stalin não gostava de aparições em público, ou as temia e certamente era um mestre do jogo secreto e da ação indireta. Stalin e o Comintern [Internacional Comunista, comandada diretamente por Moscou]contavam com milhares de agentes, sabotadores e simpatizantes comunistas em toda a Europa e também nos Estados Unidos. Hitler e o nazismo também desfrutavam de algum apoio e simpatia no exterior, mas num grau e quantidade muito inferiores ao comunismo. Esta é a premissa da primeira tese de Topitsch.
 
Topitsch tenta contornar o problema da falta de documentos soviéticos, ou da desinformação soviética em contraste com a abundância de documentos alemães recheados de depoimentos de algozes e vítimas, através do raciocínio, da dedução lógica. Mas, por definição, uma dedução lógica só demonstra e confere o raciocínio mesmo e não avança o conhecimento, o que é próprio da indução, que leva à investigação. Todavia, ele afirma que até mesmo a desinformação pode oferecer pistas e indicar importantes caminhos de investigação importantes, uma vez que revelam quais questões eram sensíveis. Esse é um mérito do livro, mas por outro lado, revela mais uma vez a sua falta de elementos comprobatórios sólidos, embora o autor recorra a uma grande quantidade de outros livros e documentos, gerando nada menos de duzentas e sessenta oito notas, com referências e citações, provenientes de arquivos oficiais alemães, de um ex-ministro romeno, de historiadores ingleses, americanos e franceses e também trechos de análises de Clausewitz, Marx Engels, Lenin e Weber.
 
O ponto central da teoria exposta pelo autor é mais ou menos o seguinte: Stalin tinha planos agressivos para a Europa, envolvendo ações militares ofensivas, e a atuação política e militar do regime nazista favoreceria em muito esses planos. Ao firmar o Pacto de Não-agressão com os nazistas, em 1939 – pacto este que trazia vários riscos para a Alemanha, e que foram ignorados por Hitler e Ribbentrop -, e ao fornecer matérias primas e apoio político internacional para a Alemanha nazista, Stalin estava apenas estimulando a agressividade nazista contra as potências ocidentais, Inglaterra e França, algo que ele acreditava, geraria um conflito desgastante que favoreceria o surgimento da URSS como força dominante inquestionável na Europa. A idéia toda vinha de Lenin, que almejava a destruição, ou pelo menos o isolamento, das potências capitalistas: a Grã-Bretanha e os Estados Unidos. Segundo Topitsch, o pacto Hitler-Stalin fazia do primeiro uma espécie de limpa trilhos da revolução bolchevique mundial, numa mistura indiscernível do pensamento revolucionário comunista com o velho imperialismo czarista russo.
 
Segundo Topitsch o plano de Stalin, estabelecido com detalhes desde o outono de 1940, era um programa de larga escala para estender a esfera de influência soviética na Europa. A Alemanha nazista apenas faria uma grande parte do serviço sujo em lugar e em favor dos comunistas, ao mesmo tempo em que se desgastaria numa guerra no Ocidente. O engodo soviético se completaria porque Stalin “garantiria” a Hitler tranqüilidade ao leste, demonstrada pela inação soviética entre 1939 e 1941 que permitiu ao ditador nazista desfechar sua campanha na Europa ocidental, que acabou sendo muito mais rápida do que acreditava o ditador soviético. Topitsch insiste na tese de que aos olhos de Stalin, Hitler, já tendo feito o serviço sujo no oeste europeu ao enfraquecer ou subjugar as potências “imperialistas”, Inglaterra e França, não tinha mais serventia e era então chegada a hora de dar-lhe um fim, de acordo com duas opções:
 
1. Continuar com a política do pacto e manter a URSS fora da guerra, enquanto se engajava num maciço programa de rearmamento para só aparecer em cena quando todos os países, especialmente a Inglaterra, tivessem se exaurido. Esta espera tinha o inconveniente de permitir que o poderio industrial americano também entrasse em cena para estragar a festa – ao menos, metade dela.
 
