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Hitler e os Alemães
- Redacao Midia@Mais
H itler e os Alemães... não é um assunto do passado! Em 14 de junho de 2007 faleceu Kurt Waldheim, antigo secretário-geral da ONU entre 1972 e 1981, e presidente da Áustria entre 1986 e 1992, eleito com 54% dos votos. Uma Comissão Internacional examinou a sua vida militar entre 1938 e 1945, concluindo que teve conhecimento de crimes de guerra praticados pelas unidades militares a que pertenceu, mas neles não participou pessoalmente. Devido à polêmica sobre o seu passado nazi, a sua presença foi boicotada pelos países europeus e pelos Estados Unidos.

H itler e os Alemães... não é um assunto do passado! Em 14 de junho de 2007 faleceu Kurt Waldheim, antigo secretário-geral da ONU entre 1972 e 1981, e presidente da Áustria entre 1986 e 1992, eleito com 54% dos votos. Uma Comissão Internacional examinou a sua vida militar entre 1938 e 1945, concluindo que teve conhecimento de crimes de guerra praticados pelas unidades militares a que pertenceu, mas neles não participou pessoalmente. Devido à polêmica sobre o seu passado nazi, a sua presença foi boicotada pelos países europeus e pelos Estados Unidos.

 
Em agosto de 2006 o escritor Guenther Grass, Prêmio Nobel de Literatura, desencadeou uma polêmica ao admitir ter sido voluntário da Divisão Frundsberg das Waffen-SS. Como escreveu o historiador conservador Joachim Fest: “Após 60 anos, esta confissão vem um pouco tarde demais”.
 
Hitler e os Alemães... não é um assunto do passado porque a consciência humana vive na tensão permanente entre o tempo e os valores espirituais eternos. E o que está eternamente vivo tem de ser preservado e defendido no presente.
 
Talvez, por isso, todo alemão culto conheça a frase escrita pelo poeta Heinrich Heine em 1821: “Onde queimam livros, acabam por queimar pessoas”. E mais do que todos, conhe­cia-a Eric Voegelin ao abandonar em 1938 a sua segunda cidade natal – Viena de Áustria – em cuja Universidade era professor, após a Gestapo ter apreendido a 1ª edição do seu livro As religiões políticas. A fuga levou-o ao exílio nos Estados Unidos onde reconstruiu sua vida como professor nas Universidades de Louisiana e de Stanford e onde redigiu a melhor parte da sua obra de grande filósofo político do século XX.

" />Vinte anos depois, Eric Voegelin regressou aos países germânicos para lecionar na Universidade Ludwig Maximilian de Munique entre 1958 e 1968, onde fundou o Instituto de Ciências Políticas. É nessa Universidade que irá proferir, no semestre de verão de 1964, as Conferências Hitler e os Alemães, aqui reunidas em volume e que constituem a sua análise mais rigorosa e frontal da cultura alemã contemporânea.
 
O Curso não é uma história das origens, evolução e queda do regime nacional-socialista, muito embora Eric Voe­gelin tenha presente algumas das análises clássicas. O tema é a cumplicidade dos alemães no regime nazi. O desafio mais importante não é fazer história narrativa e “dominar o passado” (Vergangenheitsbewältigung), mas sim fazer história crítica e “dominar o presente”. O que estava, e continua a estar, em jogo é o significado da Ditadura e do Holocausto na história da Alemanha, da Europa e do mundo, e que lições extrair dessa meditação sobre o mal nazi.
 
O Tribunal de Nuremberg possibilitou a condenação dos criminosos de guerra em 1946 nos termos dos “crimes contra a paz” e “iniciativa de guerra agressora”. Faltava uma base inderrogável ao Direito internacional nestas matérias, ficando no ar a dúvida da violação do princípio nulla poena sine lege (não há penalidade sem lei). Mas se a justiça podia ser criticada por motivos jurídicos, a verdade histórica era flagrante. As provas das atrocidades, expostas pelo Tribunal, contribuíram para a desilusão póstuma dos alemães com o nacional-socialismo. A esmagadora maioria reconhecia a culpa de centenas de criminosos de guerra. Mas teria sensibilidade política e moral para reconhecer “que tudo fora possível” com a cumplicidade da população e da maior parte das elites?
 
