Bom dia ! Hoje é Terça Feira, 28 de Março de 2017.
 
Fique por dentro de nosso conteúdo em sua caixa de e-mail:
 




 
> Resenhas
Compartilhar
O verdadeiro Che Guevara – e os idiotas úteis que o idolatram
- Paulo Zamboni
Transformado ao longo dos anos numa espécie de “Jesus Cristo revolucionário” graças aos esforços incansáveis da esquerda mundial, o argentino Ernesto Guevara é objeto de autêntico culto a personalidade em todo o mundo. Entretanto, a leitura do livro do cubano-americano Humberto Fontova, O verdadeiro Che Guevara, e os idiotas úteis que o idolatram (Editora É Realizações, São Paulo, 287 páginas), deixa claro que, embora Guevara seja um inegável sucesso de marketing político e comercial – com sua imagem estampando desde camisetas para bebes até biquíni vestido pela supermodelo Gisele Bündchen – na vida real pode ser considerado um fracasso.

Transformado ao longo dos anos numa espécie de “Jesus Cristo revolucionário” graças aos esforços incansáveis da esquerda mundial, o argentino Ernesto Guevara é objeto de autêntico culto a personalidade em todo o mundo. Entretanto, a leitura do livro do cubano-americano Humberto Fontova, O verdadeiro Che Guevara, e os idiotas úteis que o idolatram (Editora É Realizações, São Paulo, 287 páginas), deixa claro que, embora Guevara seja um inegável sucesso de marketing político e comercial – com sua imagem estampando desde camisetas para bebes até biquíni vestido pela supermodelo Gisele Bündchen – na vida real pode ser considerado um fracasso.

Lançando mão de muitas fontes bibliográficas e orais, especialmente de ex-companheiros de Guevara, Fontova relata, de maneira impiedosa e irônica, como o argentino, muito longe do homem perfeito idealizado pela mitologia esquerdista, era uma pessoa ressentida, vingativa, incompetente e responsável direto pelo assassinato de centenas de pessoas absolutamente inocentes de qualquer tipo de crime.
 
Vindo de uma desestruturada família burguesa argentina simpatizante do comunismo, Guevara seria considerado, sob qualquer aspecto, um vagabundo, um andarilho perdido no mundo. Seu envolvimento com exilados cubanos no México após uma passagem pela Guatemala acabou levando-o para aventuras em Cuba, no seio do movimento armado contra o ditador Fulgêncio Batista.
 
A luta contra Batista é um capítulo a parte, que revela muito do modus operandi de Guevara e Fidel Castro. Diferente do senso comum, segundo o qual Batista foi derrotado por uma série de intensas batalhas movidas por guerrilheiros audaciosos, o que menos houve na derrocada do ditador foi luta armada. Castro operava, sobretudo, no terreno da propaganda, angariando dinheiro em grande quantidade, especialmente das elites cubanas, cansadas do regime de Batista, e as simpatias internacionais, em particular nos Estados Unidos, através da mídia que se encarregou de forjar a imagem de valorosos revolucionários para Fidel Castro e Che Guevara – que, aliás, nessa época era apenas mais um dentre vários colaboradores da revolução.
 
O regime de Batista caiu principalmente pela corrupção de suas forças, que aceitavam dinheiro de Fidel Castro para retirar-se sem luta, cansaço das elites cubanas e dos americanos em tolerar os métodos de Batista, e, em especial, a crença em que Castro e seus homens eram realmente democratas e honestos em seus objetivos.
 
Após a vitória na luta contra Batista, em pouco tempo a verdadeira face do regime revelou-se: violência, assassinatos, tortura e prisões. E Guevara teve papel fundamental nisso.
 
Neste ponto, Fontova faz uma clara distinção entre Castro e Guevara. Enquanto Fidel Castro era muito mais hábil, utilizando a violência como meio para atingir um fim, Guevara parecia ver na brutalidade e assassinatos um fim em si mesmo. Guevara acreditava que a “violência revolucionária” – leia-se, a morte sem piedade de todos os inimigos, reais ou imaginários – era a melhor forma de controlar o poder. Assim, desde o começo, Guevara ligou-se ao aparato repressivo do bloco soviético, transportando seus métodos para o cenário cubano.
 