2. A outra possibilidade seria derrotar a Alemanha rapidamente e apresentar ao mundo um fato consumado: a URSS senhora de toda a Europa.

Para tanto, estavam abertas duas perspectivas para Stalin após as derrota do Ocidente em 1940, e o isolamento da Inglaterra: 1 – tornar a Alemanha nazista um semi-satélite soviético, pois, mesmo com todas as conquistas territoriais entre 1939-40, a Alemanha carecia de matérias-primas fundamentais, notadamente petróleo, e os soviéticos eram os principais fornecedores desses produtos. Além disso, para renovar o Pacto de Não-agressão firmado em 1939, o governo soviético havia formulado uma série de exigência territoriais aos alemães que, se fossem aceitas, deixariam a URSS como força dominante na região leste e centro européias; ou, 2 – caso os alemães quisessem eliminar a dependência em relação aos recursos soviéticos e não aceitassem suas exigências territoriais, a saída lógica seria um ataque contra a URSS. Em outras palavras, Stalin adotava uma postura calculada de alto risco, provocando a Alemanha e tentando atraí-la para um confronto que, apostava o ditador soviético, seria vencido rapidamente pelos exércitos soviéticos, permitindo-lhe avançar para a Europa ocupada pelos alemães e surgir como “libertador” do continente. Em qualquer das duas hipóteses, Stalin seria beneficiado.

Entretanto, Stalin parece não ter previsto os sucessos iniciais da Operação Barbarossa, desencadeada em 22 de junho de 1941, embora tivesse sido alertado quanto aos preparativos do ataque à URSS por diplomatas ocidentais, por desertores alemães e por seus próprios agentes. O adiamento e quase ruína dos supostos planos do ditador soviético ocorreram devido ao estrondoso sucesso da ofensiva alemã, que custou a Stalin além da perda de uma imensa massa de soldados, o fundamento para que Inglaterra e EUA acreditassem no retrato alardeado das forças soviéticas “libertando” a Europa Central, como se fora mera reação ao ataque alemão à URSS.

Novamente o autor trabalha com deduções a partir das premissas que ele mesmo estabeleceu, e que não deixam de ser plausíveis. Entretanto, é importante lembrar, mais uma vez, que possibilidade e plausibilidade não conferem veracidade ou certeza.
 
Quanto aos expurgos stalinistas e os infames julgamentos de Moscou, esses teriam como objetivo estabelecer uma base de subordinados caninamente fiel a Stalin, mesmo à custa de um massacre entre os oficiais do Exército Vermelho. Parece não haver dúvida que Stalin tenha obtido a fidelidade dos oficiais e funcionários sobreviventes.Mas quanto custou todo esse morticínio em termos de incapacidade militar diante do ataque alemão em 1941?
 
É certo que a URSS dispunha de imenso arsenal e de vastíssimos recursos humanos, mas houve notória carência de comando qualificado. Mais à frente, a ajuda americana, traduzida em enormes transferências de material bélico e de transporte, mostrou-se decisiva numa fase crucial e desesperadora para URSS. Assim, até onde realmente alcançava a visão estratégico-militar de Stalin? É virtualmente impossível determinar se todas as conseqüências dos expurgos e das falhas russas em 1941 foram calculadas para iludir a Alemanha e as potências ocidentais quanto ao “braço curto” do Exército Vermelho, ou se realmente foram, como parece ser a explicação mais plausível, desastres estratégicos e táticos genuínos, que somente não resultaram em derrota total para os soviéticos devido às limitações bélicas e de comando dos alemães.
 
Voltando a Stalin, este seria absolutamente frio, cruel, calculista, extremamente paciente e muitíssimo experimentado nas intrigas do Kremlin. Em suma, um estadista de gênio.Topitsch não afirma que Stalin fosse infalível, mas que seus erros foram de ordem militar e não políticos. As derrotas militares iniciais (que na verdade se prolongaram até 1943) comprovam os erros na condução da guerra. Ialta, em 1945, confirmaria a sua astúcia diabólica: Stalin teria sido o grande vencedor. O pacto de Não-Agressão assinado com o Japão também é citado como exemplo de astúcia quase diabólica do ditador soviético, uma vez que favoreceu a investida dos japoneses contra os EUA e potencias européias no Pacífico e Sudeste asiático, gerando um desgaste entre as potências “imperialistas”, em favor dos interesses soviéticos.
 