Ao constituir-se a República Federal Alemã (RFA) em maio de 1949, a responsabilidade da perseguição dos criminosos de guerra e da desnazificação foi transferida para as autoridades alemãs. Se a isso acrescentarmos as medidas contra funcionários, segundo o princípio legalmente dúbio de que o acusado tinha de provar a sua inocência, os alemães ficaram sob suspeita de terem contribuído pessoalmente para um regime que levara a cabo crimes sem nome, a que Hannah Arendt chamou “massacres administrativos”. Falava-se da “culpa coletiva alemã” (Kollektivschuld). E toda esta experiência traumática contribuía para silenciar a cumplicidade pessoal com o Terceiro Reich. Nesses anos 50, a maioria dos alemães rejeitava a desnazificação como ineficaz e a “culpa coletiva” como indiscriminada, começando a esquecer que os crimes do regime nacional-socialista exigiam um exame de con­sciência pessoal. Iriam cair por terra as expectativas dos que encaravam o colapso do hitlerismo como uma oportunidade de reconstrução moral da Alemanha?
 
É aqui que entra em cena Eric Voegelin. Regressa à Alemanha em 1958 “para ajudar a nova geração”. E no Curso de 1964, contra o risco de amnésia coletiva, vem propor uma forma de anamnese que tem tanto de terapêutico como de profético. A responsabilidade humana começa na consciência individual e, por isso, Voegelin, Jaspers e Arendt rejeitam a “culpa coletiva”. A liberdade individual permite escolher entre agir de modo moral ou imoral. Thomas Mann, Karl Kraus e Heimito von Doderer souberam denunciar o nazismo em tempo útil e mantiveram intactos seu espírito e sua moralidade. [1] Outros como Alfred Delp e Dietrich Bonhoeffer foram mártires, e outros, colaboradores, como Martin Heidegger e Carl Schmitt.
 
No imediato pós-guerra, o nacional-socialismo era interpretado como “hitlerismo”. A maioria dos alemães ocidentais era de opinião que o nacional-socialismo fora uma idéia boa, mas mal executada devido à vontade criminosa de Hitler! Ganhava também terreno uma outra idéia: a de que os eventos históricos resultavam de manobras das elites políticas e econômicas. De um lado, o nazismo como obra pessoal de Hitler. Do outro, visões estruturalistas dos eventos como desencadeados por fatores sociais, políticos e econômicos. Em ambas as versões, os alemães eram as primeiras vítimas do nazismo, a desnazificação era “injusta” e Hitler transformava-se em álibi.
 
Eric Voegelin rompe com essa “comédia de enganos” e demonstra que tanto a diabolização de Hitler como a sua neutralização diminuíam a responsabilidade individual, atrofiavam as forças de conversão moral e impediam o recobro moral. A recusa dos alemães em tratar abertamente a questão da culpa individual e a invocação de Hitler como um álibi provocavam a reprimenda da culpa coletiva. Hannah Arendt interrogava-se sobre essa indistinção entre criminosos e inocentes.[2]
 
No início da 1ª Conferência, Voegelin introduz “o problema alemão central do nosso tempo: a ascensão de Hitler ao poder”. Como foi possível? E que conseqüências tem hoje? A sua resposta ao longo deste livro gira em torno do “princípio antropológico”; uma sociedade é um ser humano “em ponto grande” e a sua qualidade está determinada pelo caráter moral dos seus membros. Ora, a Alemanha dos anos 30 revelava uma profunda deficiência espiritual, intelectual e moral. Como escreveu Hermann Broch, existia uma misteriosa cumplicidade no mal dos que não pareciam ser maus.[3]Como Karl Kraus e Thomas Mann escreveram, uma população tornara-se “populaça” ao esquecer a capacidade humana de procurar a verdade acerca da existência e de viver segundo essa verdade. Havia falta de humanidade, “estupidez radical”, “falta de reflexão”, segundo Hannah Arendt.[4]
 
Esta explicação antropológica do nazismo é conforme à Filosofia política clássica e conduz Voegelin a rejeitar as explicações de Carl J. Friedrich, Zbigniew K. Brzezinski e Hannah Arendt sobre o “totalitarismo”. Apresentar o indivíduo como indefeso perante os mecanismos de manipulação e intimidação é determinismo sociológico. E, por isso, na recensão sobre “As origens do totalitarismo”, escreve Voegelin que “…as situações e as mudanças exigem, mas não determinam, uma resposta”(...) “O caráter humano, a escala e a intensidade das suas paixões, os controles exercidos pelas suas virtudes, e a sua liberdade espiritual, constituem determinantes”.[5]
 