Talvez o mais chocante para os fás de Guevara que por ventura lerem o relato de Fontova, seja a imensa distância sobre o significado que lhe é atribuído – um ícone da liberdade e igualdade – e sua real figura. Assim, um homem que é cultuado por líderes de minorias raciais, hippies, alternativos e jovens, tinha, na verdade, uma mentalidade racista, patriarcal, despótica e arrogante, desprezando negros, jovens, “cabeludos”, música – enfim, tudo aquilo que, dizem as esquerdas e desinformados em geral, Guevara simbolizaria.
 
Humberto Fontova mostra como essas e muitas outras incoerências foram e ainda são resultado do verdadeiro caso de amor que existe entre os meios intelectual e midiáticos, especialmente o norte-americano, e a ditadura de Fidel Castro, citando por exemplo o jornal New York Times, que repetiu com Castro exatamente o que já tinha feito, na década de 1930, encobrindo os crimes do regime de Stalin. [*]
 
A imensa incompetência de Guevara a frente do ministério da economia destruiu a infraestrutura cubana, desorganizando até hoje um dos países mais prósperos das Américas, levando o caos e a miséria a uma população cristã e orgulhosa, favorecendo sua submissão ao projeto de poder totalitário ambicionado por Fidel Castro. A este respeito, o autor mostra com números e informações detalhadas como Cuba era econômica e socialmente antes da chegada ao poder de Castro e Guevara e como ficou depois.
 
O livro revela episódios pouco conhecidos, como o envolvimento de Guevara em uma série de atentados terroristas frustrados nos EUA, logo após a chegada ao poder em Cuba, época em que os americanos ainda tinham ilusões quanto aos objetivos de Fidel Castro; o real significado da Crise dos Mísseis – que funcionou como um “sinal verde” para Castro impor seu regime totalitário a Cuba, já que teve a garantia dos EUA de que sua ditadura não seria incomodada –; a chamada “invasão da Baía dos Porcos” e a dura repressão contra a revolta popular mantida durante metade da década de 1960 pela população rural cubana contra o regime de Fidel Castro, como reação à coletivização forçada.
 
As aventuras externas de Guevara, primeiro no Congo e depois na Bolívia, em missões militares permeadas de muita retórica revolucionária vazia e nenhuma competência até mesmo para assuntos práticos elementares (como, por exemplo, ler uma bússola para não se perder na selva), resultaram primeiro no descrédito de Guevara como um líder revolucionário viável, após o fracasso no Congo, e, depois, em sua morte na Bolívia, encerrando assim sua vida e carreira de revolucionário que se pretendia genial. Curioso notar que tanto no Congo quanto na Bolívia Guevara foi confrontado por forças das quais faziam parte cubanos que haviam deixado seu país após o início dos desmandos do "Che" e Castro, e que demonstraram muito mais competência militar do que Guevara, cuja tão falada habilidade tática e estratégica encontra-se guardada junto com seus demais méritos, ou seja, na propaganda.
 
O livro de Humberto Fontova é valioso não apenas pelas suas informações, que inclusive podem ser um ótimo antidoto para os inocentes úteis simpatizantes de Guevara, mas por ser o único trabalho publicado no Brasil, em muito tempo, a ir contra o senso comum que transformou um homem medíocre em um deus no templo da ideologia comunista.
 
Destaque também para o documentário que acompanha o livro, “Guevara, Anatomia de um mito”, com imagens e depoimentos sobre Ernesto Guevara desde seus tempos de desocupado na Guatemala até sua morte na Bolívia, complementando de forma muito eficiente e sóbria o trabalho de Fontova.
 
 
 
[*] Nota: Um dos maiores biógrafos “chapa-branca” de Guevara citado várias vezes ao longo do livro de Fontova, o mexicano Jorge Castãneda, antigo esquerdista radical há alguns anos convertido ao socialismo light de cunho social-democrata atualmente predominante na política latino-americana e nos EUA, esteve há poucos dias envolvido num episódio no minimo curioso. Convidado para um evento na Venezuela, promovido pela oposição ao ditador Hugo Chávez, Castãneda criticou o fato de que “Chavez estava tentando criar outra Cuba” na América Latina. Para quem dedicou grande parte de sua vida a incensar o tirano Castro e vassalos do ditador como Guevara, essa é uma virada e tanto.
 