O autor lembra a existência de redes comunistas por toda a Europa comandadas por Moscou, inclusive na França, onde se dedicavam a sabotagens contra a indústria bélica nacional, como exemplos da habilidade de Stalin em tirar vantagens de deficiências alheias e permanecer oculto e inocente enquanto incitava conflitos, mas é difícil aceitar que tivesse os poderes quase demiúrgicos que Topitsch lhe atribui. Stalin tampouco previu a determinação inglesa em não ceder a Hitler e parece não ter calculado bem o tamanho da ajuda material americana aos britânicos mesmo antes de Pearl Harbor, em 1941.
 
E se Stalin comandava os comunistas através da Europa, também é verdade que na França muitos deles estavam a soldo dos alemães enquanto durou o pacto nazi-soviético. Este fato dá força ao argumento do autor de que Stalin usava Hitler. Mas então, o que podemos dizer da “campanha pela paz”, totalmente idealizada por Hitler e seu alto-comando? Essa campanha logrou êxito muito maior como instrumento de guerra psicológica do que as sabotagens comunistas e mais que isso: a paz era exatamente o que Stalin não queria de jeito algum, segundo Topitsch. Onde estava o controle soviético nesse episódio? Novamente, é possível argumentar, como faz o autor, que Stalin era capaz de se adaptar rapidamente a quase tudo, mas também é certo que nem tudo acontecia conforme a sua vontade e planos. Entretanto, é inegável que o ditador soviético conseguiu dividendos políticos fantásticos decorrentes do ataque nazista, a ponto de legitimar aos olhos do mundo o sangrento regime soviético e provocar o endosso de vários governos e da opinião pública internacional aos objetivos expansionistas de Moscou na fase final do conflito, que resultaram na submissão de todo o leste europeu e parte da Europa central aos russos.
 
Ao fim da guerra de fato houve uma enorme expansão do poderio e da influência dos soviéticos sobre a Europa e no Extremo Oriente, mas nada que se comparasse ao aumento muito mais significativo do poder dos EUA como potência dominante, não só na Europa. Algumas opiniões do autor também soam francamente ingênuas à luz do conhecimento histórico atual, como a sugestão que os aliados, sobretudo os EUA, ao invés de terem enviado o maciço apoio militar que por volta de 1944 permitiu o rápido avanço do Exército Vermelho, deveriam ter “dosado” a ajuda ao regime stalinista de forma a conter o apetite expansionista de Moscou, o que poderia ter sido feito, segundo Topitsch, em primeiro lugar, negando-se a legitimar tão apressadamente o governo de Stalin, como foi feito imediatamente após o ataque alemão de 1941. A ingenuidade aqui é por conta da crença que os aliados ocidentais tinham somente interesses legítimos – a destruição do nazismo - e não uma agenda oculta que favoreceria o expansionismo soviético, inclusive por fortes interesses econômicos, o que já foi comprovado por estudiosos tais como o inglês Antony Sutton.
 
A tradução da obra do alemão para o inglês traz algumas falhas, mas nada que comprometa a estrutura do livro. Finalmente, o livro de Ernst Topitsch – Stalin’s War – apresenta teses interessantes, que merecem leitura atenta, mas que estão longe de tornar o livro fonte inquestionável de informações sobre esse período histórico. Acima de tudo é preciso lembrar a época em que o livro foi escrito – 1985. A URSS ainda pairava como ameaça muito visível sobre a Europa e o que o autor conseguiu foi produzir uma pungente denúncia contra a mentalidade e mendacidade comunistas.
 
 
Autor:Ernst Topitsch (*20/03/1919, em Viena; † 26/01/2003, em Graz,Áustria)
Nova York, St. Martin Press, 1987.
Tradução de A. e B.E. Taylor
Publicação original em alemão: Stalins Krieg, Ed. Gunther Olzog Verlag GmbH, 1985.
 