Voegelin também não aceita o determinismo histórico. Não há uma fatalidade na cultura alemã que conduza ao hitlerismo e ao Holocausto. O hitlerismo foi uma escolha perversa, não foi um destino imposto pela estrutura cultural. No ensaio de 1944 “Nietzsche, a crise e a guerra”, Voegelin defende Nietzsche da acusação de ser culturalmente responsável pelo advento do nacional-socialismo. O filósofo niilista diagnosticara com precisão o núcleo doentio da cultura européia; segundo Voegelin, a terapêutica alternativa ao suicídio cultural da Europa do fim de século deveria ser uma conversão espiritual inspirada pela periagoge platônica, senão mesmo pela metanoia cristã.[6]
 
No Curso de 1964, Eric Voegelin não debate o racismo já denunciado em obras anteriores,[7] nem a correlação entre explosão espiritual, império e historiografia ecumênica, tema típico da sua obra tardia. O seu foco é no princípio antropológico segundo o qual a sociedade é uma expressão dos indivíduos que a formam. O princípio implica o mútuo condicionamento da parte e do todo: “o homem é uma cidade em ponto pequeno” e “a cidade é um homem em ponto grande”.[8]
 
A personalidade moral do indivíduo não é determinada pelas estruturas sociais em que se insere, mas a mediocridade do caráter pessoal facilita a corrupção das estruturas sociais. As componentes pessoais, sociais e históricas do povo alemão na década de 1930 tiveram o seu papel no hitlerismo, mas o resultado final foi determinado pela falta de caráter moral e espiritual da população e dos líderes. O que faltou na Alemanha dos anos 20 e 30 foram pessoas responsáveis com o sentido da busca da verdade. O que sobrou foram fanáticos fundamentalistas, convictos da “sua” verdade.
 
É neste contexto que Eric Voegelin nos legou um parágrafo célebre sobre Adolf Hitler, cujas deficiências espirituais, morais e culturais iam a par com o gênio das oportunidades políticas. Ele tinha “...a combinação de uma personalidade forte e de uma inteligência enérgica com uma deficiência de estatura moral e espiritual; de consciência messiânica com o nível cultural de um cidadão da era de Haeckel; de mediocridade intelectual unida à auto-estima de um soba provinciano; e do fascínio que uma tal personalidade poderia exercer num momento crítico sobre pessoas de espírito provinciano e com mentalidade de súditos”.[9]
 
Este esboço mostra Adolf Hitler como o alemão representativo dos anos 30, espiritualmente degradado. Em contraste com a imagem convencional do sedutor inexplicável ou genial, e admirado pelos provincianos de todo o mundo – a “Internacional da Estupidez” –, Eric Voegelin mostra-nos Hitler como nem mais nem menos que o homem da rua, o “Zé Ninguém” de Wilhelm Reich, mas capaz de intoxicar um povo com a grandeza intramundana. Que um homem assim se tenha tornado o representante do povo alemão só mostra que o declínio e a ascensão espirituais são caminhos sempre em aberto na História.
 
Mas não basta desmistificar Hitler. Existem certamente milhares de livros e artigos e centenas de filmes e documentários sobre ele, recheados de detalhes históricos corretos e importantes. Mas essa informação só é útil se for colocada a questão crucial sobre os laços de representação entre um povo e os seus governantes. Só assim se poderá recuperar a força teórica e espiritual com que a consciência se robustece e que teria impedido a ascensão de Hitler ao poder. Mas intelec­tuais alemães como o cardeal Faulhaber, o bispo Neuhäusler, o pastor Niemöller e Rudolf Bultmann falharam em comunicar esse realismo espiritual. Na ausência de fins transcendentes para a existência, o apocalipse intramundano tomou conta do povo alemão – como sucedera na revolução russa – e a “humanidade transformou-se em sinônimo de internados de um campo de concentração apocalíptico”.[10]
 
Voegelin nem perde tempo a atacar os nazis inveterados, mas critica duramente os alemães “melhores” como Percy E. Schramm, e as celebridades como Heidegger. A aceitação do passado pessoal e a avaliação autocrítica das culpas individuais é o pré-requisito para uma sociedade verdadeiramente livre e democrática em que os cidadãos não alberguem suspeitas mútuas. Só uma sociedade assim pode declarar culpados os governantes criminosos, confirmando que a culpa é sempre individual e nunca coletiva.
 