 
Compartilhar

COMENTÁRIOS
12/02/2013
(Leticia Mertellle Maynard)

Che Guevara, nada + que Bandido, Terrorista, Assassino, Comunista FDP e enganador que sempre trabalhou a mando de comunistas ditadores do tipo Fidel. O pior é que temos no Brasil , alguns idiotas, uns tais Marias vai com as outras que idolatram esse merda como se ele fosse algum herói nacional. Vê se Pode kkkkkkkkkkkkkk Perguntinha básica: O que esse tal Argentino terrorista e Assassino fez em pro do Brasil para ser considerado por alguns idiotas Marias vai com as outras que o idolatram como se ele fosse algum Herói Nacional? O que esse merda fez a não ser assassinatos, bandidagem e terrorismo ? http://www.youtube.com/watch?v=j-vI7xsUUgs

 
04/01/2011
(Eduardo Manzano)

A idolatria insana por Che se explica no fato de as gerações mais novas verem a esquerda terrorista de nosso país como : " Os caras que nos livraram da ditadura", mal sabendo que um simples estudo mais atento de nossa história política, nos mostra que a esquerda só queria trocar a ditadura de direita pela sua. Hoje temos esta mostruosidade política em nosso país que abriga terroristas do mundo todo e alisa políticos corruptos de partidos de esquerda por pior que sejam seus crimes! Se a propaganda feita em universidades é tão direta a favor deste inútil ser, por que Fontova teria de ser discreto? O título e a capa mostram a urgência de abrir a cabeça desta geração cega e controlada pelos partidos assistencialistas e pseudo libertários de hoje!
 
20/12/2010
(Diego Dotta)

Da mesma forma que inúmeros filmes e livros, que contam uma história do Che herói, conseguem atrair nossa atenção, outros materiais podem usar do argumento inverso para ter seus minutos de fama, concordo com a Ester, me parece que ler a capa do livro e esta resenha já é o bastante, ou seja, refletir! :D
 
18/11/2010
(JC Couto)

Terminei a leitura deste maravilhoso e esclarecedor livro e recomendei no meu Twitter para todos os "abestados" que idolatram esse criminoso, assassino e ladrão. Parabéns ao autor pelo livro !!
 
20/09/2010
(Ale)

Eu acredito que um livro como estes é de fato um ótimo remédio aos desavisados como eu, que por muitos anos acabou acreditando no maravilhoso herói guerrilheiro Chê, até se dar conta, um belo dia, de que na verdade se tratava de um assassino (graças ao meu amado irmão que simplesmente disse: o Chê, um tremendo assassino)! Não importa o que eles estavam defendendo. Eles se achavam no direito de roubar a vida das pessoas, de decidir quem deveria morrer, e isso por si só é um ato condenável! Agora, anos mais tarde, o próprio Castro reconhece de que o plano foi (a longo prazo) um completo fracasso... podres irmãos cubanos! Ótima matéria, com certeza na primeira oportunidade colocarei um exemplar em minha coleção! Sds;
 
14/04/2010
(Ester)

Obviamente criticar o livro sem lê-lo seria errôneo, no entanto, o título do livro é extremamente voltado a emitir juízo de valor. O problema não é a resenha. O problema é que as análises permeadas de ideologia (seja ela de esquerda ou direita) empobrece muito o diálogo (o que dá a impressão de estar embutido no conteúdo do livro). Infelizmente a História ainda tem esses obstáculos. E quando se refere ao mundo pós-guerra (principalmente a Guerra Fria), os idealismos estão, muitas vezes, acima dos fatos. Ainda assim, é um tema para o debate. Prezada sra. Ester: Obrigado pelo seu contato. Convidamos a sra. a ler o livro e entender todo o contexto envolvido. Esperamos que continue prestigiando o MÍDIA@MAIS com suas visitas e comentários. Atenciosamente, Editoria MÍDIA@MAIS
 
14/01/2010
(LatinoAmericano)