 
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COMENTÁRIOS
05/09/2014
(vinicius)

me diga se há esse livro em português ou não.

***

Prezado leitor, obrigado pelo seu contato.

O referido livro não tem tradução para o português.

atenciosamente

Redação MÍDIA@MAIS

 
01/11/2010
(Emílio Abib)

Uma correção ao meu comentário anterior: A editora correta é Amarilys e não a Cia das Letras. O autor Viktor Suvorov é pseudonimo de Wladmir Bogdanovitch Rezun. maiores detalhes sobre o livro e o autor no blog de Anatolli Povist Liet: http://anatollipovistliet.blogspot.com/2010/09/o-grande-culpado-o-plano-de-stalin-para.htmlaz7q
 
04/10/2010
(Emilio Abib)

Recentemnte foi lançado pela Cia das Letras livro "O grande Culpado" que praticamente corrobora tudo o que o autro de "A Guerra de Stálin" afirma. Em 2003 o filósofo Olavo de Carvalaho escreveu o artigo "A grandeza de Iossif Stálin" abalisanto a obra de dois historiadores russos sobre a colaboração do Exercito Vermelho com a Wehrmacht e a responsbilidade de Stálin na eclosão da II GM, que confirma a tese dessas duas obras.
 
13/10/2009
(Jorge)

A história secreta do socialismo começa a ser revelada : no filme 3 o acordo de Stalin e Hitler para dividir a Europa se revela agora. 1-http://www.youtube.com/watch?v=jVcNbL6Uqek 2-http://www.youtube.com/watch?v=YwpGqsG13H0 3-http://www.youtube.com/watch?v=P0Hd6qagByc 3-http://www.youtube.com/watch?v=P0Hd6qagByc 4-http://www.youtube.com/watch?v=4D6Et1_qE3k 5-http://www.youtube.com/watch?v=38RpxY-V4AQ 6-http://www.youtube.com/watch?v=CFqgZyhwwn0 7-http://www.youtube.com/watch?v=7tbtSlyhXmA 8-http://www.youtube.com/watch?v=5u7UPVC-1J8 FINAL-http://www.youtube.com/watch?v=zr8sh-cT-bU
 
14/09/2009
(Agapito Costa)

Concordo no que tange ao principal mentor da II guerra mundial. Joseph Stalin, o tio Joé da Rússia. Sem dúvidas muitos fatos até então permanecem um místério. eu tenho uma dúvida, teria realmente morrido em um acidente o General Georg S. Patton, como sabemos este queria chegar a Berlim antes dos russos. O velho Patton discordava abertamente da politica de Eisenhower, e de Harry Truman. Chegou a dizer que com o 3º Exército varreria o que restou dos soviéticos. Porém consta que um tanque sem freios teria esmagado o jipe de Patton, nos arredores de Heidelberg na Alemanha deixa dúvidas, fato ocorreu após três meses depois do mesmo deixar o serviço ativo.
 
28/08/2009
(Jomar Grimm)

Realmente uma tese arrojada, mas que deveria ser melhor averiguada e garanto em parte seria totalmente aceita, mas professores de história afirmam que é mais ficção do que realidade pois o autor não apresenta provas, então desqualificam o livro. mais uma vez estes mestres do socialismo mostram suas visões obtusas. Parabéns repassarei esta resenha a outros, bem como o site.
 
23/06/2009
(Eduardo)

Sem dúvida uma tese arrojada a do livro, mas não de todo despropositada, considerando que as relações entre as duas ditaduras ainda se encontram envoltas em muito mistério, mesmo após mais de 60 anos do fim do conflito. Por exemplo, quase não se fala dos contatos entre soviéticos e alemães para uma paz em separado em meados de 1943, ou nos sucessivos e desesperados contatos de paz dos soviéticos nos primeiros meses após o início do ataque alemão, em 1941. Igualmente nebulosas são as possibilidades de um ataque soviético estar sendo tramado para 1942.
 
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Redação: Paulo Zamboni
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