Esta lição central de Voegelin nas conferências de 1964 mantém toda a atualidade quando se erguem novas ideologias em busca de um reconhecimento. O nazismo nem sequer tinha a reivindicação de universalidade; era a ideologia de uma nacionalidade que tinha a “atração luciferina” de uma ordem ideológica em que o povo alemão purificado se considerava como uma sociedade perfeita intramundana, fechada a outros povos e “raças”.[11] A vigilância contra o nazismo como fenômeno político continua a ser importante na Europa. Os partidos da extrema-direita européia que se assentam no ódio aos imigrantes são considerados residuais na atualidade; mas as suas brasas dispersas podem repentinamente ser reacesas por uma calamidade que provoque um incêndio.
 
Mas outra das razões da grande atualidade de Hitler e os Alemães é que o livro constitui não apenas um exorcismo dos “demônios” que praticam crimes, como dos “estúpidos” que os permitem e esquecem. Tal como Alexandre Soljhenitsyn em Arquipélago Goulag, Voegelin quer tirar do esquecimento tanto os que resistiram como os que ofenderam. É o mesmo esforço de anamnese, a “dominar o presente” para elevar o nível espiritual mediante a linguagem da filosofia que permite julgar a ordem e a desordem históricas concretas.
 
Talvez nestas páginas ásperas de Eric Voegelin alguns vejam uma antipatia profunda para com os seus antigos compatriotas. Talvez esteja a ajustar contas com os que permitiram a ascensão do nacional-socialismo e o forçaram a emigrar. Talvez duas décadas a viver nos EUA e a cidadania americana o tivessem distanciado definitivamente da Europa. Talvez! Mas ao causticar o declínio espiritual, nunca acusa os alemães de uma culpa coletiva pelas atrocidades cometidas. Está a apelar a uma atitude de renovação.
 
Em 1990, ao estagiar no Instituto de Ciências Políticas Ge­schwister Scholl, nomeado em honra dos irmãos do Movimento de Resistência da Rosa Branca e fundado por Voegelin, pude comparar a cidade de Munique com o campo de concentração de Dachau, a 60 quilômetros. O inferno estava muito perto da terra. Mas 60 anos após a guerra, Berlim acolhe o Museu do Holocausto; o Estado alemão continua a indenizar os descendentes dos judeus do genocídio; o Tribunal Federal acautela o envio de tropas alemãs em missões de guerra; a opinião pública alemã e seus governantes são contrários às guerras imperiais contemporâneas; e, como se viu nos episódios da exautoração de Guenther Grass e de Kurt Waldheim, a estultícia e a estupidez foram vencidas.
 
Uma parte desse recobro moral do povo alemão deve-se a individualidades como Eric Voegelin com a grandeza e a solidão dos profetas que retratou em Israel e a Revelação. É um papel muito difícil. Como profeta, tem de destruir as ilusões de uma sociedade, e dar-lhe novos horizontes. Por isso dele se pode justamente afirmar o que Alfred de Vigny lembrou após visionar Moisés a desaparecer no alto de um monte: “Josué s’avançait pensif et pâlissant, Car il était déjà l’élu du Tout-Puissant”.[12]

 

 
Nota Redação MÍDIA@MAIS: o texto acima é o prefácio do livro Hitler e os Alemães, publicado no Brasil pela Editora É Realizações
 
[1]Thomas Mann, carta a Eric Voegelin, 18 de dezembro de 1938, em Papéis de Voegelin, caixa 24, ficha 11. 
 
[2]Karl Jaspers refutou a existência de uma “culpa coletiva” alemã num livro de 1946 que distingue entre culpa criminal, política, moral e metafísica, mas sempre de ordem individual. Karl Jaspers, The Question of German Guilt. Trad. E. B. Ashton. Nova York, Capricorn Books, 1947.  
 
[3] Hermann Broch, The guiltless. Trad. Ralph Manheim. Londres, Quartet, 1990, pp. 125-41. 
 
[4] Hannah Arendt, The Life of Mind. Nova York, Harcourt, Brace, Jovanovich, 1978, pp. 4-6. 
 