Lamentavél os comentários sem nenhum tipo de reflexão historico-filosofico-sociologico. É necessário fazer distinções entre o Che personagem histórico e o Che Mito, ambos influenciam nossa sociedade de modos bastante diferentes. Se o mercado usa o personagem para vender camisetas e bikinis é outra história. LatinoAmericano, Pelo contrário, as distinções estão devida e fartamente feitas. O personagem histórico foi um assassino sociopático, egocêntrico, arrivista e covarde. Distintamente, o mito é o de um santo. E o mito foi  construído pelo próprio movimento comunista. Editoria Mídia@Mais
 
10/01/2010
(Giulianno)

pra mim esse mané do che foi só mais um, morreu de graça, foi intrometer na cultura dos outros, queria mudar o mundo, acho que nem deveria ser publicado nada dele, hj ainda encontramos muitos idiotas como ele, que nao tem personalidade e nao tem uma cabeça boa para entender que a natureza tambem faz a parte dela, que um mundo desigual? então morra, nosso mundo é aleatorio, cheio de possibilidades, então não se iluda de querer salva-lo sozinho!!!, descanse em paz che, mas bem longe daqui!!
 
06/01/2010
(antarquista e acrático)

O outro vagabundo, o tal fidel, foi no inicio da sua vida, um figurante da paramout pictures, e depois com a ajuda da cia e kgb, criaram um novo heroi comuna, pois quem conhece a historia, sabe que quem financiou as tais revoluções comunistas foram os próprios capitalistas rockfeller e seus amiguinhos illuminatis...............os comunas não surgiram por acaso!!!viva a nova ordem mundial! seremos meros escravos de um estado fascista planetário, graças aos capitalistas que inventaram os comunas para encantar os idiotas úteis e nos avacalhar a vida.
 
28/06/2009
(Cristina)

Não há uma grande semelhança entre Castro e Lula? As intenções não serão as mesmas?
 
17/06/2009
(Carlos)

Do jeito que estão as coisas, provavelmente este site e esta matéria sejam mais 1 dentro da lista dos perseguidos pela censura brasileira, já que a emissora mais manipuladora do país que é a rede globo já fez matéria enaltecendo este cara, e até filme já se tem criado dele.. Poww.., aonde iremos chegar assim?? É bem óbvio que isto seria o mesmo que "cutucar onça com vara curta..". Adoro estas matérias, que expressam e exprimem o que realmente há de oculto em nossa realidade, e parabenizo aqueles que lutam incansavelmente para manter esta verdade viva.. Abraços à Todos!!!
 
06/06/2009
(Agapito Costa)

Uma das grandes causas que fizeram com que pessoas como Ernesto (Che) Guevara, se tornassem lenda são os sucessivos ataques de surpresa. Os exitos iniciais ou parciais são obtidos desta forma. Eu diria que é o (MO) dos comunistas. Tão logo, entre em combate, com forças especialmente treinadas, sofrem derrotas após derrotas. Só pelo cheiro de rim fervido se sabe onde eles estão! Uma grande maioria deles tem verdadeira aversão a água e ao doutor sabonete. Acreditem!
 
05/06/2009
(Eduardo)

O fenômeno de mídia Che Guevara, guardada as devidas proporções, é exatamente o mesmo que existe em torno de Barack Obama, que só falta ser anunciado como a encarnação de Jesus Cristo, tamanha a sabujice da imprensa. Somente sendo um cego ou militante profissional para não ver que há claros interesses político-financeiros tanto em um quanto em outro. Seria interessante rastrear quem investe e quem ganha com a idolatria fanatizada, disfarçada de "endurecer sem perder a ternura" e "sim, mudança"...
 
INSERIR COMENTÁRIO
Nome / Apelido
E-mail (opcional)
Comentário



Redação: Paulo Zamboni
AmbientalismoAmérica LatinaBrasilCulturaEconomiaEntrevistasEUA e GeopolíticaEuropaMídia em FocoOriente MédioPolíticaSegurança Pública
Artigos IndicadosCLIPPING@MAISEspecialLiteraturaResenhas
Home Editorial Faq Fale Conosco


Canais:
 
MÍDIA A MAIS © COPYRIGHT 2013, TODOS OS DIREITOS RESERVADOS