[5] “The Origins of Totalitarianism”, Review of Politics 15 (1953), pp. 68-85, cf. 72-3. 
 
[6] Eric Voegelin, “Nietzsche, the Crisis and the War”, Journal of Politics 6 (1944), pp. 177-212, cf. 185-86. 
 
[7] Eric Voegelin, Race and State. Ed. Klaus Vondung, trad. Ruth Hein. Vol. 2 de The Collected Works ofEric Voegelin, Columbia, University of Missouri Press, 1999; e History of the idea of Race: From Ray to Carus. Ed. Klaus Vondung, trad. Ruth Hein. Vol. 3 de The Collected Works ofEric Voegelin, Columbia, University of Missouri Press, 1999. 
 
[8] Eric Voegelin, “On Classical Studies,” in Published Essays, 1966-1985. Vol. 12 de The Collected Works ofEric Voegelin. Columbia, University of Missouri Press, 1999, p. 258. 
 
[9] Eric Voegelin, “The German University and the Order of German Society”, in Published Essays 1966-1985. Vol. 12 de The Collected Works ofEric Voegelin. (1990) Columbia, University of Missouri Press, 1999, p. 13. 
 
[10] Eric Voegelin, “World Empire and the Unity of Mankind”, International Affairs 38, n. 2 (1962), pp. 170-88, cf. 186. 
 
[11] Eric Voegelin, Diepolitischen Religionen. Estocolmo, Hermann-Fischer, 1939, p. 9.  
 
[12] “Josué caminhava pensativo e enfraquecido, pois já era o eleito do Todo-Poderoso”. Deuteronômio, 34, e poema “Moïse”, Livre Mystique, Paris, Mercure de France, 1904.
 



 
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COMENTÁRIOS
30/09/2009
(Joao Pedro)

Inúmeros crimes de guerra cometidos pelos ditos "Aliados"... Barbárie estimulada por Patton... Massacre de Katyn pelos Soviéticos... Estrupos de italianas pelas tropas marroquinas francesas ... http://en.wikipedia.org/wiki/Allied_war_crimes_during_World_War_II E ainda querem analisar Hitler????   Prezado João Pedro Vamos acreditar que você é apenas um jovem iludido e por isso lhe dar o benefício da dúvida, recomendando que tenha cuidado e pare para pensar que uma coisa não tem nada a ver com a outra. E sim, vamos analisar o ditador nazista e recomendar a leitura de todos os livros que possam ajudar o público a entender o tema, sem ilusões perigosas ou comparações erráticas. Atenciosamente Editoria MÍDIA@MAIS
 
30/09/2009
(Gaermanicus)

Quem não aprende com os erros do passado está fadado a os repetir. O Brasil não aprende, e caminha a largos passos para o mesmo tipo de erro da Alemanha dos anos 20-30. Lamentavelmente.
 
17/09/2009
(João Nemo)

Pareceu-me familiar esta descrição citada no texto: - Ele tinha “...a combinação de uma personalidade forte e de uma inteligência enérgica com uma deficiência de estatura moral e espiritual; de consciência messiânica com o nível cultural de um cidadão da era de Haeckel; de mediocridade intelectual unida à auto-estima de um soba provinciano; e do fascínio que uma tal personalidade poderia exercer num momento crítico sobre pessoas de espírito provinciano e com mentalidade de súditos”.
 
16/09/2009
(ggsjdr,mg)

A Leitura desse livro indispensável, nos mostra um preocupante quadro do Brasil atual. Parece que ele traça com nitidez impressionante, o caminho pelo qual o país trilha rumo à aniquilação moral, intelectual, civilizacional. Já vivemos num ambiente de barbárie no tocante à segurança, ética, instituições, costumes, comprometimentos individuais, posicionamentos e atuações internacionais,...sem que líderes e povo movam um mindinho (ops!) para mudança de trajeto e continuamos bovinamente a caminho do abismo. Hitler e os alemães foi escrito para nós? "O que faltou na Alemanha dos anos 20 e 30 foram pessoas responsáveis com o sentido da busca da verdade. O que sobrou foram fanáticos fundamentalistas, convictos da “sua” verdade." Subscrevo!
 
16/09/2009
(Jorge Lima Jr.)

Introdução de Mendo Castro Henriques a livro de Eric Voegelin? Um privilégio. Este Mída@Mais se supera a cada dia.
 
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